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Mercados Hoje: Previdência avança no senado

Introdução:

Internacional
• Mercados globais iniciaram dia em queda;
• Dados de atividade industrial intensificaram receio em torno da desaceleração econômica mundial;
• Manifestações em Hong Kong se intensificam durante dia de celebração na China;
• Dados fracos de atividade industrial na Europa voltam a pressionar euro, que atinge menor cotação desde 2017 contra o dólar.

Brasil
• O mercado acionário local segue condicionado aos movimentos no exterior e ao noticiário em torno da reforma da Previdência;
• Senado aprova corpo da Previdência;
• Rejeição da alteração ao abono salarial reduz economia prevista pelo projeto em R$ 76 bilhões;
• STF deve determinar impacto da determinação das alegações finais sobre condenações da Lava Jato.


CENÁRIO EXTERNO: ATIVIDADE EM PAUTA

Mercados… Bolsas asiáticas encerraram sem direções claras. As comemorações de 70 anos da República popular da China fecham os mercados do país por uma semana. Na Zona do Euro, índices de mercado andam de lado, com o índice europeu, STOXX 600, registrando leve queda até o momento. Em NY, índices futuros operam em alta, assim como o dólar (DXY), que segue avançando contra seus principais pares – destaque para uma valorização mais acentuada contra o euro. No tocante às commodities, ativos se movimentam sem direção única. O petróleo (Brent crude) avança 1,1%, ainda negociado abaixo dos US$ 60,00/barril.

Atividade em pauta… Em manhã de poucas novidades, os mercados globais iniciam o dia em queda, com investidores ainda avaliando uma série de dados de atividade industrial fracos nas principais economias do mundo. Ontem, o ISM (Instituto para Gestão da Oferta, em inglês) divulgou a pior leitura para o seu Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) industrial desde 2009 nos Estados Unidos, mostrando uma piora bem disseminada dos componentes analisados e apontando para a contração do setor.

Cautela generalizada… O dado causou um maior desconforto na sessão de ontem justamente por ter vindo acompanhado de dados fracos na Zona do Euro, na China e no Japão, intensificando o receio em torno de uma desaceleração econômica global mais acentuada. A maior preocupação no momento é que o fraco desempenho da indústria contamine o setor de serviços, principal componente da economia mundial. Em função disso, investidores deverão adotar uma maior cautela nos próximos dias, a espera da divulgação dos dados de emprego (payroll) de setembro nos EUA (6ªF) e da reunião entre o alto escalão de negociadores dos Estados Unidos e da China (prevista para semana que vem).

Na agenda… Nos EUA, o investidor monitora os dados de setembro da ADP (9h15), que devem apontar a criação 125 mil vagas de emprego no setor privado, e o índice ISM de condições empresariais de NY de setembro (10h45). Do outro lado do Atlântico, no Reino Unido, Boris Johnson deve divulgar novo plano de saída da UE no Parlamento britânico, com proposta que estabelece duas fronteiras por quatro anos, deixando a Irlanda do Norte ligada ao bloco até 2025.


BRASIL: PREVIDÊNCIA AVANÇA NO SENADO

Senado aprova corpo da Previdência com redução na economia… Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto seguiu para o plenário da casa. Durante a madruga, o texto principal foi aprovado pelos senadores por um placar de 56 a 19. Porém, no decorrer da votação dos destaques, o governo sofreu uma dura derrota. A proposta não recebeu o número de votos necessários para manter as alterações aprovadas pela Câmara ao abono salarial, que serve como uma espécie de 14º salário para trabalhadores de baixa renda. A intenção da PEC 06 era restringir o benéfico para quem ganha até R$ 1,3 mil. Com a determinação do Senado, o pagamento continuará sendo concedido até a faixa salarial de R$ 2 mil.

Faltaram 9 votos… O destaque precisava de 49 votos para ser mantido, mas só recebeu o apoio de 40 senadores. O revés representa uma perda de R$ 76,4 bilhões à economia do governo. O impacto fiscal da PEC 06 foi reduzido para R$ 800 bilhões nos próximos 10 anos. O resultado assustou o presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que encerrou a sessão temendo a derrota de outros destaques. A votação deve ser retomada hoje durante o horário do almoço.

STF deve definir impacto da decisão das alegações finais hoje… Na semana passada, o plenário determinou que o réu delatado deve ter a última palavra após ser acusado pelos delatores. Apesar do placar definido, ainda restam os votos do ministro Celso de Mello e Dias Toffoli. Logo após a determinação dos dois juízes, o plenário deve determinar quais casos serão impactados pela decisão.

E o Lula? O ministro Gilmar Mendes defende a tese que a decisão só deve se aplicar aos réus que pediram o direito de fazer alegações finais em primeira instancia. O novo procurador geral da República, Augusto Aras, defende que determinação só afete futuros casos. O mais provável é que o STF siga o entendimento do ministro Mendes. Caso esse cenário se concretize, a primeira condenação do ex-presidente Lula, relacionada ao triplex de Guarujá, será mantida, mas o inquérito do Sitio de Atibaia deve ser afetado, postergando uma condenação definitiva.

Na agenda… Em dia de agenda doméstica fraca, saem os dados de setembro da Fenabrave (10h30) e o fluxo cambial semanal (14h30).

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas iniciaram o dia com viés negativo, reagindo à intensificação do receio em torno da desaceleração da economia global. No Brasil, o mercado deve repercutir os novos desenvolvimentos envolvendo a reforma da Previdência, aprovada ontem em 1º turno no plenário do Senado. Com isso, esperamos um dia com viés neutro/negativo para o mercado acionário local, que segue à mercê dos movimentos no exterior e do noticiário político doméstico.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,66%, aos 104.053 pontos;
Real/Dólar: +0,00%, cotado a R$ 4,15;
Dólar Index: +0,15%, cotado a 99.273;
DI Jan/21: +0 pontos base, 4.95%;
S&P 500: -1,23% aos 2.940 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Governo sofre derrota e Senado rejeita regras mais duras para abono salarial
– STF busca consenso para limitar impacto de decisão na Lava Jato
– Há muitos abusos, e nova lei é adequada, diz presidente de instituo de advogados
– Deputados que mais atacam STF silenciam sobre decisão que beneficia clã Bolsonaro

O Estado de São Paulo
– Augusto Aras defende ‘busca da verdade’ sobre atentado a Bolsonaro
– Senado aprova texto-base da reforma da Previdência, mas diminui economia em R$ 76,4 bilhões
– Lava Jato Rio chega à Receita e mira extorsão contra delatores
– STF decide hoje impacto da decisão que pode anular condenações na Lava Jato

Valor Econômico
– Projeto acirra disputa no mercado de automóveis
– Senado rejeita restrições a abono e derrota governo na Previdência
– Empresas disciplinam uso do WhatsApp
-PF atua contra suspeitos de extorsão de investigados

O Globo
– PF mira auditores da Receita que extorquiam dinheiro de investigados pela Lava-Jato
– Governo mantém cargos comissionados cobiçados por partidos da base de Bolsonaro
– Senado aprova Previdência, mas governo sofre derrota que reduz economia em R$ 76 bi
– USP, Unicamp e Unesp brigam por aumento de teto para conter saída de professores

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