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Mercados Hoje: Pressão patológica

Introdução:

Internacional
• Noticiário em torno do novo coronavírus volta a pressionar os mercados;
• Bolsas asiáticas voltam a registrar perdas relevantes: bolsa de Shanghai cai mais de 3,0% na sessão;
• Investidores passam a avaliar com mais cautela as possíveis implicações da doença sobre a economia global;
• BCE anuncia decisão de taxa de juros após 1ª reunião de política monetária de 2020.

Brasil

• Melhora de percepção popular sobre o governo anima, mas dinâmica externa deve prejudicar o desempenho do mercado local;
• Presidente da CCJ do Senado demonstra otimismo frente às reformas;
• Pesquisa CNT registra alta surpreendente na avaliação do governo e otimismo em torno da geração de empregos;
• IPCA-15 de janeiro deve apontar para o arrefecimento do choque dos alimentos.


CENÁRIO EXTERNO: PRESSÃO PATOLÓGICA


Mercados… Índices de mercado asiáticos acumularam quedas relevantes na sessão. Bolsas de Hong Kong, Shanghai e Tóquio caíram 1,5%, 3,1% e 1,0%, respectivamente. Na zona do euro, ativos de risco abriram com leve tendência negativa, e o STOXX600, índice pan-europeu, recua 0,2%. Em NY, futuros operam estáveis até o momento, mesmo movimento verificado para o dólar (DXY). No plano das commodities, cotações acompanham viés negativo das bolsas asiáticas. Como destaque, o petróleo (Brent crude) recua mais de 1,3%, voltando a ser negociado abaixo dos US$ 62,50/barril.

Pressão asiática… A preocupação em torno da atualização dos números referentes ao novo vírus que tem assolado a China nos últimos dias voltou a pressionar os mercados nesta 5ªF. Índices de mercado da região acumularam quedas relevantes ao longo da sessão, lideradas pelo fraco desempenho da bolsa de Shanghai, que recuou mais de 3,0%. Do outro lado do atlântico, índices futuros de NY operam próximos à estabilidade, com investidores avaliando os possíveis riscos que a doença traz para a economia global em meio a uma temporada de resultados corporativos que tem sido satisfatória até o momento.

Sem medir esforços… Como medida para conter a disseminação do vírus 2019-nCoV, também conhecido como novo coronavírus, o governo chinês colocou duas cidades que abrigam juntas aproximadamente 18 milhões de pessoas em “lockdown”. Foram cancelados todos os tipos de transportes públicos e estradas forma interditadas de forma a impedir a circulação das pessoas para fora dos lócus da doença. Em função das ações drásticas que já estão sendo tomadas, já passam a ficar mais claros os impactos que a manutenção do quadro pode ter na atividade econômica chinesa. O feriado de ano novo lunar chinês, onde grande parte da população viaja para encontrar familiares, está em risco, e isso de maneira isolada já pode ser o suficiente para deteriorar o quadro de atividade econômica no 1T20 na 2ª maior economia global. Vamos acompanhar…

Os números… Segundo a última divulgação pelas autoridades chinesas, já são mais de 580 casos reportados da doença responsável pelas mortes de pelo menos 17 pessoas nas últimas 3 semanas. Além da China, foram confirmados casos nos EUA (1), Japão (1), Coreia do Sul (1) e Tailândia (4).

Na agenda… Além dos novos desenvolvimentos na China, os investidores ficarão de olho nas divulgações do número de pedidos de auxílio desemprego nos EUA, o índice de confiança do consumidor na zona do euro e a decisão de política monetária do BCE. Em relação ao último, as apostas do mercado estão firmes na manutenção da taxa de juros, e as grandes novidades deverão estar contidas no discurso pós-reunião da nova presidente da instituição, Christine Lagarde. Na ocasião, o mercado buscará novas pistas sobre a revisão estratégica nas ações do BCE prometida pela presidente após tomar posse em novembro do ano passado.


BRASIL: APROVAÇÃO DO GOVERNO CRESCE

Tebet comenta reformas… Em entrevista concedida ao jornal Globo, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB- MS), abordou as reformas que serão analisadas pelo Congresso no decorrer do ano. A sua opinião é de grande relevância, tendo em vista que boa parte das propostas iniciarão o seu trâmite na comissão presidida pela senadora. Entre todas, a senadora acredita que a reforma tributária é a mais importante por ter “a capacidade de aquecer a economia, de fazer o Brasil crescer e gerar emprego”.

Pacote pós-Previdência… Em relação às três PECs apresentadas em novembro do ano passado (fundos, emergencial e federativa), Tebet acredita que a PEC de fundos deve passar com facilidade na sua comissão e no plenário, enquanto a emergencial deve encontrar mais resistência e sofrer algumas alterações. A expectativa da senadora é que está última seja aprovada pelo Senado em março. A PEC do pacto federativo só deve ser abordada após a aprovação da emergencial.

Aprovação do governo cresce… Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) aponta uma evolução positiva na avaliação do governo Bolsonaro. As avaliações positivas (ótimo e bom) registraram uma alta de 5,1%, crescendo de 28,4% em agosto para 34,5% em janeiro. Durante o mesmo período, as avaliações negativas decresceram 8,5%, encolhendo de 39,5% para 31%. A aprovação do desempenho pessoal do presidente mostrou uma evolução semelhante desde agosto. Aprova: 41,0% ??? 47,8%, desaprova: 53,7??? 47,0. O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 18 de janeiro, incluiu 2.002 entrevistados e tem margem de erro 2,2%.

Gestão indistinguível… Quando indagados sobre áreas especificas do governo, em comparação com gestões anteriores, a maioria dos participantes acreditam que a economia, saúde, infraestrutura, benefícios para os pobres e relacionamento com o Congresso não se destacam. A única área onde a maioria dos participantes enxergam uma melhora foi o combate à corrupção. Na segurança pública, houve um empate entre os que enxergam uma melhora e os que acreditam que não houve alteração.

Perspectiva semestral… A maioria (43,2%) dos entrevistados acreditam que o desemprego deve cair nos próximos 6 messes. Em relação a segurança pública, houve um empate entre os que acreditam que a situação melhorará e os que acreditam que deve se manter inalterada. Nas áreas de saúde, educação e renda mensal a maioria dos entrevistados acreditam que não haverá avanços nos próximos 6 meses. Os pessimistas não foram majoritários em nenhuma das áreas que constam nas pesquisas.

Pesquisa do Ipespe registrou nível maior de rejeição… Uma pesquisa realizada pelo Ipespe, durante os três dias que antecederam a pesquisa feita pelo CNT, registrou 8 p.p. a mais de rejeição (39% vs. 31%).

Agenda… A agenda do dia é dominada por indicadores de inflação para janeiro. Após a divulgação do IPC-S, às 8h, o IPCA-15 deverá apontar para uma desaceleração dos preços de 1,05% em dezembro para 0,74%, evidenciando que já há sinais de arrefecimento da pressão trazida pelo choque das carnes.

E os mercados hoje? Preocupações em torno da disseminação do novo coronavírus voltam a pressionar os mercados no exterior. Investidores passam a olhar com uma maior cautela para as implicações que a doença pode trazer para a economia global caso o quadro atual se mantenha. No Brasil, o mercado deve ver com bons olhos a melhora na percepção da população sobre o governo, uma vez que a aprovação popular é chave para a continuação do processo de aprovação da agenda de reformas estruturais. Não obstante, a dinâmica de maior aversão ao risco no exterior tende a atrapalhar o desempenho da bolsa local, como de costume. Em função disso, esperamos um dia de viés neutro/negativo para ativos de risco locais.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,17% aos 118.139 pontos;
Real/Dólar: -0,78% cotado aos 4,18;
DI Jan/21: – 5 bps cotado aos 4,34%;
S&P 500: +0,03% aos 3.321 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Sem cargo oficial, irmão de Bolsonaro medeia verba
– Mortos por vírus sobem para 17; Brasil descarta caso
– Procuradoria recomenda que MEC suspenda Sisu
– Por prazo indefinido, Fux suspende juiz de garantias

O Estado de São Paulo
– Liminar de Fux desautoriza Toffoli, Bolsonaro e Congresso
– TCU deve exigir civis para conter filas no INSS
– Pelo menos 5 países detectam o coronavírus
– Amazônia ganha destaque em Davos

Valor Econômico
– União economiza R$ 417 bi com juros em quatro anos
– BBDTVM será privatizada até junho
– Guru de Buffett vê bolsas caras e riscos elevados
– Governo quer tirar Juizados de aeroportos

O Globo
– Fux suspende juiz de garantias por prazo indeterminado
– Contágio se amplia, e mundo reage ao coronavírus
– Valor de venda da Eletrobras deve sair do Orçamento
– MPF recomenda que MEC suspenda inscrições do Sisu

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Conrado Magalhães
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Alejandro Ortiz Cruceno
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Victor Beyruti Guglielmi
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