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Mercados Hoje: Ponto de resistência

Introdução:

Internacional
• Mercados globais iniciam o dia sem grandes oscilações;
• Os ataques à infraestrutura saudita seguem promovendo cautela dos investidores;
• A mídia chinesa confirmou a visita de uma delegação chinesa aos EUA nesta 4ªF;
• Divulgação do índice Zew de expectativas para a economia na Alemanha apontou para uma recuperação das expectativas futuras, mas trouxe uma nova queda em relação à situação corrente;
• O FOMC dará início a mais uma reunião de política monetária, que termina com o anuncio da decisão do comitê sobre a taxa de juros nesta 4ªF.

Brasil
• Mercado local segue a mercê da movimentação no exterior, na ausência de acontecimentos relevantes no noticiário doméstico no curto prazo;
• Instabilidade no Oriente Médio aumenta atratividade do pré-sal;
• Senado avança em construção da sua proposta tributária;
• Rodrigo Maia considera cortes aos benefícios fiscais para desonerar folha de pagamento;
• Reunião do Copom tem início nesta 3ªF.


CENÁRIO EXTERNO: PONTO DE RESISTÊNCIA

Mercados… Mercados asiáticos encerraram predominantemente em queda nesta 3ªF. Bolsas de Hong Kong (-1,2%) e de Shanghai (-1,7%) recuaram na sessão, enquanto o Nikkei na volta do feriado do dia do idoso no Japão. Na Europa, índices de mercado iniciaram o dia com o mesmo movimento de cautela verificado ontem, e o índice pan-europeu, STOXX 600, registra leve baixa de 0,1%. Em NY, índices futuros e o dólar operam próximos a estabilidade até o momento. No tocante às commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo. O petróleo (Brent crude) reverte um pouco da alta de ontem, recuando 1,7%, e é negociado próximo dos US$ 68,00/barril.

Mais um ponto de resistência… Os ataques à infraestrutura saudita que já estão sendo tachados por alguns de “11 de setembro do petróleo” segue promovendo cautela nos mercados globais. Investidores buscam mais informações sobre o quadro real da produção petrolífera do país responsável por cerca de 10% da oferta mundial. Além da recente pressão no preço do petróleo, a resposta do Estados Unidos caso seja comprovada a participação do Irã nos ataques é algo que preocupa os mercados. Um novo conflito militar na região deve agir como mais um ponto de resistência para a retomada de crescimento da economia mundial, uma vez que este promoveria um preço estrutural mais alto para a commodity, agindo como catalisador para inflação. Por ora, predomina o sentimento de incerteza, pois mesmo que a Aramco, com a ajuda dos EUA, seja rápida em estabelecer a oferta, a expectativa é que o preço se mantenha elevado por conta da escalada do risco geopolítico da região.

Encontro confirmado… A mídia chinesa confirmou a visita de uma delegação chinesa aos EUA nesta 4ªF, onde se espera que sejam retomadas as negociações comerciais entre as duas maiores economias mundiais. Segundo o relato, o grupo chinês será liderado pelo vice-ministro das Finanças, Liao Min, e tem como principal propósito preparar o terreno para as conversas do alto escalão de negociadores marcado para acontecer no início de do mês que vem. Este encontro de outubro contará com as presenças do vice-premiê chinês, Liu He, do representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer e do Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin. Mesmo sem avanços concretos nesta frente, a notícia vem como uma espécie de alento para o mercado, que ainda tem a manutenção da disputa comercial sino-americana como principal risco para a economia mundial.

Na agenda… O FOMC dará início a mais uma reunião do de política monetária, que termina com o anuncio da decisão do comitê sobre a taxa de juros nesta 4ªF. Hoje, o mercado acompanha a produção industrial de agosto (10h15), que servirá como novo termômetro para a atividade do setor manufatureiro dos EUA. Na Zona do Euro, o destaque desta 3ªF foi a divulgação do índice Zew de confiança na economia na Alemanha, que apontou para uma recuperação das expectativas futuras, mas trouxe uma nova queda em relação à situação corrente. A leitura foi bem recebida, mas está longe e sinalizar uma maior estabilização da maior economia europeia.


BRASIL: INSTABILIDADE PODE BENEFICIAR LEILÃO DO PRÉ-SAL

Instabilidade no Oriente Médio pode aumentar atratividade do pré-sal… Os ataques às refinarias sauditas lembraram o mundo que boa parte do petróleo consumido pelo mercado internacional é extraído e processado em uma região extremamente volátil, regida por uma série de interesses conflitantes. Em vista disso, e do consequente desejo das empresas asiáticas que agora buscam alternativas para mitigar risco e diversificarem seu portfolio, o petróleo em outras regiões do mundo se tornou mais atrativo. O Brasil e o leilão do pré-sal devem se beneficiar dessa necessidade de buscar novas fontes da matéria prima. O próximo leilão está marcado para dia 6 de novembro.

Senado apresenta relatório da reforma tributária… O relator do projeto no Senado, Roberto Rocha (PSDB-MA), deve apresentar seu parecer amanhã (18). Segundo o senador, o seu relatório incluirá novo tributo sobre valor agregado com duas camadas, uma alíquota para os impostos federais e outra para os estados e municípios. O tributo se chamaria Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) e substituiria nove tributos existentes. Para desonerar a folha de pagamento, o projeto propõe uma alíquota do IBS de 28% ou 29%, que possibilitaria uma redução de 5% na alíquota que incide sobre a folha.

Cortes de benefícios fiscais podem viabilizar desoneração da folha… Durante evento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), citou a redução de benéficos fiscais como uma opção sendo estudada pelos deputados, para reduzir o peso dos tributos sobre a folha de pagamento. Após a rejeição da CPMF, cortes aos mais de R$ 400 bilhões que são desonerados dos contribuintes, através de incentivos fiscais, podem ser uma alternativa. Maia também afirmou que é provável que uma das casas aprove a reforma tributária antes do fim de 2019 e que o retorno de um tributo nos moldes da CPMF é extremamente improvável.

Na agenda… O mercado acompanha o início de mais uma reunião do Copom, que divulgará a decisão de política monetária do Banco Central amanhã. As apostas do mercado seguem firmes em um novo corte de 50 pontos base (0,5 p.p.) da taxa Selica, assim como na sinalização de que o ciclo de corte se estenderá até o final do ano.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas operam sem grandes destaques, em meio ao cenário de incerteza que se instaurou após ataques na Arábia Saudita. No Brasil, o mercado segue a mercê da movimentação no exterior, na ausência de acontecimentos relevantes no noticiário doméstico no curto prazo. Por isso, esperamos mais um dia de viés neutro/negativo no mercado acionário local, que perde com a piora da dinâmica no exterior, mas pode seguir se beneficiando de forma mais pontual com o avanço de papéis relacionados ao petróleo.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,17%, aos 103.680 pontos;
Real/Dólar: -0,15%, cotado a R$ 4,08;
Dólar Index: +0,05%, cotado a 98.658;
DI Jan/21: -12 pontos base, 5.26%;
S&P 500: -0,31% aos 2.997 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– A oposição na Venezuela é pior do que Bolsonaro, afirma Maduro à folha
– Petróleo sobe 13% com corte recorde na produção, mas Petrobras segura preços
– Sob pressão, relator admite mudar projeto eleitoral e põe regras em xeque para 2020
– Relatório denuncia organizações criminosas, violência e impunidade na Amazônia

O Estado de São Paulo
– Aumento de gastos da União pagaria nove anos do programa Bolsa Família
– Advogar abandonar o teto de gastos sem sugerir nada no lugar é inflacionismo’
– Ataque faz petróleo disparar, mas Petrobrás vai segurar preço da gasolina
– Eleição em Israel acirra debate sobre Estado secular

Valor Econômico
– Grandes estatais têm lucro de R$ 60,7 bi no primeiro semestre
– Equipe econômica volta a debater Refis de R$ 11 bi no Funrural
– Tensão na Arábia Saudita pode beneficiar leilões do pré-sal
– Bolsonaro diz que reassume hoje Presidência

O Globo
– Equipe de Paulo Guedes quer mudar isenções fiscais de entidades filantrópicas
– BNDES tem R$ 4 bilhões para segurança parados há mais de um ano
– Presidente da Petrobras diz a Bolsonaro que estatal não vai mexer no preço dos combustíveis
– Governadores têm embates frequentes com PSL de Bolsonaro

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Equipe Econômica

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