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Mercados Hoje: Pacote pós-previdência fica para semana que vem

Introdução:

Internacional
• Mercados globais iniciam o dia com viés baixista;
• Relatos de que a China não tem convicção de que um acordo mais amplo poderá ser firmado com os EUA causa desconforto;
• Economia chinesa dá novos sinais de que segue pressionada mesmo após alívio de tensões comerciais em outubro;
• PIB de Hong Kong apresenta contração de 3,2% no 3T19, refletindo estado de guerra civil vivido na região;
• PCE de setembro e PIB europeu são destaques da agenda de indicadores.

Brasil
• Mercado local reage a novo corte da Selic pelo Copom, mas pode ter desempenho prejudicado por piora no cenário externo;
• Guedes posterga lançamento do pacote pós-Previdência;
• Relatos do porteiro sobre visita do suspeito de matar Marielle ao condomínio do presidente não condizem com a realidade;
• Bolsonaro pode sair fortalecido após registros comprovarem que a permissão para o suspeito adentrar no seu condomínio surgiu de casa alheia;
• Desenvolvimentos dão sustento a narrativa de perseguição do presidente;
• Comissão especial aprova parecer do marco legal do saneamento básico que pode receber aporte saudita de US$ 10 bilhões;
• PNAD-Contínua deve seguir apontando para redução do desemprego.


CENÁRIO EXTERNO: FASE 1 TERÁ NOVA DATA E LOCAL

Mercados… Mercados asiáticos encerraram sem tendência bem definida, com leve viés negativo. Na Europa, índices de mercado iniciaram o dia mistos, e o índice pan-europeu, STOXX 600, se mantém próximo à estabilidade. Em NY, índices futuros também andam de lado, mesmo movimento verificado para o dólar (DXY) até o momento. Na frente das commodities, ativos acompanham os mercados, sem grandes destaques. O petróleo (Brent crude) registra leve valorização de 0,2%, negociado próximo aos US$ 61,70/barril.

Dúvida chinesa causa desconforto… As bolsas internacionais se movimentam com viés de baixa na manhã desta 5ªF, após relatos de que a China não tem convicção de que um acordo mais amplo poderá ser firmado com os EUA, mesmo que o acordo de “fase 1” seja assinado. Paralelamente, a sinalização do Fed de que o corte na taxa de juros anunciado ontem pelo FOMC deverá ser o último do ano também contribui para o pior desempenho dos mercados nesta manhã.

Fase 1 terá nova data e local… Ainda no que tange a disputa comercial, conversas por telefone estão agendadas para amanhã entre os principais negociadores de ambos os lados, que têm mantido uma comunicação mais próxima desde a costura deste acordo inicial em outubro. A expectativa é que os países acordem em uma nova data para assinar o acordo, que inicialmente estava previsto para acontecer no encontro da Apec no Chile, em meados de novembro – evento que foi cancelado em função dos protestos violentos que assolam o país sul-americano. Por ora, ainda não há nada definido, mas fontes da Reuters divulgaram que possíveis localizações seriam Alaska, Havaí (sugestões americanas) ou Macau (preferência dos chineses).

Sob pressão… Paralelamente, a economia chinesa deu novos sinais de que seguiu pressionada em outubro, apesar da melhora das relações com os Estados Unidos. O Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) da NBS (Escritório Nacional de Estatísticas da China) apontou para uma piora de expectativas tanto para a indústria – que já atinge o pior nível em 8 meses – como para o setor de serviços no mês, reforçando a nossa preocupação com o quadro da 2ª maior economia mundial. No pano de fundo, o PIB de Hong Kong contraiu 3,2% no 3T19, resultado que veio muito pior do que o esperado e que reflete o estado de “guerra civil” que a região vive desde meados deste ano.

Na agenda… No dia seguinte ao anuncio de mais um corte pelo Fed, o investidor avaliará a divulgação do PCE – medida de inflação preferida do BC americano – de setembro, cuja expectativa é de acelerar para 0,3%, de 0,2% em agosto. Na base anualizada, o núcleo (medida que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia) deve indicar alta de 1,7%, inferior a meta de 2% fixada pelo FOMC. Do outro lado do atlântico, na zona do euro, sai a leitura preliminar do PIB/3TRI (7h), que deve desacelerar para 0,1% de 0,2% no 2T19. O dado vem acompanhado do CPI (Índice de preços aos consumidores) de outubro e do desemprego de setembro.


BRASIL: PACOTE PÓS-PREVIDÊNCIA FICA PARA SEMANA QUE VEM

Mais um atraso do ministério da Economia… O pacote pós-Previdência, que deveria ser revelado ontem/hoje, continuará um mistério até semana que vem. Agora, terça-feira e nova data para cerimonia que será realizado com o presidente e os manda chuvas do Legislativo. O atraso provavelmente resultou da confusão em torno do assassinato da Marielle.

Estratégia de comunicação ou ausência de concórdia… Se de fato foi essa a razão pelo atraso, a decisão é mais que compreensível. Realizar a cerimonia enquanto a investigações sobre o assassinato da vereadora- e o possível envolvimento do presidente- paira sobre o lançamento do pacote, representaria um erro grave na estratégia de comunicação do ministro Paulo Guedes. Caso o atraso não tenha nada a ver com as investigações e a verdadeira razão esteja relacionado a algum desacordo entre o ministro e o Legislativo, o atraso representa um impasse mais sério.

O porteiro mentiu… Foi a conclusão da promotora Simone Sibilio, do Ministério Público do Rio, após análise do sistema de registro de chamadas feitas da portaria às casas do condômino do Vivendas da Barra, onde se encontra uma das residências do presidente Jair Bolsonaro.

O que foi comprovado… Os áudios comprovam que tanto os depoimentos quanto o registro no livro de chamadas feitos pelo porteiro, que davam a entender que o suspeito no assassinato da vereadora Marielle Franco, Élcio Queiroz, teve a sua entrada liberada no condômino pelo presidente, não condizem com os eventos que transcreveram na noite que a vereadora foi assassinada. Além disso, as provas desmentem os depoimentos dados pelos dois suspeitos, Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, que alegaram que não tinham se encontrado na noite em que a vereadora morreu.

Qual foi a motivação do porteiro… O potreiro pode ter se engando, caso contrário a questão permanece: O que motivou o porteiro a envolver o nome do presidente na investigação? Houve alguma coordenação entre o porteiro e os suspeitos? Bolsonaro acredita que o governador do RJ, Wilson Witzel, interferiu na investigação para prejudica-lo.

O “leão” sai fortalecido após mais um ataque das “hienas”… As investigações ainda não se concluíram, pois ainda existem muitas dúvidas que carecem de explicações. Um novo desenvolvimento bombástico pode mudar tudo. Porém, até o momento, o presidente aparenta sair fortalecido da confusão.

Eis a narrativa perfeita… Bolsonaro sempre se projetou como perseguido, agora surgi a narrativa perfeita para sustentar esse entendimento: “Não conseguiram evitar a sua acessão à presidência com uma facada, então inventaram mentiras para implicar o seu envolvimento no assassinato da Marielle”. De agora em diante os Bolsonaristas propagarão esse entendimento ad aeternum para vangloriar o capitão.

Saneamento é destino prioritário para investimentos da Arábia Saudita… Durante a sua viagem pela Ásia e o Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro anunciou aporte US$ 10 bilhões da Arábia Saudita para o Brasil. Segundo o presidente, o príncipe do país árabe, Mohammad bin Salman, pediu sugestões para o destino dos investimos. Bolsonaro apresentou a infraestrutura do saneamento como uma prioridade para a alocação dos recursos.

Sinergia com tramitação na Câmara… A sugestão foi feita na hora perfeita, a comissão especial na Câmara dos Deputados acaba de aprovar o parecer do novo marco legal do saneamento básico. Agora, o projeto segue rumo a sua aprovação definitiva no plenário da Câmara.

Na agenda… O destaque da agenda doméstica será a divulgação da PNAD-Contínua do trimestre encerrado em setembro, que deve mostrar a redução, mesmo que ainda gradual, da taxa de desemprego para o patamar de 11,6% (ante 11,8% no período anterior). No âmbito corporativo, o dia será marcado pelos balanços de Gol, Bradesco e Suzano.

E os mercados hoje? As bolsas internacionais iniciam o dia com viés baixista, reflexo do mal-estar causado pela falta de convicção chinesa na possibilidade de firmar um acordo comercial abrangente com os EUA. No Brasil, o mercado local deve reagir positivamente à decisão do Copom pela redução adicional da taxa Selic em 0,5 p.p., divulgada ontem após o fechamento. Com isso, esperamos um dia de viés neutro/positivo para ativos de risco locais, que poderão ter o desempenho atrapalhados por ruídos do noticiário externo.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,79%, aos 108.407 pontos;
Real/Dólar: -0,35%, cotado a R$ 3,98;
Dólar Index: -0,05%, cotado a 97.646;
DI Jan/21: -2 pontos base, 4.35%;
S&P 500: +0,33% aos 3.046 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
• Suspeito de matar Marielle contradiz porteiro de Bolsonaro
• Governo apresenta regras de aposentadoria para trabalhador exposto a periculosidade
• ‘Ninguém foi tão atacado quanto Bolsonaro’, diz novo líder do governo
• Léo Pinheiro aceita pagar R$ 45 milhões em acordo e ficará 5 anos em casa

O Estado de São Paulo
• Com taxa de juros a 5%, caderneta de poupança e fundos perderão para inflação
• Fusão da Fiat Chrysler e PSA Peugeot cria 4ª maior montadora do mundo
• Doria entra na mira de militância bolsonarista
• Novo zoneamento de Covas prevê prédios mais altos no miolo dos bairros

Valor Econômico
• Proposta de reforma prevê fim das férias de 2 meses no Judiciário
• Porteiro ‘mentiu’ no caso Marielle, diz MP-RJ
• BC freia euforia do mercado com queda de juro
• Fiat Chrysler e Peugeot acertam fusão que vai criar empresa de US$ 48 bi

O Globo
• Evangélicos travam votação de projeto de armas na Câmara
• Após crise, BNDES cria estratégia para venda de ações
• Lewandowski critica tese intermediária para julgamento da segunda instância
• Fiat Chrysler e Peugeot anunciam fusão para criar a quarta maior montadora do mundo

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