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Mercados Hoje: Otimismo sustenta mercados

Introdução:

Internacional
• Bolsas globais iniciaram o dia com viés positivo;
• Sinalização de progresso nas negociações comerciais entre China e EUA sustenta o bom humor dos mercados;
• Boris Johnson e Leo Varadkar acreditam na possibilidade de um acordo com a UE até a data limite estabelecida para o Brexit;
• Boris Johnson enfrenta mais uma sessão no Parlamento britânico (8h).

Brasil
• Desempenho da bolsa local fica condicionado aos desenvolvimentos em Washington nesta 6ªF;
• Brasil fica fora da lista da OCDE e oposição critica relação com EUA;
• EUA reitera apoio ao Brasil na OCDE;
• Bolsonaro apoia candidatura de Datena em São Paulo, não menciona Hasselmann;
• PMS pode reforçar apostas em ajuste mais agressivo a Selic, às 9h.


CENÁRIO EXTERNO: OTIMISMO SUSTENTA MERCADOS

Mercados… Bolsas asiáticas fecharam semana em tom positivo, com as bolsas de Tóquio (+1,2%), Hong Kong (2,3%) e Shanghai (0,9%) acumulando ganhos relevantes na sessão. Na zona do euro, índices de mercado acompanham a tendência altista verificada nos pregões asiáticos, e o índice pan-europeu, STOXX 600, avança 1,3%. Em NY, índices futuros também avançam de forma generalizada, enquanto o dólar (DXY) acentua queda contra seus principais pares. Em relação às commodities, ativos se beneficiam do bom humor dos mercados. O preço do petróleo (Brent crude) sobe 1,0%, voltando a se aproximar dos US$ 60,00/barril.

Bom humor generalizado… O otimismo em torno das negociações comerciais entre China e Estados Unidos segue sustentando os mercados. Mesmo com uma resolução definitiva fora de cogitação, investidores apostam em um acordo parcial que evita a adição de novas tarifas de importação entre as duas maiores economias mundiais. Ontem, uma sequência de “tweets” do presidente Donald Trump contribuiu para a melhora de humor dos mercados, ao indicar que as negociações estariam avançando e que ele irá marcar presença nas reuniões desta 6ªF. Caso o entendimento se concretize, isso será suficiente para dar fôlego extra aos mercados no curto prazo, mesmo que não apague os danos que as tarifas que já vigoram causam sobre a economia.

Luz no fim do túnel… Com a data do divórcio entre Europa e Reino Unido se aproximando, a sinalização inesperada de que progresso está sendo feito na direção de um acordo pelo Brexit por Boris Johnson e sua contraparte irlandesa, Leo Varadkar, resultou na melhora para ativos de risco do país e na recuperação parcial da libra esterlina contra o dólar. A melhora ocorreu após o anúncio dos líderes de que ainda enxergam a possibilidade de costurarem um acordo de última hora com a UE antes do dia 19 de outubro, quando o premiê será obrigado por lei a solicitar uma extensão de 3 meses para as negociações. Até o momento, não saíram pistas sobre quais seriam as alterações previstas neste novo acordo, e a extensão forçada segue como o resultado mais provável, mas Johnson mostrou ter uma última carta na manga para orquestrar a saída do Reino Unido. Vamos acompanhar…

Na agenda… Nos EUA, o mercado avalia a leitura preliminar de outubro do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, que tem previsão de piora de 93,2 para 92,3 no período.


BRASIL: NA LISTA DE ESPERA

OCDE… O Brasil não consta na lista de países indicados para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) feita pelo EUA. Argentina e Romênia receberam a honra. Em comunicado conjunto feito pelo Brasil/EUA em março, durante visita do presidente Bolsonaro à Washington, o EUA tinha declarado o seu apoio à entrada do Brasil. A ausência na lista causou constrangimento ao governo, que tinha passado a impressão que a inclusão era iminente. A oposição foi em massa às redes sociais para aproveitar a omissão e criticar a suposta subserviência do Brasil diante o EUA.

Governo se precipitou… O equívoco foi cometido pelo Brasil ao dar a entender que o país entraria na próxima lista de indicados pelo EUA. A Argentina e a Romênia já estavam na fila. O ministro Paulo Guedes admitiu o erro “Falhamos em não contar a história toda… tem uma fila”. Guedes acredita que “daqui um ano e pouco” o Brasil pode ser incluso na lista de indicados.

EUA reitera apoio… Ao perceber que a ausência do Brasil estava sendo usada como prova que o relacionamento não era prioritário para o governo Trump, o EUA se mobilizou para desmentir a narrativa. A embaixada, secretários e o próprio presidente fizeram declarações nas redes sociais “O comunicado conjunto… deixa absolutamente claro que eu apoio o início de processo de entrada…O EUA apoia Bolsonaro…essas matérias são FAKE NEWS” tuitou Trump.

Bolsonaro apoia Datena pela prefeitura de São Paulo… Em conversa com o jornal O Estado, Bolsonaro destacou a popularidade do apresentador de TV. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL- SP), líder regional do partido do presidente, já abordou a possiblidade da afiliação do apresentador ao PSL, que atualmente é filiado do DEM. Segundo pesquisas eleitorais, Datena lidera as intenções de votos pela prefeitura paulistana. O apoio explícito deve gerar atrito entre a família Bolsonaro e a líder do governo Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), que já declarou a sua intenção de concorrer pelo mesmo pleito.

Na agenda… Após IPCA apontar deflação e vendas no varejo decepcionarem projeções de mercado, uma piora do volume de serviços prestados em agosto (9h) deve reforçar apostas em um ajuste mais agressivo da Selic até o fim do ano.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas avançam com a manutenção do otimismo em torno das negociações entre China e Estados Unidos. Na falta de noticiário local relevante, o mercado local deve acompanhar, mesmo que de forma mais tímida, a melhora verificada no exterior. Com isso, esperamos mais um dia com viés positivo para o mercado acionário local, que terá o bom desempenho condicionado aos desenvolvimentos em Washington nesta 6ªF.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,56%, aos 101.817 pontos;
Real/Dólar: +0,02%, cotado a R$ 4,10;
Dólar Index: -0,42%, cotado a 98.701;
DI Jan/21: -6 pontos base, 4.65%;
S&P 500: +0,64% aos 2.938 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
• Saída de Bolsonaro do PSL pode fortalecer centrão e enfraquecer base governista
• Empresários se frustram com recuo dos EUA em apoio ao Brasil na OCDE
• De três, há um Bolsonaro com o qual se pode dialogar, diz Renan
• Premiê da Etiópia, Abiy Ahmed ganha Nobel da Paz.

O Estado de São Paulo
• Bolsonaro vai pedir auditoria no PSL e acusa partido de autoritarismo
• Bolsonaro destaca popularidade e vê Datena como opção para a Prefeitura de SP
• Financiada por recursos públicos, conferência de direita em SP é dominada pelo bolsonarismo
• Guedes dá a senha para a reforma administrativa: ‘Máquina pública é perversa’

Valor Econômico
• Decisão do TST suspende até 60% das ações trabalhistas
• Após 30 anos de eleição, Collor pensa em voltar ao Planalto
• Americanos dizem manter apoio para Brasil na OMC, mas recusam definir prazo
• Rombo leva Estados a criar reforma própria

O Globo
• Agentes de força-tarefa federal quebravam dedos de presos no Ceará, revela órgão ministerial
• Óleo no Nordeste tem duas origens distintas, segundo investigação da Marinha
• Premier da Etiópia ganha Nobel da Paz por acordo que pôs fim a 20 anos de conflito com Eritreia
• Petroleiro do Irã tem explosão na costa saudita e país diz que houve ataque com dois mísseis

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