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Mercados Hoje: Otimismo sustenta mercados

Introdução:

Internacional
• Bolsas globais iniciam semana sem tendência definida;
• Investidores ainda avaliam pré-acordo parcial entre China e Estados Unidos;
• Ativos europeus operam pressionados, de olho nos novos desenvolvimentos do Brexit e na imposição de novas tarifas de importação pelos EUA;
• Livro Bege do Fed e vendas no varejo de outubro nos Estados Unidos são destaque da agenda econômica da semana.

Brasil
• Ativos brasileiros seguem sensíveis ao humor dos mercados no exterior;
• Leilões de óleo e gás reduzem rombo nas contas públicas;
• Inflação baixa pode justificar aumento menor no salário mínimo e alivia caixa do governo;
• PSL e Bolsonaro dão continuidade a guerra com auditorias;
• IBC-Br deve voltar a registrar avanço em agosto após leve queda em julho.


CENÁRIO EXTERNO: ALÍVIO TEMPORÁRIO

Mercados… Bolsas asiáticas avançaram de forma generalizada, reflexo do maior otimismo em torno da disputa comercial entre China e Estados Unidos. Na zona do euro, índices de mercado operam na contramão, com o índice pan-europeu, STOXX 600, caindo 0,9% até o momento. Em NY, índices futuros também operam com viés positivo, em dia que deve ter liquidez reduzida por em função do feriado de Columbus Day, e o dólar (DXY) volta a avançar contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos devolvem parte dos ganhos acumulados na semana passada. O preço do petróleo (Brent crude) registra queda de 2,0%, se aproximando dos US$ 59,00/barril.

Alívio temporário… Mercados internacionais iniciam a semana sem tendência definida, com investidores ainda avaliando o acordo parcial firmado entre Estados Unidos e China. De modo geral, o novo entendimento deve seguir sustentando o bom humor dos mercados no curto prazo, principalmente após os EUA reforçarem que suspendeu o aumento de tarifas que estava previsto nesta semana, mas a manutenção das tarifas já em vigor nos níveis atuais e a falta de detalhes sobre como as duas maiores economias pretendem abordar os pontos centrais da disputa ainda preocupam para um horizonte de tempo maior. Enquanto isso, a economia chinesa segue apresentando sinais de desaceleração, com dados de importação e exportação de setembro recuando e decepcionando expectativas de mercado nesta manhã – com parte significativa do desempenho fraco explicado pela queda do comercio com os EUA.

UE pressionada… Ativos do velho continente operam pressionados em duas frentes na manhã desta 2ªF. De um lado, as conversas entre autoridades europeias e britânicas em busca de um acordo para o Brexit não resultaram em progresso relevante no fim de semana, deixando apenas alguns dias até que Boris Johnson seja obrigado a pedir nova extensão de prazo para o divórcio – fato que tem exercido pressão baixista também sobre a libra esterlina no início do pregão. Do outro, a preocupação com o ritmo de desaceleração da economia europeia ainda assola investidores, principalmente com as tarifas de importação sobre produtos europeus passando a vigorar nos EUA já nos próximos dias.

Na agenda… O Livro Bege do Fed as vendas no varejo de setembro (4ªF) são os destaques da agenda americana na semana. Na zona do euro, os mercados irão se voltar para o Reino Unido, onde Boris Johnson busca uma maneira de executar o Brexit até o fim do mês.


BRASIL: FOGO AMIGO

Governo Federal reduz déficit com leiloes de óleo e gás… O Ministério da Economia publicou novo relatório de Avaliação de Receites e Despesas que demonstra que o déficit para o ano de 2019 foi reduzido para R$ 79 bilhões. Anteriormente, a expectativa era que o rombo nas contas da União seria de R$ 139 bilhões. Na semana passada, o governo arrecadou R$ 8,9 bilhões com o leilão promovido pela Agência Nacional de Petróleo. O restante dos fundos que reduziram o déficit deve ser arrecadado com o megaleilão, previsto para o dia 6 de novembro. A expectativa é que essa licitação gere R$ 52,4 bilhões para a União.

Histórico do déficit primário… O rombo R$ 79 bilhões previsto pelo governo representa uma melhoria em comparação com o ano de 2018, quando foi registrado déficit de R$ 120,3 bilhões. A união vem operando no negativo desde 2014. Os cinco anos de déficit representam a pior sequência de resultados para o Governo Federal desde a Constituição de 1988. O pior ano para as contas da União foi 2016, quando rombo atingiu R$161 bilhões.

Inflação baixa permite reajuste menor para salário mínimo… O piso salarial deveria crescer de R$ 998 para R$1.039, para corrigir o valor de acordo com a inflação, projetada para atingir 4,02% no ano. Porém, os dados que medem o fenômeno indicam que a desvalorização ocorre a um passo mais lento do que esperado. De acordo com a leitura mais recente do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) a taxa inflação para as últimos 12 messes é de 2.92%. Caso se mantenha estável até o final do ano, o índice estará mais de 1 ponto percentual abaixo da projeção feita pelo governo, justificando um reajuste menor ao salário mínimo. A notícia é positiva para o caixa da União, que tem vários dos seus gastos mais onerosos (aposentadorias, pensões, seguro desemprego etc..) indexados ao salário mínimo.

Fogo amigo… Uma parcela do próprio partido do presidente se tornou contra ele e agora se porta como oposição. É difícil imaginar um desfecho para este embate onde o presidente não sai prejudicado. O pedido de auditoria contra o próprio partido poderá fundamentar uma justificação jurídica para que os deputados Bolsonaristas, que atualmente residem no PSL, sigam o presidente para outra sigla. Até o momento, qual sigla seria é um mistério.

Na agenda… Em semana de agenda de indicadores morna, o destaque fica com o IBC-Br de agosto, que sai hoje (9h), e deve voltar a apresentar um leve avanço (+0,2%) na margem após queda em julho.

E os mercados hoje? No exterior, bolsas operam sem direções claras, com investidores avaliando pré-acordo comercial entre China e EUA, além das incertezas que pressionam o desempenho de bolsas na zona do euro. Aqui, na falta de mudanças relevantes no quadro político-econômico local, o mercado deve acompanhar a dinâmica do exterior. Por isso, esperamos um dia com viés neutro/positivo para o mercado acionário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,98%, aos 103.831 pontos;
Real/Dólar: +0,04%, cotado a R$ 4,10;
Dólar Index: -0,41%, cotado a 98.301;
DI Jan/21: -10 pontos base, 4.55%;
S&P 500: +1,09% aos 2.970 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
• Presidente do Equador cede e derruba alta dos combustíveis
• Bolsonaro amplia presença de militares em 30 órgãos federais
• Ala que faz frente a Bolsonaro no PSL quer auditar evento
• Autor da bíblia de ruralistas critica ONGs estrangeiras na Amazônia e globalismo

O Estado de São Paulo
• Moro recua e muda regra para deportação sumária de estrangeiros ‘perigosos’
• Centrão quer usar divisão do PSL para enfraquecer Bolsonaro
• Presidente do Equador recua e cancela decreto que causou protestos
• Supremo prepara série de julgamentos que pode mudar rumo da Lava Jato

Valor Econômico
• Governo vai tentar ampliar crédito privado na economia
• Trio ganha Nobel de Economia por pesquisas sobre combate à pobreza
• Juro menor reduz meta de superávit primário
• Sobram vagas no Porto Digital, no Recife

O Globo
• Bancados por fundação do PSL e empresários, fóruns conservadores se espalham pelo país
• Carlos Bolsonaro chama Major Olímpio de ‘bobo da corte’, e senador rebate: ‘Moleque’
• Com prestígio abalado em seus partidos, presidenciáveis em 2018 perdem terreno na oposição
• Governo federal planeja se desfazer da Cobal do Humaitá e do Leblon

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Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Lucas Stefanini
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Rafael Gad
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Julia Carrera Bludeni
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Victor Beyruti Guglielmi
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