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Mercados Hoje: O foco agora é outro

Introdução: Os mercados asiáticos registraram ganhos na sessão; Na Europa, os principais índices de mercado operam sem direções claras; Em NY, futuros se mantém em terreno neutro, com investidores à espera de mais uma divulgação de política monetária pelo FOMC, e o dólar (DXY) se desvaloriza contra seus principais pares; Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo, com destaque para o petróleo (Brent crude) que recua 0,5%, negociado próximo dos US$ 61,60/barril. No Brasil, a atenção do mercado fica dividia entre decisões de política monetária, aqui e lá fora, além de mais uma sessão de discussões sobre a previdência na Comissão Especial.


CENÁRIO EXTERNO: O FOCO AGORA É OUTRO

Mercados… Os mercados asiáticos registraram ganhos na sessão. As bolsas de Tóquio e de Shanghai avançaram 2,0% e 1,0%, respectivamente. Na Europa, os principais índices de mercado operam sem direções claras: o FTSE londrino recua 0,2% e o DAX (Frankfurt) sobe 0,1%. Em NY, futuros se mantêm em terreno neutro, com investidores à espera de mais uma divulgação de política monetária pelo FOMC, e o dólar (DXY) se desvaloriza contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo, com destaque para o petróleo (Brent crude) que recua 0,5%, negociado próximo dos US$ 61,60/barril após avançar de forma mais acentuada na tarde de ontem.

G20 promissor… O Presidente Donald Trump declarou que teve uma boa conversa com a sua contraparte chinesa, Xi Jingping, e abriu a possibilidade para a volta das negociações comerciais. Segundo o Presidente americano, ele e Xi Jingping irão se reunir durante o encontro da cúpula do G20, nos dias 28 e 29 deste mês, em Osaka (Japão). Ainda Trump “twitou” que times de negociadores de ambos os lado irão se encontrar para retomar negociações antes da reunião. A notícia veio para o alívio de investidores, que estavam no limbo quando se tratava ao firmamento de um acordo entre as duas maiores economias globais, e desencadeou uma onda de ganhos em diversas bolsas globais nas sessões de ontem.

O foco agora é outro… Donald Trump mostrou estar disposto a caminhar na direção de uma resolução, em seguida o presidente já americano sinalizou estar disposto a travar disputas em outra frente: a monetária. Em intervenção presidencial historicamente rara em relação à política monetária de outro país, Trump fez críticas direcionadas ao presidente do BCE, Mario Draghi, através de suas redes sociais. Ontem, Draghi indicou em discurso que o BCE estaria disposto reforçar medidas acomodatícias, inclusive cortar os juros abaixo de 0% para estimular a economia da Zona do Euro, o que, segundo Trump, é uma ferramenta “injusta” utilizada para obter vantagem ao competir com os EUA, e que já vem sendo feita há anos sem consequências.

Sem risco palpável (ainda)… Não existem indicações concretas de que os EUA irão dar início a uma “guerra monetária”, que ocorre quando diversos países buscam desvalorizar suas moedas para impulsionar exportações, mas o fato de Trump ter criticado o BCE na véspera do anúncio de política monetária nos EUA certamente gera tensões nesta frente.

Enquanto isso, nos EUA… Hoje será divulgada mais uma decisão de política monetária pelo FOMC, e já existe o consenso de que o BC americano optará mais uma vez pela manutenção da taxa nos patamares atuais após a reunião nesta 4ªF. Contudo, investidores já tem precificado como quase certo um corte em 2019, e a grande expectativa é que hajam novas pistas sobre os próximos passos do Fed na coletiva de imprensa pós-reunião e no gráfico de projeções atualizadas dos diretores do Comitê (Dots).

Na agenda… Com a agenda de indicadores fraca nesta 4ª F, o destaque da agenda econômica será a divulgação dos estoques de petróleo pelo Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos.


BRASIL: DIA DE COPOM

Sob nova direção… O ministro Paulo Guedes elegeu Gustavo Montezano como o novo presidente do BNDES. O jovem, de trinta e oito anos, já integrava equipe económica do governo ocupando o cargo de secretário adjunto de Desestatização e Desinvestimento. O presidente do banco desenvolmentista deve transferir fundos ao tesouro, realizar investigações sobre os empréstimos feitos durante os governos Dilma e Lula, alem de acelerar o processo de desestatização proposto por Paulo Guedes.

O chefe aprovou… Montezano se formou no Instituto Militar de Engenharia e tem mestrado em Finanças pelo Ibmec. Antes de ingressar para o governo, Gustavo passou dezessete anos no mercado financeiro e foi socio do Banco Pactual. O presidente Bolsonaro se diz satisfeito com escolha de Guedes “A melhor possível… jovem, empreendedor, inteligente, tem tudo para dar certo”, que coincidentemente já foi vizinho do presidente da república.

Menos resistência… Gustavo deve acatar os desejos de Paulo Guedes como menos resistência do que Joaquim Levy, que ocupou o cargo de Guedes durante o governo Dilma. A vitoria do governo no STF, que possibilita a venda de subsidiarias sem aprovação do Congresso, torna mais relevante o trabalho do novo presidente bancário, que será responsável por estudos que buscam maneiras para viabilizar as privatizações no pais.

47 a 28… O Senado aprovou, ontem (18), projeto que anula o decreto do executivo que pretendia flexibilizar o porte e a posse de armas. O projeto, de autoria do senador Randolphe Rodrigues (REDR-AP), líder da oposição no Senado, que susta os efeitos do decreto do Executivo, foi aprovado pela ampla margem de 47 a 28 votos. Agora, O PDL 233/2019 segue para apreciação pela Câmara dos deputados.

Chumbo grosso… Entre as alterações pretendidas pelo decreto executivo estão, armas mais potentes, a possibilidade de comprar mais munições, alterações às regras para o embarque de passageiros armados em voos no Brasil, entre outras.

Legitima defesa… Após a derrota no Senado, o presidente Jair Bolsonaro fez apelo aos deputados, que podem reverter a decisão dos senadores, ressaltando o direito a legitima defesa e Referendo de 2005, onde o povo brasileiro votou contra a proibição da comercialização de armas de fogo e munições.

Dia de Copom… Hoje, às 18h, o Copom decidirá sobre o nível da taxa de juros brasileira, a Selic. O mercado tem certeza de que não haverá corte, mas tem crescido a expectativa de que um novo ciclo de reduções deve acontecer ainda em 2019. Porém, antes de começar o movimento, o Comitê deverá começar a fornecer pistas no comunicado pós-reunião, e posteriormente na ATA da reunião desta semana.

Na agenda… Além do Copom, o IPC-Fipe da segunda quadrissemana de junho abre o dia (5h), seguido pela preliminar da Sondagem da Indústria da FGV (8h) e do Índice de Confiança do Empresário da CNI (10h).

E os mercados hoje? Os mercados externos seguem em clima de cautela, no aguardo do anúncio da decisão de política monetária pelo FOMC nos EUA. O mercado doméstico deve seguir a mesma dinâmica, com o foco de investidores dividido entre decisões de política monetária aqui e lá. Com isso, esperamos um dia com viés neutro/positivo para ativos de risco brasileiros, que ficarão condicionados às sinalizações passadas pelo BC nacional e o americano em relação a um provável afrouxamento de política monetária.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,82%, aos 99.400 pontos;
Real/Dólar: -0,73%, cotado a R$ 3,86;
Dólar Index: +0,09%, cotado a 97.642;
DI Jan/21: + 2 pontos base, 6.050%;
S&P 500: +0,97% aos 2917 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
– De superministro a vidraça, Moro vai ao Senado em seu momento mais delicado
– Pela Previdência, governo terá que acelerar entrega de cargos a partidos
– Senado rejeita decretos das armas de Bolsonaro
– Inep descartou licitação para gráfica sem justificativa

O Estado de São Paulo
– Bancos públicos detêm R$ 17 bi de dívidas sem garantia da Odebrecht
– Moro busca apoio e Senado pauta projeto de abuso de autoridade
– Senado rejeita decretos de armas de Bolsonaro; texto segue para a Câmara
– ‘Plano Maia-Alcolumbre, com propostas econômicas, pode dar força ao Congresso’

Valor Econômico
– Senado contraria Bolsonaro e derruba decreto das armas
– Airbus prevê ampliar liderança na América Latina
– Zuckerberg terá barreiras em odisseia financeira
– Não existe caixa-preta no BNDES, diz Paulo Rabello

O Globo
– Odebrecht deve R$ 438 milhões a 42 executivos e ex-executivos que foram delatores da Lava-Jato
– Senado aprova projetos que derrubam decretos de armas de Bolsonaro
– Número de deslocados ultrapassa 70 milhões, um recorde, diz ONU
– Estado do Rio muda regras para abrir mercado de gás natural e reduzir preços

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Luca de Toledo Gloeden Soares
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Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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