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Mercados Hoje: novos estímulos aliviam mercados

Introdução:

Internacional

• Receio com impacto econômico do coronavírus se sobrepõe sobre alívio verificado nos pregões de ontem;
• Corte de perspectiva de vendas trimestrais pela Apple reforçou sentimento de cautela nos mercados;
• HSBC anuncia que irá reduzir operação na Europa e nos EUA durante os próximos 3 anos;
• Índice Zew de expectativas na economia aponta para deterioração maior do que o esperado da economia alemã para fevereiro;
• Índice Empire State de Manufatura e Confiança do Construtor compõe agenda econômica nos EUA.

Brasil

• Maior aversão ao risco no exterior deve contaminar bolsa local;
• Nova paralização dos caminhoneiros está marcada para quarta-feira;
• Reforma tributária da Câmara dos Deputados beneficia indústria ao detrimento do setor de serviços;
• Governo freia novos concursos públicos na expectativa de realizar reforma administrativa.


CENÁRIO EXTERNO: NOVOS ESTÍMULOS ALIVIAM MERCADOS

Mercados… Índices asiáticos operaram mistos, mas com claro viés negativo. Na zona do euro, bolsas já reagem ao movimento de maior aversão ao risco verificado durante os pregões asiáticos, e o STOXX600, índice que abrange ativos de diversas partes do bloco, registra baixa de 0,5%. Em NY, futuros operam no vermelho antes da reabertura das bolsas na volta do feriado, enquanto o dólar (DXY) volta a se fortalecer no mercado internacional. No plano das commodities, ativos se sustentam predominantemente em terreno positivo. Na contramão, o preço do petróleo (Brent crude) cai 1,8%, negociado abaixo dos US$ 57,00/barril.


Sinais de alerta…  O receio do impacto econômico do novo coronavírus na economia global se sobrepõe sobre o alívio verificado ontem, quando investidores avaliaram positivamente a ação do BC chinês no fim de semana. A virada de sentimento acompanhou o corte de perspectiva de vendas trimestrais pela Apple, que alertou que as fabricas chinesas da companhia iriam demorar mais do que o inicialmente previsto para retomar produção. Mais: após resultado fraco, HSBC apresenta plano para “enxugar” operação nos EUA na Europa durante os próximos 3 anos, reduzindo a folha em 35 mil funcionários e vendendo US$ 100 bilhões em ativos no período.

Risco latente… A Apple pode ser a primeira de muitas empresas a explicitar o impacto negativo do menor crescimento da China no seu resultado, o que revive a preocupação em torno da forte dependência na produção chinesa. A notícia reforça o risco latente do vírus, para o qual ainda não existe uma solução aparente, e já intensifica a busca por proteção nos mercados financeiros: antes da volta das bolsas de NY para o feriado, grande parte dos ativos de risco globais registram variações negativas, o dólar se fortaleceu e os juros dos títulos europeus caíram.

Na agenda… Na véspera da divulgação da ata do Fed, a agenda americana contará com a divulgação do Índice Empire State de Manufatura (10h30) e o indicador do NAHB (Associação Nacional de Construtores de Casas, na sigla em inglês) de confiança do construtor. Mais cedo, o índice ZEW de expectativas da economia alemã – um dos mais respeitados termômetros para a economia europeia – apontou uma queda mais brusca que o esperado para o mês de fevereiro, evidenciando que a maior economia do bloco entrou em 2019 mais fraca do que o previsto e que os impactos do coronavírus podem ser maiores do que o inicialmente projetado.

 


BRASIL: CAMINHONEIROS MARCAM NOVA GREVE PARA 4ªF

Cresce a ameaça da greve dos caminhoneiros… Após as manifestações no porto de Santos, novos protestos dos caminhoneiros buscam reivindicar o piso da tabela do frete, questão que teve sua análise no STF adiada pela segunda vez pelo ministro Luiz Fux na semana passada. Fux atendeu uma solicitação da AGU, que busca alcançar um acordo entre os que contestam a legalidade do tabelamento do frete e os caminhoneiros no dia 10 de março.

Greve marcada para quarta-feira… A nova manifestação está marcada para quarta-feira (19), entre às 6h e 18h. Diferente dos protestos que paralisaram o Brasil em 2018, os motoristas foram orientados pelas lideranças sindicais a não criarem bloqueio. Trata-se de uma simples paralisação.

Quem sairá perdendo na reforma tributária?… Com a aproximação da apresentação da primeira etapa da reforma tributária do governo, que, segundo o ministro Paulo Guedes (Economia) deve ocorrer ainda em fevereiro, se acirra o debate em torno de quem serão os beneficiados e prejudicados pelo novo imposto único proposto pela da PEC 45/19. A grosso modo, pode-se afirmar que a proposta beneficiaria – com uma redução na carga tributária – a indústria e prejudicaria o setor de serviços. A intensidade do efeito é algo que gera grande debate no Congresso entre todos os investidos no tema.

Ganhadores e perdedores… Segundo um estudo realizado pelo antigo secretário da Receita Federal Marcos Cintra, a proposta (PEC 45) arquitetada pelo economista Bernard Appy aumentará a carga tributária de 84% das categorias dos impostos sobre consumo. O estudo do professor da FGV aponta os setores de vigilância, segurança, educação privada, transportes de passageiros, petróleo e gás como os mais afetados. Na contramão, os setores mais beneficiados pelo novo arranjo tributário, que se concentram principalmente no setor industrial, sãos os de automóveis, eletrodomésticos, informática e perfumaria.

Governo freia concursos para forçar reforma administrativa… Com o intuito de sobrecarregar os atuais servidores públicos e evitar novas contrações no generoso regime de funcionalismo atual, o governo evita realizar novos concurso públicos que resultaram em novas contratações de servidores. Além de reduzir custos futuros, a não reposição dos que se aposentam aumenta a carga de trabalho dos que permanecem, que não devem sofrer com as alterações da nova proposta. A manobra faz ainda mais sentido quando se leva em conta o número de concursados que se aposentarão nos próximos anos: 21% até 2024.

Agenda… Em dia de agenda morna, os destaques ficam com as prévias do IPC-Fipe (5h) e do IGP-M (8h) para fevereiro.

E os mercados hoje? Lá fora, a redução da perspectiva de vendas trimestrais pela Apple acendeu um novo alerta nos mercados. O receio em torno dos impactos do novo coronavírus sobre o resultado das empresas intensifica a busca por proteção nos mercados financeiros na manhã desta 3ªF. Aqui, o mercado deve acabar contaminado pelo maior sentimento de aversão ao risco verificado no exterior, enquanto o investidor doméstico se atenta à mais nova ameaça de greve dos caminhoneiros. Tendo tudo isso em vista, esperamos um dia de viés negativo para ativos de risco brasileiros.

 

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,81% aos 115.309
Real/Dólar: +0,84% cotado a 4,32
DI Jan/21: +2 bps cotado a 6,35%
S&P 500: (N/A) aos 3.380

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Greve de petroleiros atrai oposição e caminhoneiros
– Governadores de 20 estados criticam fala de Bolsonaro
– Mais de 1.400 obras não andam em SP, diz tribunal
– Assad retoma área rebelde e vê guerra síria perto do fim

O Estado de São Paulo
– BC planeja uso de imóvel como garantia para mais de um empréstimo
– MEC veta hora extra e reajuste em universidade
– Repasse direto de emendas preocupa TCU
– Carnaval de rua tem 413 presos em SP

Valor Econômico
– BC vai regular cobrança na portabilidade de crédito
– Um plano para a redução dos compulsórios
– Investimento cresce 20% nos municípios
– 3corações amplia sua liderança no mercado de café

O Globo
– Captação e tratamento de água serão privatizados, diz Witzel
– Venda de estatais poderá ser acelerada por decreto
– Governadores acirram conflito com Bolsonaro
– Rio já tem 64 casos de sarampo este ano, contra 98 em 2019

 

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