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Mercados Hoje: nem tudo que sobe, desce

No exterior: atenção ao Relatório de Empregos americano.

Investidores estão à espera do Relatório de Empregos dos EUA (11h30) – o grande destaque do lado “macro”, e que pode balizar as apostas sobre a evolução das taxas de juros por lá.

O que esperar de tal Relatório? Economistas, segundo pesquisa da Bloomberg, esperam uma criação de 175 mil empregos em dezembro, após 178 mil em novembro. A taxa de desemprego deve ir para 4,7%, e os salários-hora devem crescer 0,3% frente ao mês anterior. Em suma: esperam-se dados bons, que corroborariam a expectativa de mais elevações de juros ao longo de 2017 (afinal, a economia estaria aquecendo).

Além disso, outros indicadores sobre a economia dos EUA serão divulgados, incluindo a balança comercial (11h30) e as encomendas à indústria (13h). Mais: Charles Evans, do Fed de Chicago, e Robert Kaplan, do Fed de Dallas, participam de evento em Chicago (14h15 e 18h30, respectivamente).

E os mercados hoje? Na Ásia, tanto o índice do Japão (Nikkei: -0,34%) quanto o da China (Xangai: -0,35%) terminaram em baixa. Na Europa, os índices também recuavam nesta manhã, embora mantenham os ganhos acumulados na semana. Prevalece, à espera do Relatório americano, certa cautela.

O dólar opera próximo à estabilidade frente a seus principais pares (desenvolvidos), e não registra direção clara frente às moedas dos emergentes. Entre as commodities: o petróleo, após sessão volátil de ontem, vai operando em alta (o Brent, ao redor das 8h06, subia 0,5%, cotado na casa dos US$57/barril). O minério de ferro, no entanto, recuou 3,40% no porto de Qingdao, na China (cotado a US$76,25/tonelada).

No Brasil: Petrobras reajusta o diesel; impacto direto sobre o IPCA é desprezível.

Petrobras aumenta o preço do diesel em 6,1%, nas refinarias. A decisão foi anunciada ontem, e vale a partir de hoje. Os preços da gasolina, de forma até surpreendente, serão mantidos. Qual é o “racional” do reajuste? A princípio, a empresa estaria se antecipando à elevação de preços internacionais, por conta de uma maior demanda no hemisfério norte.

É a 4ª alteração de preços da empresa, após recente mudança de políticas da empresa, em outubro/16. No último dia 2 de dezembro, por exemplo, os preços do diesel e da gasolina haviam subido (+9,50% e +8,10%, respectivamente). Desta vez, somente os do diesel foram alterados.

Registre-se: se tudo for repassado ao consumidor final, o litro do diesel pode subir R$0,12, segundo a própria empresa. O impacto direto no IPCA, no entanto, é desprezível (o óleo diesel tem um peso de apenas 0,14% no índice de inflação).

No front econômico, destacamos 2 números que saíram ontem: do lado “negativo”, a produção industrial de novembro ficou abaixo do esperado pelo mercado cresceu apenas 0,2% frente a outubro); do lado “positivo”, dados da Anfavea mostraram que a produção de autoveículos de dezembro cresceu 14,5% frente a novembro. Assim, a produção industrial do último mês de 2016 poderia ter alguma recuperação.

Hoje, na agenda “macro”, destaque à inflação: o índice IGP-DI de dezembro ficou acima do esperado (+0,83% M/M, contra 0,67%, e acima dos 0,05% de novembro). Isto pode arrefecer as apostas sobre queda de juros mais forte por parte do BC (0,75 p.p., e não 0,50 p.p.), que ontem vinham crescendo.

Em suma: acreditamos que possa ser hoje um dia de correções nos mercados locais, com dólar e DIs com viés de alta (especialmente se os dados americanos vierem fortes), e com recuo da bolsa. Os mercados americanos devem definir uma direção para os mercados locais no dia de hoje.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,75%, aos 62.071pontos;
Real/Dólar: -0,70% cotado a R$3,199;
DI Jan/19: foi de 11,00% para 10,88%.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

Empresas:

Eletrobras: Subsidiária Eletrosul em negociação
Impacto: Positivo.

Petrobras: Reajusta preço do diesel e mantem gasolina inalterada
Impacto: Marginalmente Positivo.

Vale: Acidente atinge divisão de fertilizantes da empresa
Impacto: Marginalmente Negativo.

Jornais:

* O Estado de S.Paulo: Prejuízo acumulado pela Funcef deve chegar a R$ 18 bi (Manchete)
* Renan teme crescimento de “rivais” em Alagoas: Estado
* Doria quer empregar 20 mil moradores de rua: Estado
* Folha de S. Paulo: Ação de Temer reduziria 0,4% do déficit de vagas prisional (Manchete)
* Governo ameaça suspender aval para empréstimos dos Estados: Folha
* Maia racha partidos do centrão e atua para vencer na Câmara no 1º turno: Folha
* Programa de Doria na cracolândia prevê emprego de R$ 1.800 a viciados: Folha
* Valor Econômico: Mais “horizontal”, BNDES reforça fôlego a empresas (Manchete)
* Adesão ao novo “Refis” deverá ser restrita: Valor
* Acordo Brasil-México deve triplicar lista de bens: Valor
* O Globo: Governo antecipa plano para prisões sem prazos e metas (Manchete)
* Autoridades sabiam de plano de fuga e presença de metralhadora em presídio: Globo

Boa leitura a todos!

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Ignacio Crespo Ignacio Crespo

Economista

Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE) e em Finanças pela Barcelona Graduate School of Economics (BGSE). Graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Entre 2013 e 2018, atuou como economista da Guide Investimentos, cobrindo o mercado doméstico e os internacionais, e sendo um dos responsáveis do asset allocation dos clientes. Desde 2018, atua como consultor Guide Investimentos, cobrindo principais eventos do cenário internacional e escrevendo artigos semanais para o blog.

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