Mercados Hoje: Nem lá, nem cá (algo que melhore os ânimos)

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Introdução: Bolsas asiáticas fecharam sessões em queda, repercutindo o noticiário negativo de ontem. O Nikkei, em Tóquio, recuou 2,0%. O receio ante os riscos da desaceleração econômica mundial tomou conta dos mercados nos pregões, que apresentaram perdas para a maioria dos índices globais. Na Europa, as bolsas iniciam o dia sem direções definidas. O STOXX 600 opera na estabilidade. Do outro lado do Atlântico, nos EUA, o futuro do S&P cai, sinalizando que Wall Street deve manter a tendência baixista de ontem no início da sessão. O dólar, medido pelo DXY, segue avançando em relação aos seus principais pares. Na frente das commodities, ativos operam com sinais mistos. O preço do petróleo (brent) sobe 0,3% até o momento, se recuperando parcialmente após queda mais acentuada na tarde de ontem. No Brasil, Ibovespa não escapa da pressão externa e tem mais um dia no vermelho.


CENÁRIO EXTERNO: AFUNDANDO AS EXPECTATIVAS DE UM ACORDO

Mercados… Bolsas asiáticas fecharam sessões em queda, repercutindo o noticiário negativo de ontem. Na Europa, as bolsas iniciam o dia sem direções definidas. O STOXX 600 opera na estabilidade. Do outro lado do Atlântico, nos EUA, o futuro do S&P cai, sinalizando que Wall Street deve manter tendência baixista de ontem no início da sessão. O dólar, medido pelo DXY, segue avançando em relação aos seus principais pares.

Afundando as expectativas de um acordo…  O presidente americano, Donald Trump, disse ontem que não deverá encontrar sua contraparte chinesa, Xi Jingping, antes da data estabelecida para o fim da “trégua” tarifária de 90 dias (1º de março). A declaração intensificou as preocupações dos investidores, uma vez que após o prazo, o governo Trump prometeu alavancar o valor das tarifas sobre importações chinesas para US$ 200 bilhões.

Nem tudo esta perdido… Apesar da falta de clareza das autoridades americanas no tocante ao andamento das negociações da guerra comercial – fato que prejudicou o mercado de ativos de risco nas sessões de ontem – o Presidente americano sugeriu que pode optar por estender o prazo das negociações caso esteja havendo progresso.

Diminuindo o tamanho da pizza… Na Zona do Euro, a Comissão Europeia reduziu sua projeção de crescimento para o PIB italiano. Foi o patamar mais baixo dos últimos 5 anos. Em 2019, a expectativa, por ora, é de um crescimento de 0,2% (vs +1,2% previsto anteriormente). Essa revisão baixista é reflexo da atual política fiscal do governo italiano, que tem aumentado as incertezas na região e impulsionado (cada vez mais) o juros soberano do país. A economia também não reage. Nos últimos dados da agenda macro italiana, observamos uma queda de produtividade da economia – que já se encontra em recessão técnica desde o fim de 2018. Isto é algo que tem contribuído para o maior receio de uma desaceleração econômica do bloco europeu, que também sofreu uma redução na projeção de crescimento de 1,9% para 1,3%.

O barril também repercutiu ansiedades…  A forte queda do petróleo no mercado internacional também foi destaque na sessão de ontem. O barril voltou a operar próximo dos US$ 61/barril. De pano de fundo, investidores acompanhavam a possibilidade de aumento da produção na Líbia, que deve retomar as operações de seu maior campo de extração, o El Sharara. Além disso, permanece o receio de um arrefecimento econômico global, principalmente, após as notícias de que Trump e Xi Jingping não se encontrarão antes da “trégua” estabelecida (1º de março). Em suma, os mercados seguem mais um dia de realização, diante do fluxo de notícias mais negativas.

Na agenda…  Não serão divulgados indicadores relevantes ao longo desta sexta-feira.


BRASIL: NEM LÁ, NEM CÁ (ALGO QUE MELHORE OS ÂNIMOS)

Nem lá, nem cá… O crescimento da indefinição em relação a um prazo para a votação do texto da Previdência e a piora do cenário internacional pressionaram o Ibovespa na sessão de ontem. O índice, que esboçava uma leve recuperação pela manhã, perdeu fôlego com noticiário externo e fechou o dia em queda e fechou aos 94.405 pontos.

Guedes em foco… O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ao Rio de Janeiro hoje para participar do evento “BNDES – Desestatizações no Setor Elétrico: distribuidoras federalizadas, o papel do BNDES e parceiros institucionais”, a partir das 9h30. Mais tarde, às 16h, Guedes deve encontrar o presidente da Vale, Fabio Schvartsman.

Na agenda…  O destaque da agenda nacional foi a divulgação do IPCA de janeiro, as 9h. O índice de preços cresceu 0,32% no mês, ficando abaixo da mediana das expectativas de mercado de 0,37% (Bloomberg). No acumulado de 12 meses, o IPCA teve alta de 3,78%. Comentamos o dado mais a fundo no nosso Flash Macro.

E os Mercados Hoje… Uma maior aversão ao risco deve continuar a ditar os movimentos dos mercados lá fora. No Brasil, a expectativa ainda é negativa para os ativos de risco, que devem repercutir a tendência baixista do exterior. O risco país brasileiro (CDS) opera em alta de 0,42%, voltando aos 170 pontos na manhã de hoje.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,24%, aos 94.405 pontos;
Real/Dólar: +0,45%, cotado a R$ 3,7176;
Dólar Index: +0,12%, 96.627;
DI Jan/21: +0,14 pontos base, 7,130%;
S&P 500: -0,94% aos 2.706 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Pneumonia estica estada de Bolsonaro em hospital
– Temporal no Rio provoca caos e mata ao menos 6
– Estados pedem ao STF para cortar salário de servidores
– Capitalização pode valer só para novo regime trabalhista

O Estado de São Paulo
– Militares aceitam regras mais duras na sua previdência
– Planalto suspende nomeações nos Estados
– Bolsonaro tem pneumonia e alta de hospital é adiada
– Governadores apelam para o STF por corte de salários

Valor Econômico
– Ideia do ”Plano B” continua na pauta de Paulo Guedes
– Moro usa popularidade para articular
– Valor dos frigoríficos sobe R$ 9 bi
– No Planalto, a ordem é ”silêncio”

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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