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Mercados Hoje: Negociações travadas

Introdução:

Internacional
• Manutenção das incertezas políticas e geopolíticas segue pressionando ativos de risco ao redor do mundo;
• A China reluta definir um valor numérico para a compra de produtos agrícolas americanos em 2020;
• Bateria de indicadores na China mostra reversão do quadro de recuperação verificado em setembro;
• Dados do PIB do 3T19 no Japão, Europa e Alemanha reforçam preocupação sobre estagnação do crescimento de economias desenvolvidas.

Brasil
• Bolsa local segue prejudicada pela dinâmica mais fraca no exterior, ainda contaminada pela situação caótica vivida em diversos países na América do Sul;
• Bolsonaro se reúne com chefes de estado da China e Índia para fomentar comercio com os gingantes asiáticos;
• Aliados de Juan Guaidó invadem embaixada da Venezuela em Brasília;
• Senado busca retorno da prisão em segunda instância com alterações ao Código Penal;
• IBC-Br de setembro deve registrar primeiro trimestre positivo no ano;
• Os resultados de JBS, Braskem e Sabesp são os principais destaques do dia na agenda corporativa.


CENÁRIO EXTERNO: NEGOCIAÇÕES TRAVADAS

Mercados… Bolsas asiáticas encerraram predominantemente no vermelho nesta 5ªF, seguindo a divulgação de uma bateria de dados econômicos fracos na China. Na zona do euro, índices de mercado mantêm a mesma tendência baixista verificada na sessão de ontem, com investidores do bloco avaliando a primeira leitura do PIB do 3T19 no bloco. Nos EUA, índices futuros operam em terreno levemente negativo, ensaiando mais um dia de abertura fraca em NY, e o dólar (DXY) se valoriza contra seus principais pares. Na contramão, commodities apresentam variações positivas de forma generalizada. O preço do petróleo (Brent crude) avança (+1,2%), e volta a ser negociado acima dos US$ 63,00/barril.

Negociações travadas… Diante da manutenção da incerteza em torno de pontos de tensão geopolítica ao redor do mundo, bolsas internacionais iniciam mais um dia com tendência de baixa. Ontem, a notícia de que a China está relutante em definir um valor numérico para a compra de produtos agrícolas americanos contribuiu com a preocupação em torno de um novo impasse nas negociações. Em primeiro momento, Trump havia estabelecido que a China deveria comprar o equivalente a US$ 50 bilhões em 2020, mas Pequim parece ter rejeitado a proposta, alegando que quer ter autonomia para reduzir as importações caso as tensões sigam escalando. No pano de fundo, as situações políticas delicadas em Hong Kong, Bolívia, Chile e Peru exercem pressão adicional sobre mercados emergentes.

E os dados não ajudam… Em meio à deterioração das conversas com os EUA, dados de atividade econômica na China mostraram uma reversão completa da recuperação apresentada em setembro. Em outubro, o ritmo de crescimento da produção industrial, do investimento em ativos fixos e das vendas no varejo voltou a desacelerar de forma acentuada. A bateria de indicadores corroborou com a visão de que os dados do mês anterior teriam sido resultado de um esforço pontual para manter a economia crescendo a um ritmo superior a 6,0% a/a, claramente de forma nada sustentável. Em caso de piora adicional do relacionamento com os EUA, este quadro seguirá se deteriorando, e deverá exigir medidas mais agressivas do PBoC (BC chinês) para manter o crescimento nos patamares atuais.

Na agenda… Em dia de agenda cheia, os dados do PIB do 3T19 no Japão (+0,2%), na Europa (+0,2%) e na Alemanha (+0,2%) voltaram a reforçar o receio em torno da estagnação do crescimento nas economias desenvolvidas. Ainda hoje, investidores avaliam o índice de inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de outubro nos EUA, às 10h30, além dos estoques de petróleo bruto do Departamento de Energia americano, às 13h.


BRASIL: CÚPULA DOS BRICS SE REÚNE EM BRASÍLIA (2)

Brasil e China… Ontem (13), pela manhã, Bolsonaro se reuniu com o presidente da China Xi Jinping. Bolsonaro declarou que busca diversificar as relações comerciais com a segunda maior economia do mundo. Paulo Guedes, o ministro da Economia, abordou a possibilidade de um novo tratado comercial com a China. Segundo o ministro, o Brasil tenta desfazer em 4 anos uma política de isolamento que perdura há mais de 4 décadas.

Brasil e Índia… Durante a tarde, Bolsonaro se reuniu com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Uma viagem do presidente ao país asiático foi marcada para o dia 26 de janeiro, feriado do Dia da República na Índia. O governo brasileiro busca fomentar mais cooperação entre os dois países nas áreas de biocombustíveis, ciência e tecnologia; enquanto a Índia se interessa pela agropecuária brasileira.

Confusão na embaixada da Venezuela… Ontem, Aliados de Juan Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela pelo Brasil, tomaram posse da embaixada do seu país em Brasília. O episódio gerou muita confusão e chamou a atenção das lideranças políticas no Brasil, principalmente da esquerda. Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Glauber Braga (PSOL-RJ) correram para participar da espetacularização em torno do incidente. Durante a tarde, os apoiadores deixaram a embaixada voluntariamente.

Senado busca alternativa para impor prisão após segunda instância… A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), busca alternativas à proposta de emenda à Constituição (PEC) que reintroduz a possibilidade de que criminosos sirvam pena após condenação em segunda instância. A estratégia da senadora é alterar o código penal em vez de modificar Constituição, que abre espaço para os debates em torno das Cláusulas Pétreas. A intenção é pautar 5 projetos que abordam a alteração na CCJ do Senado na próxima quarta-feira (20).

Na agenda… O índice de atividade de econômica do Bacen (IBC-Br) sai às 9h, e deve trazer o primeiro trimestre positivo do ano, refletindo os resultados positivos das pesquisas setoriais do período. No âmbito corporativo, os resultados de JBS, Braskem e Sabesp são os principais destaques do dia.

E os mercados hoje? No exterior, bolsas seguem operando com tendência negativa, reagindo a manutenção da incerteza e à intensificação de diversos pontos de tensão ao redor do mundo. Aqui, o mercado deve seguir prejudicado pela dinâmica mais fraca no exterior, ainda contaminado pela situação caótica vivida em diversos países na América do Sul – a invasão da embaixada Venezuelana no Brasil contribuiu para chamar atenção indesejada para o país. Em função disso, esperamos mais um dia de viés negativo para o mercado acionário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,72%, aos 105.985 pontos;
Real/Dólar: +0,30%, cotado a R$ 4,17;
DI Jan/21: +5 pontos base, 4.62%;
S&P 500: +0,07% aos 3.094 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
Toffoli intima BC e obtém dados sigilosos de 600 mil pessoas; PGR estuda reagir
• Bebianno rebate acusações sobre príncipe e desafia Bolsonaro em detector
• Aliados de Bolsonaro vão recorrer a movimentos e a evangélicos para criar sigla
• Programa do SUS poderia ser 100% bancado pelo Dpvat

O Estado de São Paulo
• PSL analisa expulsão de Eduardo Bolsonaro
• ‘Taxar seguro-desemprego é palatável’, diz secretário de Previdência e Trabalho
• Jovem morre após queda de marquise no Jardim Paulista, zona sul de SP
• Supremo julga novas ações que impactam a Lava Jato

Valor Econômico
• Número de empresas listadas na bolsa cai a nível recorde
• Governo subestimou efeito da PEC Emergencial
• Dividido, Brics se cala sobre Venezuela
• Herdeira da Suzano propõe que milionários doem 10% de herança

O Globo
• Saída de Bolsonaro vai rachar bancada do PSL na Câmara e fortalecer partidos do centrão
• ‘Mulheres irão dominar o mundo até 2030′, prevê sociólogo Domenico De Masi
• Comissão no Senado tenta caminho mais curto para prisão em 2ª instância
• Pacote de emprego cria risco de discussão jurídica

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