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Mercados Hoje: nada de metade dentro, metade fora

No exterior: expectativa do discurso de Theresa May faz preço no mercado.

Investidores estão à espera do discurso da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, às 09h45, que poderá dar mais detalhes sobre a separação frente à União Europeia, conhecida como Brexit.

O que esperar desse discurso? Conforme comentamos ontem, a expectativa é de um tom mais duro. Todos estão atentos às questões relacionadas aos acordos comerciais que deverão acontecer, além do tema imigração. May não tem interesse que o país seja membro parcial ou associado da UE, nada que “nos mantenha metade dentro, metade fora”, segundo extrato divulgado pelo escritório da premiê. A confirmação de que o Reino Unido deve sair do mercado único europeu pode levar a aumento da aversão ao risco, com novo enfraquecimento da libra.

Com a cautela na véspera do discurso, as bolsas europeias recuam pela segunda sessão consecutiva. A fraqueza do dólar frente aos seus pares (tanto emergentes como desenvolvidos) impulsiona o desempenho do Petróleo, que sobe por volta de 1,5%. Comentários de Trump que a moeda norte americana está muito forte sustenta um movimento de alta do ouro e ajuda na desvalorização do dólar.

Já as commodities metálicas mostram sinais mais frágeis. O minério de ferro da sinais mistos, enquanto o níquel lidera a baixa de metais industriais. O Minério de ferro em Dalian e Cingapura cai do maior nível em mais de dois anos, com sinais de estoques elevados e ceticismo sobre a sustentação do avanço dos preços.

Na agenda “macro”, teremos apenas o índice de atividade industrial Empire State de janeiro, que deve desacelerar na margem. Além disso, três discursos de dirigentes do Federal Reserve estão no radar: (1) William Dudley, do Fed de NY participa de evento, às 12h45; (2) a diretora Lael Brainard faz apresentação, às 13h; e o dirigente do Fed de San Francisco, John Williams, discursa às 21h.

No Brasil: Ata do Copom reforça corte mais agressivo.

A Ata reforça que a atividade tem decepcionado. O próprio FMI revisou ontem as projeções de crescimento do Brasil de 0,5% para 0,2%. A reavaliação não foge do nosso cenário base de estabilidade da economia em 2017, mas o mercado ainda estima um crescimento de 0,5%. Em Davos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles já fala em revisão da estimativa de crescimento do governo, mas não comenta se é para baixo. Para o ministro, o crescimento vai acelerar no ano e já se espera avanço nesse primeiro trimestre.

A agenda positiva do governo tenta ser imposta. De acordo com Meirelles, o Brasil está atraindo grande interesse em Davos. Essa é a primeira vez com expectativa positiva em muitos anos, com um grupo enorme de pedidos de reuniões. Às 11h30, Meirelles e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participam do Fórum Econômico Mundial, na Suíça.

No mercado cambial, o Banco Central anunciou que irá rolar os swaps cambiais vincendo deste mês até o final de janeiro. Hoje, às 11h30, o BC realiza leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional (US$ 600 milhões) com vencimentos em 02/05/2017 e 03/07/2017. A decisão mostra que não há pressa na redução do estoque atual de swaps (em torno de US$26bi) e existe a disposição em evitar a volatilidade excessiva da moeda.

Hoje, na agenda “macro”, não teremos indicadores relevantes.

Em suma: acreditamos que os ativos de risco estão respondendo de forma mais negativa. Esperamos bolsa em leve queda e dólar em alta na abertura. No entanto, vale ficar atento ao movimento de fraqueza do dólar contra seus pares no exterior. Na BM&F, DIs devem refletir Ata do Copom, que reitera a mensagem sobre novo ritmo de corte de 0,75 p.p. da Selic.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,28%, aos 63.831 pontos;
Real/Dólar: +0,74% cotado a R$3,2414;
DI Jan/19: -5 pontos base, de 10,53% para 10,48%.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

Empresas:

BR Pharma: companhia antecipa resgate de debentures
Impacto: Misto.

CEMIG: Ibama cancela autorização à Santo Antônio Energia
Impacto: Marginalmente negativo.

Correios: estatal abre inscrição de PDV
Impacto: Cunho informativo.

MRV: Prévia Operacional 4T16
Impacto: Marginalmente Positivo

Jornais:

* O Globo: Prisão rebelada tem presos fora das celas desde 2015 (Manchete)
* Temer quer unificar órgãos de inteligência para combater crime organizado: Globo
* No vermelho, banco Fator sofre debandada de executivos no segmento ‘private’: Globo
* O Estado de S.Paulo: 62 municípios decretam calamidade em busca de recursos (Manchete)
* Para Planalto, crise de segurança não ameaça cargo de Alexandre de Moraes: Estado
* Reunião deve isolar Estados em dificuldades: Estado
* André Moura se movimenta para permanecer na liderança do governo: Estado
* Lula dá aval para bancada negociar cargos na Mesa Diretora da Câmara: Estado
* Aeronáutica pretende privatizar gestão de rede de telecomunicações: Estado
* Decreto prorroga contratos de portos por até 70 anos: Estado
* Valor Econômico: Dobra o otimismo de CEOs e Bradesco vê início de virada (Manchete)
* Maia defende urgência para tramitação da reforma trabalhista: Valor
* PT deve decidir se Lula será candidato em 2018 nesta semana: Valor
* ‘Brasil está em um momento de virada’, diz Trabuco: Valor
* Brasil é dos menos vulneráveis as políticas de Trump, diz o UBS: Valor
* Moody’s deve melhorar nota da Petrobras: Valor
* Santo Antonio sofre revés com licença: Valor
* Folha de S. Paulo: Estados pressionam Temer por papel da Força Nacional (Manchete)
* De dentro da prisão, Cunha dispara contra ex-aliados que disputam presidência da Câmara: Folha
* Volta do crescimento não será voo de galinha, diz presidente do Bradesco: Folha
* Intervenção na Oi só acontecerá se recuperação fracassar, diz Kassab: Folha

Boa leitura a todos!

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Ignacio Crespo Ignacio Crespo

Economista

Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE) e em Finanças pela Barcelona Graduate School of Economics (BGSE). Graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Entre 2013 e 2018, atuou como economista da Guide Investimentos, cobrindo o mercado doméstico e os internacionais, e sendo um dos responsáveis do asset allocation dos clientes. Desde 2018, atua como consultor Guide Investimentos, cobrindo principais eventos do cenário internacional e escrevendo artigos semanais para o blog.

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