Fique por dentro do mundo da economia!


CADASTRE-SE AQUI

Mercados Hoje: Na torcida pelo improvável

Introdução:

Internacional
• Bolsas globais iniciaram a sessão de forma mista;
• A cautela predomina em função da nova rodada de negociações de alto escalão entre Estados Unidos e China prevista para esta 5ªF;
• Decisão do governo americano de adicionar 28 companhias chinesas à “lista negra” promove desconforto adicional;
• PMI/Caixin reforça quadro de desaceleração da economia chinesa;
• Indústria alemã dá sinal de vida;
• Investidor avalia inflação ao produtor de setembro nos EUA (9h30).

Brasil
• O mercado doméstico deve seguir sensível à dinâmica verificada no exterior;
• Presidente da CCJ comenta possível atraso da Previdência;
• Ministério da Economia divulga estudo que mostra crescimento dos gastos com servidores públicos;
• Lei de Diretrizes Orçamentarias pode aumentar engessamento do orçamento federal.


CENÁRIO EXTERNO: NA TORCIDA PELO IMPROVÁVEL

Mercados… Bolsas asiáticas tiveram desempenhos positivo nesta 3ªF. O Nikkei (Tóquio) acumulou alta de 1,0% no dia enquanto, na volta do feriado, bolsas de China e de Hong Kong registraram altas moderadas. Na contramão, índices de mercado europeus abriram com viés baixista, com o índice pan-europeu, STOXX 600, acumulando perdas da ordem de 1,0% até o momento. Em NY, índices futuros operam com a mesma tendência verificada na Europa, e o dólar (DXY) registra uma leve desvalorização contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam predominantemente em terreno negativo. O petróleo (Brent crude) voltou a recuar (-0,3%), mas segue negociado próximo dos US$ 58,00/barril.

Na torcida pelo improvável… Predomina a cautela nos mercados, com investidores sem saber o que esperar da retomada de negociações comerciais entre China e Estados Unidos. O novo encontro está previsto para ter início nesta 5ªF, quando a delegação chinesa liderada pelo vice-premiê, Liu He, chega a Washington. Caso não haja progresso, os EUA já tem agendada uma nova rodada de aumento de tarifas no dia 15/10. Ontem, mercados reagiram prontamente ao noticiário ao redor do tema, e a expectativa é que novos desenvolvimentos sigam promovendo mais volatilidade ao longo desta semana.

Sinais nada animadores… Ainda no tocante a tensão comercial, a notícia de que os EUA vão acrescentar 28 companhias chinesas à “lista negra” – que dificulta os negócios nos EUA – promove um desconforto adicional nesta manhã. Do outro lado do mundo, já existem indícios de que a China está preparando sua própria lista de companhias americanas para sancionar como retaliação. A dois dias do início da nova rodada de conversas, novas sanções vem como sinais nada animadores no tocante à probabilidade do firmamento de um acordo parcial entre as duas maiores economias globais. Segundo o South China Morning Post (veículo de mídia chinês), as negociações, previstas para perdurar por 2 dias, poderão acabar prematuramente caso não haja diálogo produtivo – fato que reflete ainda menos otimismo em torno do tema. Vamos acompanhar…

Na agenda… Na noite de ontem, o Índice de Gerentes de Compra (PMI/Caixin) do setor de serviço recuou para o menor patamar em quase 20 meses, reforçando o quadro de desaceleração enfrentado pela economia. Na contramão, os dados da produção industrial de agosto na Alemanha mostraram uma leve alta de 0,3% em relação ao mês anterior, superando expectativas do mercado. A leitura é recebida como boa notícia após uma série de indicadores fracos da indústria alemã, mas ainda longe de reverter o cenário desfavorável vivido pela maior economia Europeia. Ainda hoje, o mercado deve avaliar o índice de preços ao produtor (PPI) de setembro nos EUA, às 9h30, além de mais um discurso de Jerome Powell, que volta a falar às 14h50.


BRASIL: FOLHA ONEROSA

Simone Tebet: Previdência será votada quando não houver risco de alteração… Foi a resposta dada pela presidente da Comissão de Constituição e Justiça no Senado ao ser questionada sobre um possível atraso do segundo turno da Previdência para o dia 22/10. A emedebista explicou que a PEC 06 já é uma realidade e o importante agora é evitar alterações drásticas (reduções na potência da economia prevista pelo projeto). A senadora disse ainda que as discussões mais contenciosas já ocorreram no primeiro turno de votos e agora “só cabem 1 ou 2 destaques”.

Ministério da Economia mostra evolução dos gastos com servidores públicos… O estudo divulgado mostra que os servidores públicos receberam ganho real (levando em conta inflação) de 53% entre 2003 e 2018. Esse número representa o aumento médio, vários receberam aumento real superior a 200%, com um caso registrando aumento de 311%. Além de mais caros os servidores se tornaram mais numerosos, registrando um crescimento de 34% no mesmo período.

Gastos com a folha são os maiores como proporção do PIB… Os gastos do governo com a folha alcançaram 12,8% do PIB. O Brasil supera os seus principais pares emergentes, como México (8,7%) e Chile (7,9%), e até supera a proporção em países desenvolvidos, como a União Europeia (10,3%) e Estados Unidos (8,7%). Os dados fazem parte de um estudo composto pelo governo para justificar a reforma administrativa, que pretende reduzir os gastos do governo com funcionários públicos.

LDO pode aumentar gastos com emendas impositivas… A Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDO), que estabelece quais serão as metas e prioridades no orçamento para o ano seguinte, deve ser votada hoje (08) em sessão conjunta, com a participação dos deputados e senadores. Uma alteração preocupante ao projeto foi feita pelo relator da LDO, o deputado Cacá Leão (PP-BA). As emendas de comissões e do relator foram marcadas com identificadores de resultado primário, que, na pratica, tornaria essas emendas um gasto obrigatório.

Orçamento ainda mais engessado… O fato preocupa por que os gastos obrigatórios estão previstos para crescer em 2020 para 94% do orçamento. Com a alteração, o orçamento se tornaria ainda mais rígido e o governo teria menos espaço para cortar gastos, como foi necessário fazer em 2019 quando as receitas da União foram menores do que esperadas. Atualmente, só as emedas dos deputados são impositivas (obrigatórias). A alteração prevista pelo relator deve dobrar os gastos com as emendas de autoria do Congresso. O projeto ainda pode ser alterado antes que seja aprovado pelos parlamentares.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas iniciaram a sessão sem direções claras, ainda muito sensíveis ao noticiário envolvendo China e Estados Unidos. No Brasil, o mercado deve seguir a mercê do cenário internacional delicado, sem drivers domésticos positivos relevantes para promover um descolamento do exterior (pelo contrário). Com isso, esperamos mais um dia com viés negativo para o mercado acionário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,93%, aos 100.573 pontos;
Real/Dólar: +1,81%, cotado a R$ 4,10;
Dólar Index: +0,16%, cotado a 98.967;
DI Jan/21: +1 pontos base, 4.87%;
S&P 500: +0,45% aos 2.938 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– BNDES impões regras para pré-pagamento
– Monopólio de bancos na área cambial vai acabar
– Rivais avaliam comprar a Oi e partilhar ativos
– Concessões pode ter fundo para reduzir risco cambial

O Estado de São Paulo
– Proposta elimina benefícios e muda carreira de servidores
– Congresso pode dobrar emendas obrigatórias
– Crise no Incra opõe aliado de Bolsonaro a militares e Ministério da Agricultura
– Turquia ataca curdos na Síria com aval dos EUA

Valor Econômico
– BNDES impões regras para pré-pagamento
– Monopólio de bancos na área cambial vai acabar
– Rivais avaliam comprar a Oi e partilhar ativos
– Concessões pode ter fundo para reduzir risco cambial

O Globo
– Maioria das capitais vive retomada do emprego formal – Estados podem ganhar R$ 4 bi do leilão do pré-sal – Sob intervenção, prisão têm torture, diz MPF – Saída de tropas da Síria gera críticas

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
[email protected]

Equipe Econômica

Lucas Stefanini
[email protected]

Rafael Gad
[email protected]

Julia Carrera Bludeni
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 

*A área de Renda Variável é a responsável por todas as recomendações de valores mobiliários contidas neste relatório.
“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores, para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo. Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações.Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Instrução CVM nº.598/2018, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.“
166 visualizações

relacionados

Utilizamos cookies para melhorar a sua navegação

Entendi
Bitnami