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Mercados Hoje: Na medida certa (ou não)

Introdução: Bolsas asiáticas começaram a semana de forma predominantemente positiva; Na Europa, as principais bolsas operam em alta, refletindo o resultado das eleições para o parlamento europeu, além do noticiário corporativo local; Parlamento europeu continuará pró união europeia, com o bom resultado dos partidos do mainstream europeu, riscos populistas se afastam do velho continente; Trump diz que acordo com chineses ainda está relativamente distante;. No Brasil, manifestações de ontem dão o tom da política hoje; Bolsonaro conseguiu ficar relativamente distante dos movimentos e tudo aconteceu dentro da normalidade democrática; Porém, sobrou para o congresso que não foi poupado pelos manifestantes.


CENÁRIO EXTERNO: ELES SIM, NÓS NÃO

Mercados… Bolsas asiáticas tiveram seções predominantemente positivas, com Shanghai avançando mais de 1,38%, Nikkei 0,31%, na ponta negativa Hong Kong perdeu -0,24%. Na Europa, a semana começa bem, o DAX avança +0,39% e o Euro Stoxx 50 sobe 0,31%. Futuros americanos operam próximos do zero a zero, refletindo o feriado e portanto, a não abertura dos mercados por lá. Na frente das commodities, o petróleo WTI opera com queda de -0,44% cotado a US$58,37.

Eleições europeias (nem céu, nem inferno)… Partidos do mainstream político europeu mantiveram suas participações praticamente intactas no parlamento do continente após as eleições realizadas ontem. Existia um receio de uma possível virada populista na composição do parlamento, o que não aconteceu e acaba por turbinar o bom humor dos mercados europeus.

Os resultados indicam que é provável que a UE continue com as políticas atuais: distanciando-se da estratégia comercial protecionista de Donald Trump, aumentando de forma gradual a integração da zona do euro, buscando uma maneira de compartilhar o ônus dos imigrantes. Além da busca de um acordo para o Brexit. O resultado também irá impactar a corrida pelos principais cargos do bloco, incluindo o presidente da Comissão Europeia e a presidência do Banco Central Europeu.

Não estamos prontos (ainda)… Em visita ao Japão, Donald Trump disse que os Estados Unidos não estão prontos para firmar um acordo com a China, acerca da questão da guerra comercial. Porém, os efeitos da guerra comercial podem custar quase 1p.p cheio do PIB americano ainda em 2019, acelerando a mudança de fase no ciclo econômico e podendo acertar em cheio o capital político que Trump tanto precisará paras as eleições de 2020.

Eles sim, nós não… Trump inclusive disse que os Chineses querem um acordo para já. Os chineses têm tido uma postura pouco beligerante em relação a questão, principalmente na mídia, porém, um alto executivo de uma seguradora chinesa disse nos jornais locais que as medidas americanas criam problemas econômicos para os Estados Unidos, com efeitos bastante negativos.

Agenda… Na terça-feira (28) serão divulgados os números da confiança do consumidor americano, medidos pelo Conference Board. Na quarta-feira (29) sai a revisão do PIB do primeiro trimestre. Na sexta-feira (31) sairão os dados do PCE, o índice de deflator de preços do PIB americano, e um dos indicadores preferidos pelo FED para calibrar a sua política monetária.


BRASIL: NA MEDIDA (CERTA OU NÃO)

Pauta amenizada…. Durante a semana, as manifestações do dia 26 causaram grande apreensão em Brasília. Inicialmente, o presidente pretendia comparecer aos atos, mas se afastou temendo a participação de elementos radicais e o possível efeito dos mesmos sobre a sua imagem.

Não desanimou… A mudança de postura do presidente não desanimou a base eleitoral do presidente. O exército digital recebeu suas ordens de marcha e se mobilizou rapidamente para redirecionar a mira dos protestos para temas democráticos, como a reforma da Previdência e o Pacote Anticrimes.
Como resultado, no domingo, houveram poucas expressões insalubres e a imagem do presidente foi preservada. Apesar do clima democrático, o Congresso não foi poupado. No Rio de Janeiro, a efígie de Rodrigo Maia desfilava ao lado do ex-presidente Lula. O líder da Câmara de Deputados virou Pixuleco.

E o resultado no congresso? Ainda é cedo para dizer como as manifestações irão reverberar no parlamento, porém, uma coisa é certa: haverá sim efeitos. Bolsonaro conseguiu se manter relativamente distante das manifestações, porém não se sabe o quanto a velha política (necessária para a aprovação da previdência) irá retaliar nos bastidores em Brasília.

Agenda… Hoje (27) o Banco Central divulga pela manhã os dados do setor externo, terça (28) saem os dados da confiança industrial da FGV, na quarta (29) o BC divulga os dados referentes ao setor de crédito, na quinta (30) saem os dados do PIB do primeiro trimestre de 2019, que devem confirmar uma desaceleração proeminente da economia brasileira nesses 3 primeiros meses de 2019. Para fechar a semana recheada de indicadores, na sexta-feira (31) saem os dados de emprego da PNAD contínua.

E os mercados hoje? Com o relativo bom humor global e a tranquilidade das manifestações de ontem, acreditamos que o dia de hoje deverá ser positivo para os ativos de risco locais. O prêmio de risco brasileiro, medido pelo CDS de 5 anos, opera em leve queda, cotado aos 178 pontos.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: : -0,30%, aos 93.627 pontos;
Real/Dólar: -0,42%, cotado a R$4,023;
Dólar Index: -0,25%, 97,613;
DI Jan/21: +00 pontos base, 6,790%;
S&P 500: +0,14% aos 2.826 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Atos apoiam Guedes e Moro e criticam Maia e o centrão
– Brasil admite erros durante a missão da ONU no Haiti
– Eleição na Europa impulsiona verdes e ultradireitistas
– Planalto reprova ação de presidente, e tensão aumenta

O Estado de São Paulo
– Atos apoiam Bolsonaro e reformas; Maia vira alvo
– Extrema direita avança em eleição na Europa
– São Paulo quer reduzir o uso de novos plásticos
– Brasil quer ampliar em 58% área marinha

Valor Econômico
– Empresas planejam captar R$ 35 bi na bolsa até julho
– Consultorias veem queda de 0,2% no PIB
– Ministro rejeita monopólio do urânio no país
– Reformas motivam atos pró-governo

O Globo
– Atos a favor de Bolsonaro, reformas e Moro ocorrem em 156 cidades
– ‘Manifestação foi recado contra velhas práticas’, diz presidente
– Governo prepara megacompra de 106 mil pistolas
– Cartão pré-pago ganha espaço na classe média

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Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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