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Mercados Hoje: MAIA x BOLSONARO

Introdução: Índices asiáticos operaram mistas nesta 6ªF; Na Europa, os mercados já se movimentam com viés mais negativo, repercutindo mais uma sessão de investidas entre China e Estados Unidos.; Em NY, futuros também operam em baixa, sinalizando uma abertura negativa para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) mantém a estabilidade; Dados econômicos do Japão e do Reino Unido confirmam desaceleração no 2T19; O petróleo (Brent crude) avança 1,6%, voltando a se ser negociado acima do patamar de US$ 58,00/barril. No Brasil, atenções se voltam ao início do trâmite da reforma da Previdência no Senado; Maia se refere à Bolsonaro como “produto do nosso erro”; A Comissão Mista de Orçamento aprova novo salário mínimo de R$ 1.044 para 2020; Lucro de bancos bate novo recorde.


CENÁRIO EXTERNO: A TODO VAPOR

Mercados… Índices asiáticos operaram mistas nesta 6ªF. As bolsas de Shanghai (-0,7%) e Hong Kong (-0,7%) recuaram enquanto o Nikkei, em Tóquio, registrou alta de 0,4% na sessão. Na Europa, os mercados já se movimentam com viés mais negativo, repercutindo mais uma sessão de investidas entre China e Estados Unidos. O índice pan-europeu STOXX 600 recua 0,9% até o momento. Em NY, futuros também operam em baixa, sinalizando uma abertura negativa para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) mantém a estabilidade. Em relação às commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo. O petróleo (Brent crude) sobe 1,6%, voltando a se ser negociado acima do patamar de US$ 58,00/barril.

A todo vapor… A troca de investidas entre China e Estados Unidos continua a todo vapor, apesar do momento de alívio vivido pelos mercados nos últimos 3 dias. Em novo movimento de retaliação, após autoridades chinesas anunciarem a parada das compras de produtos agrícolas americanos por estatais chinesas, o governo dos EUA travou a liberação de licenças que permitiriam o fornecimento de produtos de empresas americanas à Huawei. Essa decisão já abala bolsas e tem forte reflexo no câmbio e até em algumas commodities nesta 6ªF.

Mais uma “1ª vez” em muito tempo… O PIB do Reino Unido contraiu no 2T19, configurando a primeira queda em registro desde o fim da crise financeira mundial e exercendo pressão adicional sobre o governo de Boris Johnson, que tem em seus planos abandonar a União Europeia de qualquer jeito no dia 31 de outubro. A queda de 0,2% da economia britânica no período volta a chamar atenção para os riscos de um Brexit desordenado, principalmente no momento delicado que vive a economia mundial. Vale ressaltar: o BoE (BC inglês) já havia projetado uma recessão técnica por conta do peso que a incerteza do Brexit tem sobre a economia, previsão que se torna realidade caso o PIB contraia novamente no 3T19.

Estímulos em alta… A divulgação do PIB japonês do 2T19 confirmou expectativas do mercado ao apontar para uma desaceleração no período para 1,8%, e já foi prontamente atendido BoJ (BC japonês), que anunciou a elevação da compra de títulos de curto prazo, de 380 para 400 bilhões de ienes. O desempenho mais fraco da economia japonesa no período se deve principalmente a uma queda no ritmo de crescimento das exportações, que tem acontecido diante da manutenção das tensões comerciais e das incertezas em torno da economia global.

Na agenda… O destaque da agenda de indicadores foi a divulgação, ontem à noite, dos dados de inflação ao consumidor (CPI) na China, que se manteve em crescimento 2,7% a/a e, junto com dados mais fortes da balança comercial que saíram na 4ªF, mostra a resiliência da economia Chinesa.


BRASIL: MAIA x BOLSONARO

Salário Mínimo… A Comissão Mista de Orçamento aprovou novo salário mínimo de R$ 1.044 para 2020. O valor foi corrigido de acordo com a inflação, sem ganho real. O aumento, que faz parte da Lei de Diretrizes Orçamentarias, ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.

Faixas salariais do IR… A equipe económica do governo pretende corrigir as alíquotas das várias faixas do Imposto de Renda de Pessoa Física de acordo com a inflação. A mudança deve ser feita através da reforma Tributária. As faixas salariais não são ajustadas desde 2014.

Lucros dos Bancos… O Lucro consolidado dos quatro maiores bancos do país atingiu novo recorde no segundo trimestre de 2019, R$20,4 bilhões, superando o mesmo período no ano passado por em 21,3% e o trimestre anterior em 8,3% (Itaú: R$ 6,8 bilhões, Bradesco: R$ 6,042 bilhões, Banco do Brasil: R$ 4,4 bilhões e Santander: R$ 3,4 bilhões).

Previdência chega ao Senado… Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, entregou o projeto da Reforma da Previdência ao Senado ontem à tarde. O projeto passara pela Comissão de Constituição e Justiça e depois será votado em dois turnos no plenário da casa legislativa. O governo espera que o projeto seja promulgado no fim de setembro.

Maia vs. Bolsonaro… Em evento da Fundação Lehman, Rodrigo Maia se refere ao presidente da República como “produto do nosso erro” e reflete “A pergunta é onde nós erramos? “. Ao lado do presidente da Câmara, no mesmo painel, estava Salim Mattar, da Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia.

PT tinha diálogo “cabuloso” com PCC… Em grampo telefónico feito pela Polícia Federal em abril, uma liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil, lamentou a nomeação de Sérgio Moro como ministro da Justiça e Segurança Pública “Ele veio para atrasar”. Além disso, segundo o criminoso, o PCC dialogava com o Partido dos Trabalhadores “O PT com nois tinha linha de diálogo! O PT tinha diálogo cabuloso com nois”. Temendo o monitoramento feito pela polícia, o criminoso evitou maiores detalhes “É situações que não da nem pra gente ficar conversando com essas caminhadas pelo telefone”. As revelações são fruto da Operação Cravada, que visa atingir o núcleo financeiro da organização criminosa responsável por assaltos, sequestros, assassinatos, rebeliões presidiarias e narcotráfico.

Na agenda… Sem destaques na agenda de indicadores, a agenda corporativa se mantem no centro das atenções. Hoje a BRF divulga seus números antes do pregão, que vem se beneficiando da febre suína que se arrasta no continente asiático.

E os mercados hoje? No exterior, bolsas iniciam a 6ªF com viés mais negativo, com investidores ponderando a mais nova rodada de investidas entre China e Estados Unidos. Aqui, o mercado começa acompanhar o trâmite da reforma da Previdência no Senado. Com isso, esperamos um dia de viés neutro/negativo para ativos de risco locais, que deve ter como principal direcional os movimentos do mercado no exterior na falta de grandes expectativas sobre a cena política ainda nesta semana.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,3%, aos 104.115 pontos;
Real/Dólar: -1,20%, cotado a R$ 3,92;
Dólar Index: +0,10%, cotado a 97.646;
DI Jan/21: -03 pontos base, 5.40%;
S&P 500: +1,88% aos 2938 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Isolado, Moro vive novo desgaste com ações do Congresso, STF e Planalto
– EUA formalizam aval para indicação de Eduardo à embaixada em Washington
– Violência policial e desmate avançam na esteira de declarações de Bolsonaro
– Vírus do sarampo que aflige SP é mutação do que gerou surto anterior

O Estado de São Paulo
– Em 2020, despesa com a Previdência vai subir R$ 40 bi, diz secretário do Tesouro
– Em crise, universidades federais podem suspender aulas por falta de recursos
– Mais ricos adotam metrô e mais pobres migram para carro e moto em SP
– Bolsonaro vê Moro sem a ‘caneta na mão’ e com menos poder

Valor Econômico
– Imposto de Renda pode ter alíquota menor e fim de deduções
– Grande banco privado amplia fatia no crédito
– Racionamento e dolarização marcam crise da Venezuela
– Previdência começa a tramitar no Senado de forma acelerada

O Globo
– Moro enfrenta desgaste no Planalto e no Congresso por sua atuação independente
– ‘Bolsonaro é produto dos nossos erros’, diz Rodrigo Maia
– EUA dão sinal verde para Eduardo Bolsonaro assumir embaixada em Washington
– Petrobras vende participação em empresa de biocombustível para a Galp por R$ 24,7 milhões

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Renda Variável*


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Equipe Econômica

Lucas Stefanini
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