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Mercados Hoje: Lutando pelos 22

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Introdução: Os mercados asiáticos operaram com perdas, repercutindo a intensificação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Em Hong Kong, o mercado não abriu para negociações (feriado nacional). Na Zona do Euro, os principais índices de mercado também operam no vermelho. Em NY, o futuro do S&P no vermelho esboça um dia fraco para ativos de risco americanos, e dólar se mantém próximo à estabilidade. Na frente das commodities, ativos se movimentam sem direção única. O preço do petróleo (Brent), avança 1,5%, e volta a beirar os US$ 72/barril. Para mercados emergentes, o dia é desfavorável, com as divisas de Turquia, México e África do Sul se desvalorizando contra o dólar. Aqui, os ruídos no plano político seguiram reforçando a incerteza do mercado em torno da capacidade de articulação política do governo.


CENÁRIO EXTERNO: TRADE WAR SE INTENSIFICA

Mercados… Os mercados asiáticos operaram com perdas, repercutindo a intensificação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos. As bolsas de Tóquio e de Shanghai recuaram 0,7% e 1,2%, respectivamente. Em Hong Kong, o mercado não abriu para negociações (feriado nacional). Na Zona do Euro, os principais índices de mercado também operam no vermelho. O FTSE londrino cai 0,1%, e o DAX, em Frankfurt, recua 0,8%. Em NY, o futuro do S&P no vermelho esboça um dia fraco para ativos de risco americanos, e dólar se mantém próximo à estabilidade. Na frente das commodities, ativos se movimentam sem direção única. O preço do petróleo (Brent), avança 1,5%, e volta a beirar os US$ 72/barril. Para mercados emergentes, o dia é desfavorável, com as divisas de Turquia, México e África do Sul se desvalorizando contra o dólar.

Trade war intensifica… Autoridades da China e dos EUA encerraram mais uma rodada de conversas na 6ªF. Um acordo não foi firmado, mas ambos os lados sinalizaram que as negociações devem continuar, mesmo após Donald Trump aumentar tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. Segundo fontes da Bloomberg, os Estados Unidos estipularam um prazo de três a quatro semanas para que um acordo seja costurado com Pequim, sob a ameaça da imposição de novas tarifas sobre US$ 325 bilhões em produtos chineses. Ao longo do fim de semana, Trump reforçou a “quebra” do acordo pelos chineses, e disse que os EUA já estão se preparando para impor novas tarifas. Em resposta, a China já declarou que irá subir tarifas sobre US$ 60 bilhões de produtos americanos à partir do 1º dia de de junho. Este novo capítulo tem deixado o mercado apreensivo, uma vez que a probailidade de que um acordo seja firmado até o início de junho fica cada vez menor.

Na agenda… Os destaques da agenda econômica externa são as divulgações dos dados de atividade pelo NBS na China (3ªF) e as leituras parciais dos PIBs da Alemanhã da Zona do Euro (4ªF).


BRASIL: LUTANDO PELOS 22

Lutando pelos 22… Em entrevista à Radio Bandeirantes, o presidente, Jair Bolsonaro, disse acreditar que o Congresso não vai deixar “caducar” a MP da reforma administrativa, que reorganiza os ministérios. A MP 870 diminui o número de ministérios de 29 para 22, e se não for aprovada até o dia 3 de junho, todas as fusões de pastas feitas até momento serão desfeitas. Até o momento, o governo já sinalizou abrir mão da pasta de Desenvolvimento Regional para a recriação dos ministérios das Cidades e da Integração nacional. O texto passado em Comissão mista na semana passada deve ser votado em plenário ainda nesta semana.

O desempenho não anima… Na tentativa de obter apoio para aprovara MP 870, o governo ofereceu para partidos as chefias do Banco do Nordeste, da Companhia de Desenvolvimento das Bacias do São Francisco (Codevasf) e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).A indicação dos dois primeiros órgãos foi sugerida ao PP, mas o partido demonstra resistência em participar do governo formalmente. O órgão de educação foi oferecido ao DEM, que até agora também não apresentou indicação para o posto. O mercado deve seguir acompanhando o trâmite da MP na Casa, uma vez que esta tem servido de termômetro para a capacidade de articulação do governo.

Live do Major… Em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), declarou que vai defender a manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sob o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O Coaf foi retirado do Ministério da Justiça e enviado novamente ao Ministério da Economia na comissão mista que analisou a MP, na quinta-feira da semana passada, o que foi visto como mais uma derrota para o governo na Câmara.

Mais um teste… O governo de Jair Bolsonaro vai enfrentar mais um grande teste nessa 4ªF (15/05), em dia de paralisação e protestos do setor de educação. A paralisação também deverá servir de termômetro para a greve geral contra a reforma da Previdência, convocada para 14 de junho.

O “jabuti” do abono salarial… A reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve acabar com o pagamento do abono salarial em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Hoje, quem tem carteira assinada e recebe até dois salários mínimos (R$ 1,9 mil) por mês tem direito ao abono, cujo valor é de um salário mínimo. Mas, pela proposta, o critério da renda mensal será alterado para um salário mínimo (R$ 998). Com a mudança de critério defendida pelo governo, o abono salarial seria cortado nestes estados, uma vez que estes tem o piso superior ao de outras UFs (R$ 1,1 mil em SP, por exemplo). Com isso, alguns deputados do Sul e Sudeste articulam a derrubada da parte do texto da reforma que altera as regras do abono salarial.

Na agenda… Nesta 3ªF, o BC divulga a ata da reunião do Copom, e o IBGE apresenta sua pesquisa do setor de serviços (PMS) de março. Na 4ª, sai o indicador de atividade econômica do BC, o IBC-Br. Por fim, na 5ªF, o IBGE divulga sua pesquisa de emprego (PNAD-Contínua) para o 1TRI/19.

E os mercados hoje? O ambiente externo desfavorável, combinado à incerteza em torno da MP 870, devem prejudicar o desempenho do mercado doméstico. Por isso, vemos o dia com viés negativo para ativos de risco brasileiros. O prêmio de risco-país brasileiro, medido pelo CDS de 5 anos, avança 1,0%, e já beira os 175 pontos base.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,58%, aos 94.257 pontos;
Real/Dólar: +0,19%, cotado a R$ 3,9555;
Dólar Index: -0,04%, 97.330;
DI Jan/21: -5 pontos base, 6,880%;
S&P 500: +0,37% aos 2.881 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Bolsonaro diz que prometeu próxima vaga no STF a Moro
– Dinheiro teve peso menor na eleição para Câmara em 2018
– Presidente pede a correção da tabela do IR pela inflação
– Reforma retira abono salarial em cinco estados

O Estado de São Paulo
– Flávio Bolsonaro diz que MP o ataca para atingir governo
– Plano limita uso do Ibirapuera por grupos particulares
– Presidente diz que vai indicar Moro para vaga no Supremo
– Economistas preveem ano perdido

Valor Econômico
– Crise leva governadores a buscar investimento chinês
– Descompasso de prazo traz risco a fundos
– Obsessão fiscal suicida ameaça o liberalismo
– Tabela do IR será corrigida pela inflação, diz Bolsonaro

O Globo
– Bolsonaro indicará Moro para próxima vaga no STF
– Presidente diz que Imposto de Renda terá tabela corrigida
– Deputados do Rio apresentam um projeto por dia para a segurança
– Militares começaram a atirar em carro a 250 metros de distância

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Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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