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Mercados Hoje: Governo avança uma casa no tabuleiro da previdência

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Introdução: Mercados asiáticos operaram com viés negativo nesta 5ªF. Na Zona do Euro, os principais índices de mercado têm desempenhos negativos, repercutindo a volta de receio em torno da recuperação econômica do Bloco. O euro opera no menor patamar em quase dois anos contra o dólar, cotado a US$ 1,11. Em NY, o futuro do S&P se mantém próximo da estabilidade, e o dólar (DXY) segue se valorizando contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo, com forte exceção para o petróleo. Emergentes esboçam mais um dia fraco, com divisas de México, Turquia e África do Sul se desvalorizando contra o dólar.


CENÁRIO EXTERNO: O RALLY DO “GREENBACK” CONTINUA

Mercados… Mercados asiáticos operaram com viés negativo nesta 5ªF, com as bolsas de Tóquio e de Shanghai recuando 0,3% e 2,4%, respectivamente. Na Zona do Euro, os principais índices de mercado têm desempenhos negativos, repercutindo a volta de receio em torno da recuperação econômica do Bloco. O FTSE londrino cai 0,5% e o Dax, em Frankfurt, recua 0,1%. O euro opera no menor patamar em quase dois anos contra o dólar, cotado a US$ 1,11. Em NY, o futuro do S&P se mantém próximo da estabilidade, com investidores de olho nos resultados de American Airlines, 3M e International Paper antes da abertura das negociações. O dólar (DXY) segue se valorizando contra seus principais pares – com destaque para um ganho mais forte contra o euro – e opera acima dos 98,3. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo, com forte exceção para o petróleo, que segue forte após anúncio dos EUA da renovação das sanções contra a importação de petróleo iraniano. Emergentes esboçam mais um dia fraco, com divisas de México, Turquia e África do Sul se desvalorizando contra o dólar.

Na agenda… Em dia de agenda econômica morna, com foco de investidores sobre a divulgação de resultados corporativos, o destaque fica com as encomendas de bens duráveis nos EUA, que podem mostrar reação em março (+0,8%), após queda de 1,6% em fevereiro.


BRASIL: GOVERNO AVANÇA UMA CASA NO TABULEIRO DA PREVIDÊNCIA

Avance para a próxima casa… O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou ontem à noite no plenário que já tinha número suficiente de deputados inscritos para instalar a comissão especial, o que deve ocorrer ainda hoje. É nesta comissão, que contará com 49 titulares e 49 suplentes, onde acontecem as discussões de mérito, e portanto, onde deverão ser feitas as mudanças na substância do texto, logo no impacto fiscal da reforma e onde as negociatas políticas do governo precisarão subir de patamar.

Livres para mudar… Os partidos independentes terão a maioria dos 49 titulares da comissão especial da Câmara dos Deputados que discutirá a reforma da Previdência e que deve ser instalada hoje, às 11h. As siglas de centro serão, novamente, o fiel da balança para decidir a aprovação. Quando se alinharem à oposição, que soma 12 votos, terão condições de rejeitar dispositivos da proposta. Quando votarem com o PSL, que terá cinco representantes, devem aprovar o texto com larga margem.

“Coaching” político… Em entrevista à GloboNews, Maia reforçou a importância do governo aproveitar o momento favorável para melhorar a articulação e organizar uma base de apoio mais coesa nos próximos 60 dias. Sobre a aprovação da nova Previdência, Maia transmitiu confiança de que irá acontecer, mas não quis prever qual economia a reforma proporcionará.

Maia o economista: “pode não ser a reforma ideal, mas uma boa Previdência o Parlamento vai aprovar, não deixará de dar uma resposta ao desemprego; sem a reforma é recessão”.

Em alto e bom tom… O presidente Jair Bolsonaro agradeceu em rede nacional o comprometimento de Rodrigo Maia com a reforma da Previdência, em discurso em que exaltou o “patriotismo” dos deputados da CCJ. Com esse gesto, o Planalto sinaliza o fim das suas diferenças com o Presidente da Câmara, pelo menos na fala. É preciso ver se as divergência irão diminuir na prática.

O dólar nas alturas (por aqui e lá fora)… O dólar está bastante próximo do limiar do R$4,00. Boa parte da desvalorização vista ontem foi fruto da forte valorização da divisa americana frente aos seus pares internacionais. O DXY, que mede o valor relativo da moeda americana frente a uma cesta de moedas, está cotado aos 98 pontos. No dia 20 de março estava próximo dos 95 pontos. Uma melhora no noticiário político pode ajudar a amenizar o movimento de desvalorização, porém, os movimentos globais explicam mais de 80% da variação histórica da nossa moeda.

Agenda… O grande destaque de hoje é o IPCA-15, prévia oficial da inflação de Abril, que deverá servir como um grande termômetro, dado que o número cheio de março trouxe uma surpresa negativa para os preços.

Mercados hoje? O cenário global começa a se mostrar um pouco mais avesso ao risco, com dados ruins de economias avançadas, além de alguns resultados corporativos ruins nos EUA. Além disso o dólar tem operado em dinâmica de alta ao redor do mundo. Apesar das boas notícias da previdência (celeridade na montagem da comissão especial), vemos o dia de hoje como neutro para os ativos de risco locais, dado o cenário global.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,92%, aos 95.045 pontos;
Real/Dólar: +1,80%, cotado a R$ 3,992;
Dólar Index: +0,55%, 98.173;
DI Jan/21: +8 pontos base, 7,040%;
S&P 500: -0,22% aos 2.927 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
–  Recuperação da renda per capita é a pior da história
– Delator cita R$ 24 mi a Paulo Preto em propina da marginal
– Centrão terá maior peso em comissão da Previdência
– Turco naturalizado brasileiro é preso a pedido de Erdogan

O Estado de São Paulo
– Licença ambiental mais flexível ganha urgência na Câmara
– Dólar beira R$ 4, apesar de avanço da reforma
– Bebê não deve ter contato com telas digitais, diz guia da OMS
– Microsoft entra no clube do trilhão

Valor Econômico
– Com dólar a R$ 4, mercado se divide sobre ação do BC
– Mourão segue ‘rotina’ apesar de tiroteio
– Temor de novo calote reduz o apoio a Macri
– Oi quer reajuste de 114% para conselho

O Globo
– Governo dá a estados 6 meses para mudar aposentadoria
– Salles nomeia PMs para cúpula do ICMBio
– Exército prende oficial por desvio de armas
– Petrobras agora quer termelétrica no Comperj

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Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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