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Mercados Hoje: G20 Impulsiona Mercados

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Introdução: Os mercados asiáticos acumularam ganhos nas sessões desta 2ªF; Na Europa, os principais índices de mercado seguem a mesma tendência altista, com o DAX (Frankfurt) subindo 1,3% até o momento. Em NY, futuros operam em alta, esboçando uma abertura positiva também para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) se valoriza contra seus principais pares; O petróleo (Brent crude) avança 2,5%, negociado aos US$ 66,40/barril; As boas notícias do G20 impulsionam otimismo dos mercados globais. No Brasil, a semana é decisiva para a reforma da Previdência; o relatório final deve ser lido amanhã à tarde, quando já poderá ir à votação na comissão especial e seguir para o plenário da Câmara antes do recesso de julho.


CENÁRIO EXTERNO: G20 IMPULSIONA MERCADOS 

Mercados… Os mercados asiáticos acumularam ganhos nas sessões desta 2ªF. As bolsas de Tóquio e de Shanghai saltaram 2,1% e 2,2%, respectivamente. Na Europa, os principais índices de mercado seguem a mesma tendência altista, com o DAX (Frankfurt) subindo 1,3% até o momento. Em NY, futuros operam em alta, esboçando uma abertura positiva também para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) se valoriza contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo. O petróleo (Brent crude) avança 2,5%, negociado aos US$ 66,40/barril.

Tudo certo… O encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China confirmou as expectativas do mercado por um novo “cessar fogo” e a retomada de negociações comerciais entre as duas maiores economias mundiais. Trump confirmou que seu governo não vai impor novas tarifas sobre as importações da China e afirmou que as negociações entre Washington e Pequim continuarão para fechar um acordo comercial. De forma geral, a trégua sugere que os dois lados não aplicarão novas medidas que possam piorar a situação, mas resta saber se as partes estão realmente dispostas a fazer concessões para chegar a um acordo final. 

Mais G20… Ainda neste fim de semana, às margens do encontro de líderes no Japão, o presidente da Rússia, Vlamidir Putin, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, acertaram uma extensão do acordo sobre cortes na produção de petróleo. O novo corte, que deverá reduzir a produção em 1,2 milhão de barris/dia, deverá ser confirmado em reunião da Opep, hoje e amanhã, em Viena, por mais seis a nove meses. Ontem, Iraque e Omã concordaram com a prorrogação. 

Na agenda… A semana é mais curta nos EUA, por conta do feriado de Independence Day, que deixa todos os mercados em NY fechados na 5ªF e abrevia o fechamento dos pregões na bolsa e nos Treasuries na véspera (4ªF). O destaque da agenda semanal de indicadores é a divulgação dos dados de emprego americanos (Payroll), nesta 6ªF, além da divulgação dos PMI Markit composto nos EUA e na Zona do Euro (4ªF) – todos indicadores que servirão de termômetro para o nível de atividade econômica global. 


BRASIL: ACORDO ENCAMINHADO 

20 anos… Apos vinte anos de negociações entre o Mercosul e a União Europeia (EU), um acordo de livre comércio foi concretizado durante visita do presidente Bolsonaro ao G20, evento que reune as 20 maiores economias do mundo anualmente. 

Tarifas… Para que o acordo seja concretizado, ainda será necessária a ratificação dos vários países individuais que compõem os dois blocos, processo que deve se estender por um ano. Caso seja consolidado, na prática, o tratado remove em torno de 90% das tarifas entre os dois blocos. 

Desmatamento… Apesar das amplas celebrações, alguns já demonstram preocupação com o novo tratado. No lado europeu, existe receio relacionado às políticas de meio ambiente brasileiras, principalmente ao desamamentando da Amazónia. A questão causou atrito entre os chefes de estado Jair Bolsonaro, Angela Merkel e Emmanuel Macron antes do acordo ser firmado. 

Acordo de Paris… A concretização do tratado pode depender da aderência brasileira ao Acordo de Paris, que alveja mitigar os efeitos do aquecimento global. A principal missão do Brasil é reduzir o desamamentando na floresta amazônica, grande gerador de emissão de gases estufa. Caso o Brasil não demonstre que está empenhado na tarefa e que prioriza a manutenção da cobertura florestal, o acordo pode não ter o apoio da maioria no parlamento Europeu, que é necessário para que o mesmo entre em vigor. 

Cotas agrícolas… O setor da agropecuária deve ser um dos mais beneficiados aqui no continente sul-americano. As cotas de carne bovina e aviaria serão ampliadas para 100 mil toneladas cada, em quanto a cota do açúcar cresce para 180 mil toneladas. 

Princípio de precaução… Apesar da ampla expansão, existem receios sobre partes especificas do acordo, principalmente em torno do “princípio da precaução”. A estipulação foi adicionada ao acordo na última hora, e permite que a UE congele importação de produtos agropecuários, caso esteja preocupado com sua procedência, devido a doenças ou agrotóxicos, por exemplo. 

Moro e Previdência… As demonstrações realizadas no Domingo, que originalmente pretendiam fortalecer o ministro Sérgio Moro, também incluíram aprovação célere da reforma da previdência entre suas demandas. 

Destaques…Agora, o governo espera que a demora na comissão especial não impeça que o projeto seja votado no plenário da Câmara antes do recesso de julho, que começa no dia 18 e termina no início de agosto. Uma das estratégias para manter o cronograma é evitar apresentação de destaques na comissão. Os destaques são alterações ao projeto que são votadas de forma separada ao restante do corpo da proposta. O partido do presidente já se comprometeu a não introduzir novos destaques. Agora, resta saber quantos serão introduzidos pelos outros partidos que integram a comissão especial. 

Na agenda…  Em semana decisiva em Brasília para a reforma na comissão especial, a divulgação de dados de atividade deve ajudar a compor o cenário para um corte da Selic, diretamente condicionado ao sucesso da Previdência. Como principal destaque, o IBGE divulga os dados da PIM para maio, na 3ªF. Ainda saem os dados de junho da Fenabrave (3ªF) e Anfavea (4ªF). Do lado da inflação, IPC-Fipe de junho sai na 4ªF. Hoje (8h), o IPC-S de junho deve virar, de +0,22% em maio para deflação de 0,07% (Broadcast).

E os mercados hoje?   Lá fora, as boas notícias do G20 impulsionam o otimismo de investidores. Aqui, o mercado doméstico tende a se beneficiar da boa dinâmica verificada no exterior, e deve manter otimismo com o cronograma de aprovação da reforma na Câmara. Com isso, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais. 

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,24%, aos 100.967 pontos;
Real/Dólar: +0,18%, cotado a R$ 3,84;
Dólar Index: +0,01%, cotado a 96.202;
DI Jan/21: – 4 pontos base, 5.87%;
S&P 500: +0,58% aos 2942 pontos. 

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Bolsonaro contraria norte de campanha eleitoral e pratica ‘toma lá dá cá’
– Marcelo Odebrecht acusa cunhado e executivo de manipulação de acordos
– Presença de negros avança em cursos de ponta das universidades
– Queda de juro afeta planejamento de pequenos e grandes investidores

O Estado de São Paulo
– ‘As fintechs incomodam, é preciso respeitar’, diz presidente do Itaú
– Bolsonaro não consultou pastas da Defesa e Justiça sobre decretos de armas
– Mercado concorrido em SP leva escolas internacionais ao interior e ao Nordeste
– Governo federal vai implantar ponto eletrônico para 410 mil servidores 

Valor Econômico
– Susep facilita comparação entre planos de previdência para ajudar investidor
– Acordo entre UE e Mercosul já causa polêmicas
– Depois do susto com o fax, nascia uma gigante
– Nova trégua entre EUA e China traz alívio, mas incerteza continua 

O Globo
– Bela Megale: Paulo Guedes fecha plano de privatizações
– Lava-Jato prende procurador que teria recebido R$ 300 mil para mudar trajeto do metrô do Rio
– Ancelmo Gois: Gustavo Franco não ocupará mais a presidência do Conselho do BNDES
– Para centrão, saída de Onyx pode piorar articulação do governo

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