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Mercados Hoje: FED em cima do muro

Introdução:

Internacional
• Mercados globais iniciam o dia viés negativo;
• Investidores seguem avaliando anúncio da decisão de política monetária do Fed;
• Jerome Powell manteve o mesmo racional adotado na coletivas após o último encontro do FOMC, deixando a porta aberta, mas sem sinalizar novos cortes com firmeza;
• Uma nova série de indicadores de crescimento voltou a apontar a fraqueza da economia europeia.

Brasil
• Apesar de ruídos que provavelmente virão do exterior, o mercado doméstico deve repercutir de forma positiva a decisão do Copom, que deixou uma mensagem bastante “dovish” no comunicado pós-reunião;
• Petrobras aumenta preços de combustíveis e comprova sua autonomia;
• Câmara reinstitui alguns dos pontos controversos da reforma eleitoral;
• A CNI divulga o índice de confiança do empresário industrial, às 11h.


CENÁRIO EXTERNO: FED EM CIMA DO MURO

Mercados… Bolsas asiáticas operaram sem direção única. Na Europa, índices de mercado iniciaram o dia com altas moderadas, e o índice pan-europeu, STOXX 600, avança 0,3% até o momento. Em NY, índices futuros operam em baixa, na contramão do movimento verificado na Europa, e o dólar (DXY) devolve parte da valorização acumulada ontem. No tocante às commodities, ativos se movimentam com viés altista. O petróleo (Brent crude) segue como destaque (+2,1%), negociado próximo dos US$ 65,00/barril.

Em cima do muro… Os mercados internacionais iniciam o dia com viés negativo, com investidores avaliando decisão do Fed de ontem. O anúncio de um novo corte de juros pelo Fed confirmou expectativas do mercado, mas Jerome Powell manteve o mesmo racional adotado nas coletivas após os últimos encontros do FOMC, deixando a porta aberta, mas sem sinalizar novos cortes com firmeza. Ainda, a considerável divergência de opiniões no Comitê, com 7 votos a favor do corte de 25bps, um voto pelo corte de 50bps (Bullard) e dois votos pela manutenção (Rosengren e George) promoveu uma avaliação mais “hawkish” da decisão pelo mercado. O gráfico de pontos (dots) reforçou esta divisão dentro do FOMC, mostrando que 10 dos 17 membros não veem a necessidade de cortes adicionais. Apesar disso, acreditamos que o juros ainda pode voltar a cair caso ocorra uma piora de cenário.

Na agenda… Hoje a diretora do Fed de Kansas City, Esther George, discursas às 11h, após ter votado contra um novo corte na reunião do FOMC finda na tarde de ontem. No mesmo horário, sai o o índice de indicadores antecedentes (Conference Board) de agosto, e as vendas de moradias usadas no mesmo mês.


BRASIL: COPOM SEM SOMBRA DE DÚVIDA

Sem sombra de dúvida… Ontem, o Copom cortou a Selic em mais 50 pontos base (0,5 p.p.) ao patamar de 5,5%, a mais nova mínima histórica da taxa de juros brasileira. Além do corte, o comunicado pós-reunião trouxe sinalizações claras de que um “ajuste adicional” venha na próxima reunião (29 e 30 de outubro). Agora, as apostas do mercado devem avaliar sobre qual será a magnitude do provável novo corte, mais 50 pontos base ou se o Copom começará a reduzir o ritmo, com 25. A nossa expectativa é, que com a continuidade do avanço da agenda reformista do governo, o Bacen terá espaço para seguir testando novas mínimas históricas, e a Selic deve encerrar o ano próxima ao patamar de 5,0% a.a..

Aumento nos preços dos combustíveis traz alivio para cotistas da Petrobras… O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na segunda-feira (16), que a Petrobras não repassaria em imediato o aumento do preço do barril de petróleo, causado pelos ataques à uma planta de processamento na Arábia Saudita. Mas ontem a Petrobras surpreendeu ao anunciar reajustes no preço da gasolina (3,5%) e do diesel (4,2%). A notícia deve preservar a atratividade dos papeis da Petrobras, descontruindo a tese que o presidente forçaria a estatal a queimar caixa para evitar que os aumentos impactassem negativamente a inflação ou desagradasse os caminhoneiros.

Câmara desfaz algumas das alterações ao projeto de reforma eleitoral… Ontem, o Senado rejeitou a maioria das alterações propostas às normas eleitorais, mas a Câmara optou por reinstituir vários dos pontos contenciosos de volta à proposta. As alterações mais criticadas estão relacionadas ao uso de dois fundos que financiam atividades partidárias e eleitorais. Os deputados reinstituíram vários pontos que foram condenados pela mídia e nas redes sociais, como o uso dos fundos para pagar multas eleitorais, para comprar passagens aéreas (até para não filiados ao partido) e para a compra de sedes partidárias.

As piores partes não voltaram… Outros pontos, como a utilização dos fundos para pagar serviços de advocacia para políticos acusados de corrupção e o afrouxamento das regas contábeis, que abria espaço para caixa 2 eleitoral, não retornaram ao projeto. A brecha para aumentar o tamanho do financiamento para as campanhas eleitorais continua aberta, mas o valor só será determinado futuramente em uma etapa mais avançada da formulação do orçamento para 2020. Apesar disso, e do retorno de algumas regalias excessivas, a pressão exercida pela mídia e pelo público evitou que os pontos mais brandos e absurdos sejam aprovados.

Na agenda… Em dia de agenda econômica fraca, a CNI divulga o índice de confiança do empresário industrial, às 11h.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas operam com viés de baixa, com investidores ainda avaliando decisão de política monetária pelo Fed. No Brasil, apesar de ruídos que provavelmente virão do exterior, o mercado doméstico deve repercutir de forma positiva a decisão do Copom, que deixou uma mensagem bastante “dovish” no comunicado pós-reunião. Por isso, esperamos um dia de viés positivo no mercado acionário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,08%, aos 104.532 pontos;
Real/Dólar: +0,81%, cotado a R$ 4,10;
Dólar Index: +0,31%, cotado a 98.561;
DI Jan/21: +1 pontos base, 5.22%;
S&P 500: +0,03% aos 3.007 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– PF mira líder do governo Bolsonaro no Senado e faz buscas no Congresso
– Coaf enfrenta paralisia após decisão de Toffoli
– Bolão de assessores do PT ganha R$ 120 mi na Mega-Sena
– Por privacidade, diálogos de Lula ficaram sob sigilo, diz juiz

O Estado de São Paulo
– Câmara retoma regalias a partidos e abre brecha para crescer fundo eleitoral
– Guedes quer comando ‘em dupla’ na Receita
– Athletico-PR marca golaço nos acréscimos, vence o Inter e conquista título
– PF faz buscas no gabinete de Fernando Bezerra, líder do governo no Senado

Valor Econômico
– Mercado vê Selic abaixo de 5% em 2019
– Petrobras consegue cancelar cobranças de R$ 37,3 bilhões
– Toyota destina R$ 1 bi para novo carro em Sorocaba
– No comando da Amil, Magalhães terá uma árdua missão

O Globo
– PF faz buscas no gabinete do líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Coelho
– Câmara aprova projeto com regalias a partidos, brecha para caixa 2 e elevação do fundo eleitoral
– Previdência: Tasso rejeita todas as emendas ao texto da reforma na CCJ do Senado
– Análise: Maia e Alcolumbre dividem ônus em aparente desalinho na reforma partidária

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Equipe Econômica

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