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Mercados Hoje: Explosão do barril move os mercados

Introdução:

Internacional
• Mercados iniciam semana com dinâmica negativa;
• Ataques a uma importante base de produção de petróleo da Aramco impulsionam o preço do petróleo e trazem volatilidade aos mercados;
• Divulgação de mais uma série de dados econômicos abaixo do esperado na China reforça preocupação em torno da 2ª maior economia mundial e corrobora com postura estimulativa do BC chinês;
• Principal destaque na agenda é anuncio de decisão de política monetária pelo FOMC, na 4ªF;
• Ocorre nesta 2ªF o mais novo encontro sobre o Brexit entre o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Brasil
• Mercado local acompanha dinâmica do exterior, mas pode se beneficiar com o avanço de papéis relacionados às commodities;
• Bolsonaro continua internado após cirurgia para correção de hérnia;
• Senado se prepara para votar Previdência na semana que vem;
• Equipe econômica vê benefícios em fusão de programa sociais;
• Reunião do Copom é destaque na semana.


CENÁRIO EXTERNO: EXPLOSÃO DO BARRIL MOVE OS MERCADOS

Mercados… Mercados asiáticos iniciaram a semana com dinâmica levemente negativa. O Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,8% na sessão, enquanto o índice de Shanghai encerrou próximo à estabilidade. As bolsas de Tóquio não abriram para negociações em função de feriado nacional do Dia do Idoso. Na Europa, índices de mercado iniciaram o dia com a mesma tendência de queda verificada na Ásia, e o índice pan-europeu, STOXX 600, registra baixa de 0,4% até o momento. Em NY, futuros operam no vermelho, enquanto o dólar (DXY) volta a se valorizar contra seus principais pares. No tocante às commodities, ativos apresentam movimento de forte valorização. Principal destaque no dia, o petróleo (Brent crude) avança 8,7%, negociado acima dos US$ 65,00/barril.

Explosão do barril… O relato de que uma importante base de produção de petróleo da Aramco, na Arábia Saudita, teria sido atacada por drones da milícia Houthis, marcou o noticiário do fim de semana. O evento inesperado teria afetado metade da produção do país, que em sua totalidade, representa cerca de 10% da produção mundial. Segundo notícias mais recentes, metade da produção afetada (1/4 da produção do país) deverá ser retomada no curto prazo, e a liberação das reservas da Aramco, que devem suficientes para 30 dias, e de reservas estratégicas dos EUA, anunciada por Donald Trump, devem auxiliar na retomada da dinâmica do preço do petróleo o quanto antes. De qualquer maneira, a commodity bateu US$ 71,62/barril na abertura dos futuros em NY, mostrando que ainda haverá uma pressão no curto prazo, fato que deve promover mais uma semana de alta volatilidade no mercado global.

Efeitos duradouros… Além dos ataques na Arábia Saudita, a divulgação de uma série de dados de atividade econômica na China contribuiu para a piora de humor dos mercados. Segundo o Departamento Nacional de Estatística (NBS, na sigla em inglês) do governo chinês a produção industrial desacelerou para 4,4% em agosto, número que veio bem abaixo do esperado (+5,2%). Adicionalmente, as vendas no varejo também decepcionaram expectativas no mesmo período (+7,9%), registrando um crescimento de 7,5%. Após a divulgação dos dados, o premiê chinês, Li Keqiang, mostrou uma visão mais pessimista em relação a economia do país, dizendo que será “muito difícil” a China manter crescimento de 6% nas atuais condições complicadas da economia global. Junto desta declaração do premiê, as mais novas rodadas de dados mais fracos corroboram com a postura do BC chinês de seguir adotando novas medidas de estímulo à economia, além da maior abertura sinalizada pelo governo em prol do firmamento de um acordo comercial com os EUA.

Na agenda… O destaque da semana será a divulgação da decisão de política monetária pelo Federal Reserve após reunião do FOMC, na 4ªF. Hoje, o mercado acompanha o índice Empire State de atividade industrial em setembro, às 9h30. Amanhã, a produção industrial de agosto será novo termômetro para a atividade do setor manufatureiro dos EUA. Na Zona do Euro, o destaque desta 2ªF será o encontro sobre o Brexit entre o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.


BRASIL: SEM PREVISÃO PARA A VOLTA DO CAPITÃO

Saúde do presidente… Bolsonaro continua internado na capital paulista, no Hospital Villa Nova Star. A alta do presidente tem demorado mais do que o esperado, mas o presidente continua se recuperando bem da cirurgia. Ainda não há data marcada para que Bolsonaro retorne ao Palácio da Alvorada. O vice-presidente, Hamilton Mourão, continua atuando na sua ausência.

Senado finaliza texto da Previdência… Esta semana não deve trazer voto da Previdência no Senado, isso só deve ocorrer no dia 24/09. O relator, Tasso Jereissati (PSDB- CE), deve receber as emendas dos seus colegas em plenário e decidir quais devem ser incorporadas ao seu parecer e quais devem ser desconsideradas. A expectativa continua sendo que o projeto não sofra mudanças substanciais. A PEC paralela deve ser apreciada pelo Senado logo após a aprovação do projeto base, mas esta ainda terá que ser aprovada pelos deputados.

Equipe econômica quer unir programas sociais… O Ministério da economia quer unificar quatro benefícios: Bolsa Família, abono salarial, salário-família e a dedução por dependente no Imposto de Renda da Pessoa Física. A unificação não altera orçamento dos programas, que juntos somam R$ 52 bilhões. O novo programa, que ainda não tem nome definido, deve reduzir o número pagamentos duplicados e aumentar o número de beneficiários em 15%, passando a beneficiar 92 milhões de pessoas de baixa renda. O programa Bolsa Família nasceu de uma unificação de programas sociais, similar a proposta do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sendo defendida pelo governo.

Na agenda… A agenda doméstica tem como principal destaque na semana a divulgação da decisão de política monetária do Banco Central, que ocorre após o término da reunião do Copom, na 4ªF. Hoje, a pesquisa FOCUS (8h25) traz uma atualização das expectativas do mercado.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas reagem negativamente aos eventos deste final de semana. No Brasil, o mercado deverá reagir à movimentação das bolsas no exterior na falta de acontecimentos relevantes no noticiário doméstico, com o Senado programado para votar a Previdência só na próxima semana. Por isso, esperamos mais um dia de viés neutro/negativo no mercado acionário local, que perde com a piora da dinâmica no exterior, mas pode se beneficiar de forma mais pontual com o avanço de papéis relacionados às commodities.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,83%, aos 103.509 pontos;
Real/Dólar: +0,57%, cotado a R$ 4,08;
Dólar Index: -0,05%, cotado a 98.384;
DI Jan/21: +1 pontos base, 5.35%;
S&P 500: -0,07% aos 3.007 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– OAS confirma que assumiu obra deficitária na Bolívia por exigência de Lula
– Petróleo sobe quase 20% após ataques de drone contra instalações na Arábia Saudita
– Não atuo como bispo evangélico na prefeitura, diz Crivella
– ‘Supremável’, chefe da AGU precisa de aval de evangélicos

O Estado de São Paulo
– Sem ajuda do Executivo, órgãos do Judiciário têm de cortar até estagiários
– Justiça do Trabalho vai ter R$ 1 bilhão a menos em 2020
– TRF-3 define destino de fundo cobiçado por Moro
– Plano de retomar as obras na BR-319 expõe desafios da fronteira amazônica

Valor Econômico
– Custos avançam e empresas assumem gastos com saúde
– Petróleo dispara após ataques à Aramco e temor com cena geopolítica
– IVA é a saída, mas transição gera dúvidas
– Crise e sindicato mais pobre derrubam número de greves

O Globo
– Petróleo tem maior alta desde a Guerra do Golfo após ataques derrubarem produção saudita
– Bancos têm ao menos 90 mil imóveis retomados por dívida, o que atrasa recuperação da construção
– Após Lava-Jato e eclosão do PSL, Rio tem novo mapa político para 2020
– MPF denuncia dois ex-governadores do Tocantins por desvio em esquema milionário

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Lucas Stefanini
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Rafael Gad
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Julia Carrera Bludeni
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Victor Beyruti Guglielmi
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