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Mercados Hoje: EUA-China de volta ao centro

Introdução:

Internacional
• Mercados globais caminham para encerrar semana em tom de cautela;
• Após semana marcada pela decisão dos bancos centrais, a atenção dos investidores se volta aos novos desenvolvimentos envolvendo China e Estados Unidos;
• O mercado acompanha as falas de dirigentes do Fed ao longo do dia.

Brasil
• O mercado local segue reagindo à decisão do Copom, que derrubou os DIs e impulsionou o dólar na sessão de ontem;
• Cenário é de melhora para ativos de risco após novo corte da Selic, mas desempenho positivo fica à mercê de noticiário mais calmo no exterior;
• Alcolumbre avisa que privatização da Eletrobras não passa no Senado;
• Equipe médica determinara se Bolsonaro está apto para viajar até a Assembleia Geral da ONU;
• Único indicador previsto nesta 6ªF é a sondagem da indústria de setembro (FGV), às 8h.


CENÁRIO EXTERNO: EUA-CHINA DE VOLTA AO CENTRO

Mercados… Bolsas asiáticas encerraram sessões próximas à estabilidade. Na Europa, índices de mercado iniciaram o dia com altas moderadas, com o índice pan-europeu, STOXX 600, avançando 0,4% até o momento. Em NY, índices futuros registram avanços leves, sem grandes destaques, e o dólar (DXY) anda de lado até o momento. No tocante às commodities, ativos seguem se movimentando com viés altista. O petróleo (Brent crude) tem leve valorização (+0,6%), se estabilizando por volta do patamar de US$ 65,00/barril.

De volta à cena… Índices de mercado globais andam de lado, em manhã de poucas novidades no noticiário. Após semana marcada pela decisão dos bancos centrais, a atenção dos investidores se volta aos novos desenvolvimentos envolvendo China e Estados Unidos. Ontem, a entrevista do conselheiro de Donald Trump, Michael Pillsbury, ao South China Morning Post, foi mal recebida pelo mercado, após Pillsbury dizer que as tarifas sobre bens chineses podem atingir os níveis de 50% a 100% caso um acordo não seja alcançado em breve. Hoje, o encontro entre oficiais de ambos os lados está ocorrendo nos EUA, com intuito de preparar o terreno para o encontro do alto escalão de negociadores previsto para o início do mês que vem. Até lá, os mercados devem seguir reagindo às novidades em torno do tema.

Na agenda… Após divisão dos membros do FOMC quanto às perspectivas para a taxa de juros, o mercado acompanha as falas de dirigentes do Fed nesta 6ªF. Destaque para a fala de Eric Rosengren (12h), diretor do Fed de Boston, que votou pela manutenção da taxa na última reunião.


BRASIL: EQUIPE MÉDICA AVALIA PARTICIPAÇÃO DO PRESIDENTE EM NY

Alcolumbre avisa que a privatização da Eletrobrás não passa no Senado… O presidente da Casa informou Bolsonaro, ontem (19), que a proposta não tem votos o suficiente para ser aprovada. O Senador sugeriu que o Executivo comece com uma privatização mais viável, como a dos Correios. A resistência à proposta reside com os senadores das regiões norte e nordeste. Anteriormente, no início do mês, o ministro Bento Albuquerque tinha declarado a intenção do governo em apresentar o projeto de privatização durante a atual semana. A declaração de Alcolumbre aparenta ter afetado os papeis da estatal, que perderam 2,41% do seu valor na sessão de ontem.

Recursos esgotados… O Legislativo está sempre disposto a negociar com o Palácio da Alvorada, então é possível que a privatização ainda tenha êxito. Porém, no momento, será difícil barganhar com a Casa. O presidente já ofereceu tudo que podia para os senadores para convence-los a aprovarem a nomeação do seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para embaixada dos Estados Unidos. Não deve haver muito apetite para as benesses do Executivo no momento, fato que dificulta a articulação necessária para garantir aprovação do projeto de privatização.

Saúde do Presidente… O presidente deve participar do seu primeiro evento oficial no Planalto, desde que retornou da cirurgia, onde será sancionada a lei da liberdade econômica. Durante o seu tradicional live no Facebook, que ocorre toda quinta-feira, Bolsonaro estava animado, muito menos abatido do que na semana passada. Hoje, o presidente retorna ao hospital, dessa vez em Brasília, para fazer uma última check-up que determinara se o presidente pode ou não viajar para Nova York, na semana que vem, para fazer o discurso de abertura na Assemblei Geral da ONU. O presidente pretende usar a ocasião para abordar os incêndios na Amazônia.

Na agenda… Em mais um dia de agenda morna, o único indicador previsto é a sondagem da indústria de setembro (FGV), às 8h.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas andam de lado, com investidores atentos a novos desenvolvimentos envolvendo China e Estados Unidos. No Brasil, o mercado deve seguir reagindo à decisão do Copom, que derrubou os DIs e impulsionou o dólar contra o real na sessão de ontem. Hoje, o mercado acionário doméstico deve seguir apresentando o bom humor frente o último corte da taxa Selic, mas pode ter o desempenho positivo novamente atrapalhado pelo noticiário no exterior.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,18%, aos 104.339 pontos;
Real/Dólar: +1,39%, cotado a R$ 4,16;
Dólar Index: +0,14%, cotado a 98.406;
DI Jan/21: -17 pontos base, 5.05%;
S&P 500: +0,00% aos 3.007 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Projetos no Congresso pressionam gasto público
– Focado em afrouxar regras, Congresso não define limite de gastos eleitorais de 2020
– Ação da PF irrita aliados e põe em xeque articulação do governo Bolsonaro
– ‘Gabinete da raiva’ perde espaço com alta na reprovação de Bolsonaro

O Estado de São Paulo
– ‘Gabinete do ódio’ está por trás de divisão da família Bolsonaro
– Supremo vai julgar Geddel e Lúcio no caso do bunker dos R$ 51 milhões no dia 24
– Após leniência, Andrade Gutierrez conquista 20 obras e volta a empregar
– Alcolumbre e Randolfe encerram aliança política de 12 anos

Valor Econômico
– Crédito rural a juros livres ganha cada vez mais competitividade
– Rede Dia encerra atividade de Minipreço e fecha lojas
– Shell vê preços do barril a caminho da normalidade
– EDP aumenta investimento em capital de risco no Brasil

O Globo
– Após rompimento, Witzel e Flávio Bolsonaro disputam o apoio de prefeitos para 2020
– Reforma pode prejudicar arrecadação de municípios, e prefeitos articulam mudanças
– Alcolumbre diz que Senado vai ao STF questionar operação contra líder do governo
– Congresso quer definir teto de gastos e doações para as eleições de 2020

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
[email protected]

Equipe Econômica

Lucas Stefanini
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Rafael Gad
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Julia Carrera Bludeni
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Victor Beyruti Guglielmi
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