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Mercados Hoje: economia chinesa cresce 6,1% em 2019

Introdução:

Internacional
• Mercados acionários caminham para fechar mais uma semana em tom positivo;
• Assinatura do acordo entre China e EUA, início de uma temporada de balanços positivos nos EUA e a divulgação de dados econômicos acima do esperado na China contribuíram para sustentar bolsas nos patamares atuais;
• PIB chinês cresce a um ritmo de 6,1% em 2019.

Brasil

• Mercado local pode se beneficiar após dados de atividade surpreenderem positivamente na China;
• Reforma administrativa começa em fevereiro, mas terá várias etapas;
• Bolsonaro continua trabalhando para reduzir preço do etanol, quer produtores vendendo diretamente ao posto;
• Governo publica nova tabela do frete rodoviários com aumentos de 11% a 15%.


CENÁRIO EXTERNO: ECONOMIA CHINESA CRESCE 6,1% EM 2019


Mercados… Índices de mercado asiáticos acumularam altas moderadas, encerrando mais uma semana em tom positivo. Na zona do euro, mercados iniciaram o dia com viés de alta, com o STOXX600, índice pan-europeu, subindo 0,9% até o momento. Em NY, futuros também operam no verde, esboçando mais uma abertura favorável para as bolsas de Wall Street, enquanto o dólar (DXY) se mantem estável contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos acompanham a tendência dos mercados. O petróleo (Brent crude) registra ligeiro avanço (+0,6%) e volta a ser negociado acima dos US$ 65,00/barril.

Impulso adicional… Mercados ensaiam dar sequência aos movimentos de alta que vem sendo verificados ao longo da semana na manhã desta 6ªF. A assinatura da 1ª fase do acordo comercial, a divulgação de uma série de dados econômicos robustos e um início promissor da temporada de resultados nos Estados Unidos são os principais responsáveis pela sustentação do bom humor dos investidores.

China estável… A economia chinesa cresceu a um ritmo de 6,0% a/a em dezembro, configurando um aumento do PIB de 6,1% no ano de 2019 – menor patamar em quase três décadas, mesmo que o resultado ainda tenha ficado dentro do raio estabelecido pelo governo (entre 6,0 e 6,5%). Apesar do claro movimento de desaceleração verificado ao longo do ano, os dados de atividade referentes a dezembro foram bem recebidos pelo mercado, uma vez que sua decomposição apontou para uma maior estabilização da 2ª maior economia do mundo entrando em 2020.

Os números… A produção industrial, o grande destaque do mês, registrou um avanço de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado (estimativas apontavam para um ganho de apenas 5,9% a/a). Este resultado veio acompanhado de um crescimento de 8,0% a/a das vendas no varejo (est. 7,8%), que também apontou para uma base de consumidores resiliente no período. Por fim, o crescimento do investimento em capital fixo também superou expectativas para 2019, registrando um aumento de 5,4% no acumulado do ano.

Estímulos em 2020… Com base nos números de 2019, acreditamos que o governo dará sequência à sua política de estímulos neste novo, uma vez que a manutenção da maior parte das tarifas impostas pelos EUA continua de pé e deverá seguir influenciado decisões de investimento no país asiático. Para 2020, os objetivos traçados por Pequim incluem dobrar os níveis do Produto Interno Bruto e da renda média em relação ao verificado no início da década, além de erradicar a pobreza extrema no país.

Na agenda… Em dia de agenda de indicadores morna, a atenção dos investidores se volta aos EUA. Lá saem a produção industrial de dezembro (11h15) e o índice de confiança do consumidor elaborado pela Universidade de Michigan (12h).


BRASIL: ADMINISTRATIVA ATÉ O FINAL DO ANO

Reforma administrativa até final do ano… O secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, revelou que o governo pretende enviar, em fevereiro, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ao Congresso, que aborda a primeira parte da reforma administrativa. O restante da reforma deve ser realizada durante o decorrer do ano por outras proposições legislativas. O secretário também revelou que o envio inicial não deve conter alterações contenciosas como uma redução salarial ou alterações à metodologia de avaliação dos concursados.

Envio fatiado e aprovação menos onerosa… O processo poderá ser parcelado desta forma, porque, diferente da reforma da Previdência, nem todos as mudanças propostas alteram determinações constitucionais. Este fato possibilita que muitas das alterações sejam feitas através de projetos de lei em vez de PECs, requerendo um grau de consenso menor para serem aprovadas no Legislativo.

Barateando o etanol… Na tentativa de conter a alta no preço do etanol – movimento que se dá em função do efeito substituição que a alta no preço do petróleo acabou causando -, Bolsonaro seguiu em frente com a opção de reestruturar a cadeia de distribuição do produto. Ao invés de optar pelo nexo usinas-distribuidoras-bombas, corta-se o intermediário, de tal forma que o produto é distribuído das usinas diretamente para as bombas. Naturalmente, a medida não agrada as grandes distribuidoras, que argumentam que medida dificultaria a fiscalização, causando uma piora na qualidade do produto e uma elevação na sonegação de impostos. Ao todo, a medida deve reduzir em vinte centavos por litro o preço da commodity.

Encarecendo o frete rodoviário… Agência Nacional de Transportes Terrestres publicou, ontem, a nova tabela do frete rodoviário. Preços para o serviço de transporte foram aumentados entre 11% e 15%, dependendo da carga sendo transportada. Entre os custos usados para calcular os valores estão a mão de obra dos caminhoneiros e a manutenção do caminhão. A tabela é reajustada a cada 6 messes para atualizar os valores. O serviço dos caminhoneiros se tornou um item de preço controlado durante o governo do presidente Michel Temer como resposta à greve dos caminhoneiros ocorrida em maio de 2018.

Agenda… Não existem indicadores relevantes a serem divulgados ao longo do dia.

E os mercados hoje? No exterior, bolsas ensaiam dar sequência ao movimento de alta verificado nos últimos dias, impulsionadas pelo apaziguamento das tensões comerciais sino-americanas, resultados corporativos nos EUA e dados de atividade econômica na China. No Brasil, o mercado segue apresentando dificuldade de acompanhar a dinâmica verificada no exterior, com fluxo negativo de investimento estrangeiro já ultrapassando os R$ 5 bilhões no ano. Apesar disso, a maior estabilidade da economia chinesa evidenciada por dados econômicos de dezembro pode dar fôlego extra ao Ibovespa no dia. Em função disso, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,25%, aos 116.704 pontos;
Real/Dólar: +0,30%, cotado a R$ 4,18;
DI Jan/21: -5,5 pontos base, 4.45%;
S&P 500: +0,84% aos 3.316 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Na chefia da Secom, Wajngarten esteve 67 vezes com clientes
– MEC recebe e não usa verba recuperada da Lava Jato
– Redução de subsídios fica para próximo presidente
– População não quer vandalismo, diz Doria sobre atos

O Estado de São Paulo
– Governo atende caminhoneiro e reajusta frete em até 15%
– Falha no site da Receita prejudica contribuintes
– Estados adiam mudanças na Previdência de militares
– Prefeitura de SP autoriza morador a podar árvore

Valor Econômico
– Projeto facilita acesso de pequena empresa à bolsa
– Ibre e Ipea veem aceleração com ‘volatilidade’
– Minerva decide fazer oferta de ações no Brasil
– ‘Estão esquecendo lições de guerra’

O Globo
– Rio precisa de R$ 1,4 bi para despoluir Guandu
– Fux pode suspender juiz de garantias sem fixar data
– Fenaj: Bolsonaro é autor de 58% dos ataques à imprensa
– Endividamento é recorde mesmo com o FGTS

Contatos

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Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Conrado Magalhães
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Alejandro Ortiz Cruceno
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