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Mercados Hoje: Divisor de águas

Introdução:

Internacional
• Mercados operam com viés positivo, repercutindo postura do Fed após última reunião de política monetária do ano;
• Trump se reúne com conselheiros para discutir tarifas do dia 15/12;
• Christine Lagarde preside a sua 1ª reunião de política monetária desde que assumiu o cargo de chefe do BCE em novembro;
• Produção industrial europeia e PPI americano são destaque da agenda econômica.

Brasil
• Na falta de surpresas no exterior, o mercado local deve se beneficiar da decisão do Copom na tarde de ontem;
• Standard & Poor’s altera status de perspectiva Brasileira de neutra para positiva;
• Marco legal do saneamento só será aprovado pelo Senado ano que vem;
• PSL se afasta do presidente da República;
• Pesquisa de serviços do IBGE pode confirmar alta em todos os setores de atividade da economia brasileira no mês de outubro.


CENÁRIO EXTERNO: DIVISOR DE ÁGUAS

Mercados… Bolsas asiáticas operaram mistas, sem grandes destaques na sessão. Na zona do euro, mercados iniciam com viés levemente positivo, e o índice pan-europeu, STOXX 600, registra alta de 0,1% até o momento. Em NY, futuros avançam de forma tímida, movimento acompanhado pelo dólar (DXY), que volta a se valorizar contra seus principais pares. Na frente das commodities ativos acompanham tendência dos mercados. O preço do petróleo (brent crude) cai 0,8%, voltando a se situar acima dos US$ 64,00/barril.

Juros mais baixos por mais tempo… Mercados acionários globais iniciam o dia em terreno levemente positivo, repercutindo em parte a mensagem do Fed, que mostrou estar confiante na economia americana e sinalizou a manutenção dos juros em patamares baixos por mais tempo. Enquanto isso, investidores aguardam ansiosamente a decisão dos EUA sobre as tarifas previstas para entrarem em vigor neste domingo (15/12).

Divisor de águas… O presidente americano, Donald Trump, se reúne hoje com seus conselheiros para decidir se suspende ou se confirma a imposição de novas tarifas sobre cerca de US$ 156 bilhões em produtos chineses. Segundo a Reuters, a reunião contará com a presença do representante comercial americano, Robert Lihghtizer, e do Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, além dos conselheiros Larry Kudlow (economia) e Peter Navarro (comércio). Até o momento, o otimismo com a suspensão destas tarifas tem sustentado as altas das bolsas, mas notícias conflitantes divulgadas recentemente sobre o tema promoveram um ar de cautela. Caso as tarifas sejam efetivadas, acreditamos que os mercados deverão sofrer algum tipo de correção mais acentuada, principalmente pela quebra de expectativas com a possibilidade da oficialização de algum tipo de acordo mais abrangente entre as duas maiores economias do mundo. De qualquer maneira, seguimos otimistas com a possibilidade de suspensão das novas sanções, o que deverá abrir espaço para a oficialização da 1ª etapa do acordo que vem sendo discutida desde meados de outubro.

Lagarde preside reunião do BCE pela 1ª vez… Na zona do euro, o mercado acompanha a primeira reunião de política monetária presidida pela nova chefe do BCE, Christine Lagarde. Em relação a taxa de juros, as apostas do mercado estão concentradas na manutenção da taxa de juros no seu patamar atual, de -0,5% a.a.. Em seguida, as atenções do mercado deverão se voltar à Lagarde, que discursa na sua primeira coletiva pós-reunião de política monetária desde que assumiu o cargo em novembro. Nesta oportunidade, o mercado buscará pistas sobre a forma com que a nova presidente irá reger a política monetária do bloco. Em relação a isto, acreditamos que Lagarde irá seguir na mesma linha de seu antecessor, Mario Draghi, elevando estímulos quando necessário e pressionando governo à auxiliarem o BC com políticas fiscais.

Dia de eleição… O dia de hoje marca mais um capítulo decisivo na trajetória do Brexit. As eleições gerais no Reino Unido deverão definir o futuro das relações do país com a UE nos próximos anos. Por um lado, se Boris Johnson e seu Partido Conservador saírem com a maioria das cadeiras do parlamento, o divórcio com o Reino Unido estará encaminhado, e já deve iniciar com as preparações no ano que vem. Por outro, caso o partido dos Trabalhadores liderados por Jeremy Corbyn obtenha êxito em evitar que os Conservadores alcancem seu objetivo, a indefinição em torno do tema deve voltar a predominar. No momento, o Partido de Johnson detém a vantagem nas pesquisas, mas leituras recentes têm mostrado uma redução da mesma, o que promete dar um ar de suspense às votações. Vamos acompanhar…

Argentina… O ministro da economia Argentina, Martín Guzman, saiu a comunicar que o novo governo peronista, composto pela chapa Fernández-Kirchner, dará prioridade para evitar um possível calote da dívida pública. De acordo com o estadista, uma série de medidas serão implementadas ao longo do tempo para reajustar uma série de desequilíbrio macroeconômicos. Expectativas, porém, foram freadas ao perceber que um dos primeiros passos seria a criação de um bônus para aposentados. Como a estabilização da dívida depende da geração de superavits primários, uma medida deste teor vai em contra a correção de tais desequilíbrios. Assim, as perspectivas para nossos vizinhos continuam preocupante.

Na agenda… Antes da decisão do BCE, o investidor europeu avalia a produção industrial de outubro, às 7h. Nos EUA, saem a inflação ao produtor de novembro e os pedidos de auxílio desemprego (ambos às 10h30).


BRASIL: S&P MELHORA PERSPECTIVA PARA O BRASIL

S&P melhora perspectiva para o Brasil… A agência de classificação de risco, Standard & Poor’s, alterou o status do Brasil de neutro para positivo. A agenda de reformas fiscais, a baixa taxa de juros e a previsão de crescimento da economia são os responsáveis pela melhora nas perspectivas de investimentos. A instituição também adiantou que o Brasil pode recuperar o cobiçado grau de investimento, que sinaliza para investidores que a dívida emitida pelo país tem baixo risco de default, nos próximos dois anos, caso a evolução fiscal continue.

Saneamento ficara para o ano que vem… Ontem, a Câmara do Deputados aprovou o novo marco legal do saneamento básico por placar de 276 a 124. O projeto visa alentar a participação de empresas privadas no setor e favorece a privatização da Sabesp (SP) e da Copasa (MG). Como alterações foram feitas pelos deputados, o projeto terá que retornar ao Senado em 2020 antes de ser aprovado definitivamente.

Separação Bolsonaro/PSL… A cisma entre os Bivaristas e os Bolsonaristas continua evoluindo. No início do mês, o presidente do partido, Luciano Bivar (PE), suspendeu 18 deputados leais a Bolsonaro, além de depor Eduardo Bolsonaro (SP) da liderança do partido na Câmara dos Deputados. Porém, ontem à tarde, o juiz Giordano Rezende Costa concedeu liminar que sustou os efeitos da suspenção. Agora, a liderança, recém-adquirida pela Joice Hasselmann (SP), está em perigo, logo que os deputados anteriormente suspensos podem assinar lista em prol da liderança de outro deputado. Como a formação do novo partido do presidente (Aliança pelo Brasil) progredi bem, é possível que os deputados bolsonaristas optem por não desafiar a liderança da Hasselmann.

Liberal sem ser nacionalista… A nova líder do PSL abordou o posicionamento ideológico do partido na era pós-Bolsonaro explicando que a sigla “…é liberal e não nacionalista”. Luciano Bivar prometeu que o partido continuará apoiando as reformas, apesar de não integrar a base congressistas do governo. Com a entrada de Bolsonaro, o PSL, que era uma sigla de pouca relevância, elegendo 1 deputado em 2014, se tornou a segunda maior bancada da Câmara.

Futuro incerto… A missão dos bivaristas é utilizar o tempo de televisão e os recursos do fundo eleitoral para se manterem relevantes. Não será fácil reverter o alto grau de rejeição entre o seu próprio eleitorado, resultante da decisão de contrariar as vontades do presidente da República. A tendência é que o partido perca a maioria dos seus assentos na Câmara em 2022.

Na agenda… Como grade destaque da agenda econômica desta 5ªF, o IBGE divulga a sua pesquisa do setor de serviços. A expectativa é que o volume do setor registre uma alta de 0,2% no mês de outubro, confirmando a entrada da economia brasileira no 4T19 com altas em todos os setores de atividade.

E os mercados hoje? Lá fora, o mercado reage positivamente à postura adotada pelo Fed após a sua última reunião de política monetária do ano, com investidores a espera da decisão de Donald Trump no tocante à imposição ou suspensão das tarifas previstas para domingo. Aqui, na falta de surpresas no exterior, o mercado deverá se beneficiar da decisão de um novo corte na Selic pelo Copom, que deixou as portas abertas para mais reduções, a depender dos próximos indicadores econômicos. Em função disto, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,20%, aos 110.891 pontos;
Real/Dólar: -0,67%, cotado a R$ 4,11;
DI Jan/21: -1 pontos base, 4.61%;
S&P 500: +0,29% aos 3.141 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Decisão do Supremo sobre 2ª instancia piorou percepção sobre corrupção, diz Moro
– Bolsonaro prevê regularizar terras e gera temor de grilagem
– Sítio representa 1% do valor investigado no caso de Lulinha
– Governo suspende nomeação na Fundação Palmares

O Estado de São Paulo
– Líderes do Centrão articulam votações de projetos que blindam classe política
– Aeroportos de São Paulo funcionam sem alvará de segurança dos bombeiros
– Corpos são encontrados em área onde avião chileno desapareceu
– Câmara aprova MP que transfere o Coaf para o BC e texto vai para o Senado

Valor Econômico
– Governo tenta conter mudanças na ‘MP verde-amarela’
– Bolsonaro faz ‘convite’ a novo presidente argentino para visitar o país
– Para cientista político, “só crescimento com inclusão salva a democracia”
– Petrobras sai da distribuição em IPO da Gaspetro

O Globo
– Governo suspende nomeações de novos presidentes do Iphan e da Fundação Palmares
– Bolsonaro revela exames para investigar câncer de pele. Planalto nega indicativo de doença
– Prefeitura do Rio anuncia liberação de R$ 268,4 milhões para a Secretaria de Saúde
– Saneamento: Câmara aprova texto-base de projeto que destrava investimentos do setor privado

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Equipe Econômica

Conrado Magalhães
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