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Mercados Hoje: Dia de decisão (aqui e lá)

Introdução:

Internacional
• Mercados globais iniciam o dia estáveis;
• Investidores ficam na espera da divulgação da decisão de política monetária nos Estados Unidos (15h);
• Nova pressão altista sobre as taxas de curtíssimo prazo nos EUA levou BC americano a intervir com operações emergenciais de recompra de títulos para fornecer liquidez ao mercado;
• Saem os números de novas construções residenciais de agosto (9h30) e o estoque semanal de petróleo bruto (11h30) nos EUA;
• Uma nova série de indicadores de crescimento voltou a apontar a fraqueza da economia europeia.

Brasil
• Mercado local fica condicionado a decisão do Fed nos EUA;
• Preço do petróleo testa independência de estatais;
• Senado rejeita aumento ao Fundo Eleitoral;
• Marco legal do saneamento deve ser sancionado antes do fim do ano;
• Copom anuncia decisão de política monetária (18h).


CENÁRIO EXTERNO: DIA DE DECISÃO

Mercados… Mercados asiáticos operaram mistas, sem grandes oscilações. Na Europa, índices de mercado iniciaram o dia próximos à estabilidade, com o índice pan-europeu, STOXX 600, andando de lado. Em NY, índices futuros apresentam mesmo movimento verificado nas bolsas da Ásia e da Europa, e o dólar (DXY) registra leve avanço contra seus principais pares do G7. No tocante às commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo. O petróleo (Brent crude) segue devolvendo um pouco da alta desta 2ªF (-0,5%), negociado próximo dos US$ 64,00/barril.

Dia de decisão… Os mercados internacionais operam estáveis, sem grandes destaques, na espera da divulgação da decisão de política monetária (15h) que ocorre após o término da reunião do FOMC nos Estados Unidos. O mercado aposta em mais um corte de 25 pontos base (0,25 p.p) na taxa de juros americana, além da sinalização de que o BC americano está disposto a adotar medidas de estímulo adicionais caso seja necessário. Por conta das recentes injeções de liquidez que o Fed tem executado, já até existem expectativas até em torno do possível anuncio de uma espécie de “QE Lite”. De qualquer maneira, seguindo o anúncio da decisão, o mercado estará atento a sinalizações sobre os próximos passos do Fed no tocante à política monetária do país, além de buscar novas informações sobre o problema de liquidez vivido no mercado nos últimos dias, durante a coletiva de imprensa pós-reunião com participação de Jerome Powell.

Pressão contínua… Desde o início da semana, uma forte pressão altista sobre as taxas de curtíssimo prazo nos EUA levou BC americano a intervir com operações emergenciais de recompra de títulos para fornecer liquidez ao mercado. Além da atuação de ontem, quando injetou cerca de US$ 53bi no mercado, o FED/NY já tem programado uma injeção de US$ 75bi para hoje. A medida tem como principal objetivo manter a taxa dos Fed Funds dentro dos limites estabelecidos pelo FOMC, entre 2,00% e 2,25% – segundo relatos do WSJ, houve negociações a níveis próximos de 10%. A última vez que o Fed teve de executar uma operação desse tipo foi em 2008, desde então, não houve a necessidade por conta da grande injeção de liquidez que o BC americano promoveu através do QE. Agora, os eventos recentes de falta de liquidez no sistema bancário americano podem ser reflexo do grande aumento a dívida americana, pois para financiá-la também foi necessário a emissão de títulos, o que vem drena a liquidez, desde que o Federal Reserve já não atua mais com compra de ativos (QE).

Na agenda… Além do anúncio da taxa de juros, saem o número de novas construções residenciais de agosto (9h30) e o estoque semanal de petróleo bruto (11h30) nos EUA. Mais cedo, na Zona do Euro, uma nova série de indicadores de crescimento voltou a apontar a fraqueza da economia do bloco.


BRASIL: DIA DE DECISÃO

Dia de Copom… O mercado acompanha o encerramento de mais uma reunião do Copom, que divulgará a decisão de política monetária do Banco Central, às 18h. Devido à falta de sinais de uma recuperação mais robusta da atividade econômica do país, combinada à ausência de pressões inflacionárias já perdura por um bom tempo, as apostas do mercado seguem firmes em um novo corte de 50 pontos base (0,5 p.p.) da taxa Selica, assim como na sinalização de que o ciclo de corte se estenderá até o final do ano.

Oscilação no petróleo testa independência da Petrobras… Os ataques à estação de processamento da Saudi Aramco devem testar o compromisso com a independência das estatais no governo Bolsonaro. A valorização repentina do petróleo registrada na segunda-feira, que levou a alta de quase 20% por um breve momento, vai testar a determinação do governo em não aderir a práticas de governos anteriores, que não precificavam a comodite de acordo com seu valor no mercado internacional, para controlar a inflação, ao detrimento da saúde financeira da Petrobras.

Resposta do governo… O presidente Jair Bolsonaro já adiantou que a estatal não pretende alterar o preço do barril no memento, citando a pontualidade e transitoriedade do ataque. De fato, os Sauditas devem retomar a produtividade completa da planta em duas ou três semanas, mas o evento deve ter reflexo na cadeia produtiva, mesmo que só momentaneamente. Caso o governo deicida ignorar essa oscilação, Bolsonaro demonstrará que, da mesma forma que antigos governos, está disposto a prejudicar estatais para controlar indicadores macroeconômicos, ou agradar grupos específicos como os caminhoneiros.

Senado retira alterações do projeto do Fundo Eleitoral… A versão da proposta aprovada pela Câmara vinha sendo amplamente criticada por propor aumento de R$ 1 bilhão dos fundos direcionado as campanhas políticas das eleições de 2020. O valor deve acabar ficando igual o de 2018, 1,7 bilhões, mas isso foi determinado através de um acordo informal, o valor não foi explicitado no projeto. O número só será definido no orçamento de 2020. Além disso, foram retirados uma serie de pontos controversos que facilitariam e diminuiriam a punição por caixa 2, além de outros absurdos como a possiblidade que o dinheiro seja usado para contratar advogados para políticos acusados de corrupção.

Marco Legal do Saneamento deve ser aprovado antes do fim do ano… O projeto que traz novas regras para o setor do saneamento no Brasil, incluindo mais concorrência através de licitações, deve ser aprovada antes do fim do ano. Atualmente, o projeto se encontra na comissão especial da Câmara. O cronograma previsto pelo relator do projeto, Geninho Zuliani (DEM- SP), estima que a Câmara aprovará o projeto em outubro e o Senado em novembro.

Na agenda… Antes do Copom, agenda conta com a divulgação das parciais do IPC-Fipe (5h), do IGP-M (8h) e do fluxo cambial semanal (14h30).

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas operam próximas a estabilidade, com investidores na espera da divulgação da decisão de política monetária pelo Fed. No Brasil, além do dia cheio no exterior, o mercado doméstico ajusta expectativas em torno da decisão do Copom, que ocorre após o fechamento. Por isso, esperamos mais um dia de viés positivo no mercado acionário local, que terá desempenho condicionado à decisão do Fed nos EUA vir ou não em linha com as expectativas do mercado.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,00%, aos 103.680 pontos;
Real/Dólar: -0,09%, cotado a R$ 4,07;
Dólar Index: -0,35%, cotado a 98.261;
DI Jan/21: -6 pontos base, 5.21%;
S&P 500: +0,26% aos 3.005 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Em meio a cortes, Orçamento destina R$ 4,7 bi de vantagens para militares
– Após recuo do Senado, Câmara avalia sob pressão projeto que afrouxa regras eleitorais
– Aras sinaliza que quer dar mais poder às câmaras temáticas
– Anistia a Maduro une núcleos militar e olavista de Bolsonaro

O Estado de São Paulo
– Para compensar desoneração da folha, governo pode desistir de alívio no IR
– Netanyahu e Gantz estão empatados na reta final da apuração dos votos
– Há ‘risco pequeno’ de Bolsonaro não ir à ONU, dizem assessores
– Há risco ‘muito real’ de um Brexit sem acordo, advertem líderes da União Europeia

Valor Econômico
– Desindexação do salário mínimo encontra resistência
– Everardo vê risco de ‘tempestade perfeita da sonegação’ com IVA
– Autonomia da Petrobras nos preços volta a ser testada
– Senado desfaz proposta de afrouxar regras eleitorais

O Globo
– Centrão tenta retomar na Câmara pontos polêmicos do projeto sobre partidos retirados pelo Senado
– Flávio Bolsonaro determina que PSL abandone o governo Witzel, mas desembarque é tímido
– Toffoli destrava início de debate sobre nova reforma trabalhista
– CPIs viram dor de cabeça para o Planalto

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Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

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Victor Beyruti Guglielmi
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