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Mercados Hoje: Deu Match!

Introdução: A temporada de balanços ganha corpo, e é destaque, aqui e no exterior. Nos EUA, além dos balanços das empresas do setor Tech (Amazon forte; Twitter fraco), investidores digerem o bom número do PIB do 2º trimestre: acelerou de 2,2% para 4,1% (t/t, anualizado). Coloca alguma pressão sobre o Fed, às vésperas de semana com reunião de política monetária. O dólar opera misto frente a emergentes; e as bolsas da Europa sobem nesta manhã. Ontem, reunião do BC europeu manteve os juros estáveis, em linha com o esperado. A China volta a mostrar fragilidades. No Brasil, o “centrão” oficializou o seu apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) – deu match! -, mas o vice ainda não está escolhido, após Josué Gomes (PR) ter rejeitado o convite. No front micro, um noticiário mais intenso: Usiminas reportou números fracos (saiu agora pela manhã). Pós-mercado, sairá hoje Hypera, entre as empresas do Ibovespa. Ontem, entre as divulgações, pós-fechamento, tivemos: Lojas Renner, com bons números; e Ecorodovias, Localiza e Hering, por outro lado, que sofreram com as paralizações dos caminhoneiros. Do lado macro, para hoje: operações de crédito e resultado primário do governo central.


CENÁRIO EXTERNO: AÇÕES TECH NO RADAR.

O “básico” sobre os mercados… Apesar de mais um dia negativo – e de fragilidades – na bolsa da China (-0,30%), investidores mantém o tom mais positivo na Europa. Nos EUA, S&P futuro opera estável, sem direção clara; e Nasdaq sobe, influenciado por ações da Amazon. Pré-divulgação do PIB, o dólar operava misto frente aos emergentes; e os juros das Treasuries de 10 anos estáveis, ao redor de 2,97%. As commodities estão mais fracas (ouro, prata e cobre no vermelho). O petróleo (brent) oscila na casa dos US$74/barril.

Um olhar de Mario Draghi… A reunião de política monetária do BC europeu (ECB) terminou com a manutenção das taxas de juros, e a sinalização de que a partir do “verão de 2019” estas podem começar a subir. As compras de ativos mensais, hoje em 30 bi de euros, devem recuar para 15 bi a partir do final de setembro. E não continuarão a partir de 2019. Draghi, o presidente do ECB, enfatizou o bom crescimento da região, e mantém boas avaliações. Em nosso BLOG, fizemos uma nota sobre os principais pontos: “O olhar de Mario Draghi, e o que isso significa”.

Balanços nos EUA, ações Tech, e as reações… Hoje, entre as empresas do índice S&P 500, teremos 18 divulgações, aponta a Bloomberg. Uma delas, o Twitter, chama a atenção, e mantém o radar sobre o setor Tech. Após divulgar balanço hoje, recua 15% no pre-market (chegou a cair mais!). Afinal, reportou um número de usuários/mês abaixo do esperado, e já sinalizou que estes podem cair ainda mais no 3º trimestre. Do lado positivo, a Amazon. O Financial Times destaca que resultados contrastantes do setor neste 2º tri – fazendo referência às ações “FAANG” (grupo composto por Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) — servem como um recado: estas operam em mercados/nichos diferentes.

Sobre o PIB americano… O mercado estava à espera da nova leitura do PIB dos EUA, referente ao 2º trimestre. A economia acelerou de 2,2% para 4,1% (t/t, anualizado). Foi o melhor ritmo desde 2014, e um fato que deve ser usado pelo próprio Trump, a seu favor. O número do 1º tri foi revisado para cima (era 2,0%), e o consenso do mercado para o 2º tri, segundo a Bloomberg , era ligeiramente maior (4,3%). O consumo das famílias passou de 0,5% para 4,0%, uma melhora expressiva.

Na agenda de hoje… Nos EUA, no front macro, destaque para uma nova leitura do PIB do 2º trimestre (9h30). Espera-se que o crescimento tenha acelerado, de 2,0% para 4,3%, segundo consenso da Bloomberg (t/t, anualizado). Além disso, às 11h, sai o índice de confiança do consumidor sobre julho. Espera-se estabilidade em nível ainda bastante alto (97,1 pontos).


BRASIL: ALCKMIN SEGUE À PROCURA DE UM VICE, MAS CONFIRMA O “CENTRÃO”.

Não deu “match” para todos… O chamado “centrão” – grupo composto por DEM, PR, PP, PRB e Solidariedade — apoiará o pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB). Está confirmado. Mas a procura por um vice, para compor uma chapa com o tucano, continua. Afinal, o empresário Josué Alencar (PR) – o único nome consensual entre os partidos deste grupo — mandou uma carta formalizando a sua recusa. Foi uma derrota para Alckmin, que via nele um empresário de sucesso, forte em Minas (uma volta à política “café com leite”) e alguém que traz um “gostinho” de ex-aliado do PT (afinal, o seu pai foi o vice do Lula). Vale notar (algo óbvio e previsível): Rodrigo Maia (DEM) desistiu de sua candidatura ao Planalto; tentará a reeleição como deputado federal para se reeleger presidente da Câmara em 2019.

Agora é que são eles… Formalizado o apoio do “centrão”, alianças e movimentações se voltam aos partidos menores. O PSB ainda é uma sigla de peso, que até há pouco era vista por nós como alguém essencial para manter Ciro Gomes (PDT) entre os mais competitivos. Aliás, o PSB tem a sua convenção marcada para o dia 5 de agosto, e pode optar mesmo por apoiar o PDT, e levar o PC do B junto, segundo o Painel da Folha. Outros destaques: Marina (Rede) conversou ontem com o presidente do PV, mas a tendência é que este último não apoie formalmente ninguém; e Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) devem manter vivas as suas candidaturas.

Confiança da indústria… Segundo dados da FGV, esta ficou estável em julho, em 100,1 pontos (série com ajuste sazonal). Na comparação com julho de 2017, a confiança está 9,3% acima. O nível de utilização da capacidade instalada recuou na comparação mensal, de 76,2% em junho para 75,7% em julho. A média desde o início da série histórica é de 80,3%.

Agenda de hoje… No front macro, 2 números sobre junho: (1) dados das operações de crédito (10h30); e (2) resultado primário do governo central (14h30). Para este último, espera-se um déficit de R$13,3 bi, após déficit de R$11 bi em maio. Além disso, a Aneel definirá a bandeira tarifária da energia elétrica de agosto. No front micro, Usiminas reportou números fracos (saiu agora pela manhã). Pós-mercado, sairá hoje Hypera, entre as empresas do Ibovespa. Ontem, entre as divulgações, pós-fechamento, temos: Lojas Renner, com bons números; e Ecorodovias, Localiza e Hering, por outro lado, que sofreram com as paralizações. Mais informações no Guide Empresas de hoje. No front político: Temer segue na África do Sul, na Cúpula dos BRICS. É o último dia de encontros. Chega ainda hoje em Brasília (20h50).

E os mercados hoje? A percepção de risco país, medida pelo CDS de 5 anos, opera estável, ao redor de 214 pontos base. As atenções estão voltadas à temporada de resultados, aqui e no exterior. Até aqui, o viés é positivo, reagindo ao quadro ligeiramente mais favorável no exterior (bolsa em alta, e queda em dólar e DIs).

Ignacio Crespo – Economista

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,01%, aos 79.409 pontos;
Real/Dólar: +1,52%, cotado a R$3,747;
Dólar Index: +0,59%, 94,785;
DI Jan/21: +00 pontos base, 8,940%;
S&P 500: -0,30% aos 2.837 pontos.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg. *valores referentes à sessão do dia 31/05.


EMPRESAS:

Usiminas: Números do 2º tri
Impacto: Marginalmente negativo.

Luis Gustavo Pereira – Estrategista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Facebook regisra perda recorde na Bolsa de NY
– Programa do PT vai propor limite à atuação do Supremo
– Alvo de ação da PF, economista Roberto Giannetti deixa a campanha de Doria
– Centrão oficializa apoio a Alckmin; Josué não será vice

O Estado de São Paulo
– Facebook perde US$ 119 bi, maior queda de Wall Street
– “Viagens forçadas” já consumiram R$ 250 mil
– Pressionada, Dersa move ação contra ex-diretor
– EUA falham e ilegais ficam longe dos filhos

O Globo
– Ações do Facebook têm queda histórica
– Cercado por investigados, Alckmin formaliza aliança com o centrão
– Dois suspeitos do caso Marielle identificados
– Justiça cassa direitos políticos de Garotinho por oito anos

Valor Econômico
– Apoio do BNDES à indústria tem menor nível em 23 anos
– Mudança na Lei de Dados gera embate
– Com figuras, Juncker explica tudo a Trump
– “Apagão das canetas” trava infraestrutura

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Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Ignácio Crespo Rey
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Ignacio Crespo Ignacio Crespo

Economista

Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE) e em Finanças pela Barcelona Graduate School of Economics (BGSE). Graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Entre 2013 e 2018, atuou como economista da Guide Investimentos, cobrindo o mercado doméstico e os internacionais, e sendo um dos responsáveis do asset allocation dos clientes. Desde 2018, atua como consultor Guide Investimentos, cobrindo principais eventos do cenário internacional e escrevendo artigos semanais para o blog.

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