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Introdução:

Internacional
• Mercados globais ensaiam movimentos mistos no último dia útil do ano;
• Perspectivas positivas em torno da disputa comercial e postura acomodatícia dos principais BC’s deve continuar dando fôlego aos mercados;
• Otimismo em torno da disputa comercial pode ser exagerado.

Brasil
• Meirelles, ex-presidente do BC, dá sua estimativa sobre o crescimento da economia brasileira;
• Datafolha mensura popularidade do STF em pesquisa inédita;
• STF é mais popular que o Congresso e empata com o Executivo.


CENÁRIO EXTERNO: DE OLHO EM 2020

Mercados… Bolsas asiáticas encerraram as negociações no último dia útil do ano sem direção única. Enquanto as bolsas de Shanghai e Hong Kong apreciaram valorizações, a Nikkei, bolsa japonesa, desvalorizou-se. No continente europeu, o STOXX600 acumula, até o momento, perdas de 0,30%, enquanto os índices futuros esboçam uma abertura favorável para as bolsas em NY. Com o DXY em leve queda, o dólar continua perdendo força contra seus principais pares, ao mesmo tempo em que as commodities andam de lado e o petróleo do tipo Brent Crude se valoriza 0,66%, negociado acima dos US$ 68 por barril.

De olho em 2020… O comportamento com leve tendência baixista em algumas das bolsas ao redor do mundo está repercutindo o processo de realização de lucros enquanto investidores de preparam para mais um ano à frente. Não obstante, os temas que predominaram no noticiário internacional ao longo de boa parte deste ano devem continuar sendo os vetores que deram sentido e magnitude às decisões de investimento no fechamento desta década. A dizer: perspectivas otimistas em torno do firmamento efetivo da trégua parcial entre China e EUA; uma continuidade na postura acomodatícia, guiada pelo forward guidance, dos principais bancos centrais ao redor do mundo; e, por último, o início do fim do brexit, que deve ser marcado por intensas conversas no que tange às relações comerciais entre o Reino Unido e a União Europeia.

Otimismo ilusório (?)… O acordo esboçado pelas duas maiores economias do mundo, por mais bem-vindo que seja, não deve prevenir o surgimento de ares de incerteza sobre as decisões de investimento. Isto por que o dano já foi feito continua afetando, de forma defasada, as relações econômicas. Além disto, com nenhum candidato democrata que possa realisticamente fazer uma afronta ao chefe de estado Republicano, a reeleição de Trump, e, por tabela, a manutenção de seu protecionismo, é quase que certeiro. O driver fundamental da disputa comercial, isto é, a acirrada corrida por poder político e tecnológico no mundo de hoje, está longe de ser extinto. Assim, com a existência desta corrida, as continuidades nos embates geopolíticos continuam como o mais provável no horizonte relevante para as decisões dos participantes de mercado.

Agenda… Logo na segunda-feira, investidores irão avaliar dados de atividade na China (PMI de serviços e compostos), enquanto digerem a sondagem industrial, produzido pelo Fed de Dallas. Na terça-feira, o investidor analisa a força do consumo americano com a confiança do consumidor, enquanto, na quinta-feira, após o réveillon, a leitura final de dezembro para os índices PMI da zona do euro e dos EUA determinam de que forma performaram as duas regiões no último mês de 2019. Na sexta-feira, O CPI da Alemanha e o ISM industrial nos EUA, assim como a Ata do FOMC, tomam conta do radar dos investidores.


BRASIL: REJEIÇÃO

Meirelles acredita que gafes do governo custarão 0,5% do PIB… Henrique Meirelles, atual Secretário da Fazenda de São Paulo e ex-presidenciável pelo MDB, acredita que o Brasil tem potencial para crescer 3% em 2020. Porém, o antigo presidente do Banco Central frisa que essa taxa crescimento só será alcançada caso o governo e seus anexos (filhos do presidente) evitem declarações controvérsias. Como Meirelles prevê que o governo não conseguirá “ficar calado”, o banqueiro acredita que o crescimento da economia brasileira se limitará a uma taxa entre 2% a 2.5%.

Datafolha realiza pesquisa inédita sobre atuação do STF… Em vista do protagonismo tido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o instituo Datafolha realizou pesquisa inaugural que mensura a atuação dos 11 ministros. O resultado confirmou a postura antagônica da população brasileira ante o Tribunal. 39% dos entrevistados enxergam o STF como ruim ou péssimo. Outros 38% enxergam a atuação dos ministros como regular e somente 19% entendem que o trabalho feito pelo Tribunal é bom ou ótimo. O número de entrevistados que não sabiam opinar, que só registrou 4% na pesquisa reflete a atenção angariada pelo STF nas mídias tradicionais e nas redes sócias em 2019.

Popularidade se assemelha a do presidente mais supera a do Congresso… Os resultados demonstram que apesar da alta taxa de rejeição, o STF continua mais popular que o Congresso, que tem a sua atuação rejeitada (ruim/péssimo) por 45% dos Brasileiros. Em comparação entre STF e o Executivo, Bolsonaro registra rejeição numericamente inferior (36%), porém ainda dentro da margem de erro (+2/-2) da pesquisa realizado pelo instituto Datafolha. Caso o STF venha a dispensar mais determinações que favoreçam políticos da direita que estão não mira da Lava Jato, é bem provável que a sua reprovação se assemelhe ou supere a alta taxa registrada pelo Legislativo Federal.

Agenda…Além da nota à imprensa sobre política fiscal publicada pelo BCB hoje, o investidor avalia, ao longo da semana, o IPC-S e o PMI industrial na quinta-feira.

E os mercados hoje?  Mesmo com um reduzido nível de liquidez por parte das instituições financeiras, bolsas internacionais continuam impulsionados por perspectivas positivas em torno dos pontos de tensão na geopolítica. Uma expectativa da retomada de crescimento, face um cenário externo mais benigno, também eleva o humor dos mercados. Um processo de realização de lucros no último dia útil do ano, porém, pode prevenir altas mais intensas dos índices acionários ao redor do globo. O Brasil, como de costume, deve, na ausência de driver locais, surfar a onda favorável do exterior. Desta forma, esperamos mais um dia viés neutro/positivo para o mercado acionário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,57%, aos 116.496 pontos;
Real/Dólar: -0,28%, cotado a R$ 4,05;
DI Jan/21: 0 pontos base, 4.58%;
S&P 500: +0,00% aos 3.240 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Maioria quer mais investimento social contra a violência
– Indiferença de esquecidos pelo sistema ajuda Trump
– Lei contra abuso de autoridade é alvo de ações
– Questionado e popular, Moro vive pressão inédita

O Estado de São Paulo
– Vale-refeição de juízes supera salário mínimo em 24 Estados
– Congresso altera quase 30% dos vetos de Bolsonaro
– Universidades barram extinção de 4,2 mil vagas
– EUA bombardeiam grupo xiita pró-Irã

Valor Econômico
– Efeito China valoriza ações do agronegócio em 86%
– Receita cresce mais nos municípios
– Parabólicas e 5G em uma só frequência
– Novas petroleiras estreiam no paí

O Globo
– Trabalho intermitente cresce 70% em um ano
– Crise faz ensino médio privado perder alunos
– PSL é líder em processos no Conselho de Ética
– Entre 12 capitais, Rio tem a maior queda de receita

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

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Alejandro Ortiz Cruceno
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Victor Beyruti Guglielmi
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