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Mercados Hoje: Cúpula dos Brics se reúne em Brasília

Introdução:

Internacional
• Mercados globais iniciam o dia com viés negativo;
• Manutenção das incertezas e dos pontos de tensão que têm regido os mercados desde o início da semana voltaram a exercer pressão adicional sobre ativos de risco;
• Novo impasse entre China e Estados Unidos tem como ponto central a questão de retirada – ou não retirada – de tarifas de importação já em vigor desde setembro;
• Produção industrial europeia e inflação ao consumidor nos EUA são destaque da agenda de indicadores no dia.

Brasil
• Bolsa local é contaminada por situação caótica no Chile e tem perdas intensificadas por situação política local;
• Cúpula dos países Brics reúne as maiores economias em desenvolvimento em Brasília;
• O evento encerra os trabalhos do Congresso pela Semana;
• Novo partido do Bolsonaro já tem nome: Aliança pelo Brasil;
• O IBGE divulga a PMC de setembro;
• Cogna, Cemig, Qualicorp e Positivo estão entre as empresas que divulgam seus resultados para o 3T19.


CENÁRIO EXTERNO: PONTOS DE TENSÃO

Mercados… Índices de mercado asiáticos registraram variações predominantemente negativas, movimento liderado pelo Hang Seng (Hong Kong), que recuou -1,8% em função das manifestações vividas na região. Na zona do euro, bolsas abriram com a mesma tendência baixista verificada na Ásia, e o índice pan-europeu, STOXX 600, recua 0,6% até o momento. Nos EUA, índices futuros operam no vermelho, ensaiando uma abertura fraca em NY, enquanto o dólar (DXY) segue recuperando fôlego contra seus principais pares. Em relação às commodities, ativos acompanham viés dos mercados. O preço do petróleo (Brent crude) cai 1,2%, negociado abaixo dos US$ 61,50/barril.

Pontos de tensão… A manutenção das incertezas e dos pontos de tensão que tem regido os mercados desde o início da semana voltaram a exercer pressão adicional sobre ativos de risco nesta 4ªF. Na Ásia, a escalada da violência verificada nos protestos de Hong Kong está levando o governo a cogitar o fechamento das escolas públicas, e voltou a ter um forte reflexo negativo nos mercados da região. Enquanto isso, após o discurso de Trump na tarde de ontem não revelar muito, investidores passam a mostrar uma maior cautela em torno da oficialização da 1ª fase do acordo comercial com a China. Por fim, a situação caótica vivida em países emergentes, com destaque para o Chile e para a Bolívia contribui para o sentimento de maior aversão ao risco, contaminando principalmente bolsas de países da América do Sul.

Impasse tarifário… Segundo fontes do WSJ, o mais recente impasse vivido entre China e Estados Unidos tem como ponto central a questão de retirada – ou não retirada – de tarifas de importação já em vigor após a oficialização da 1ª fase do acordo comercial. De um lado, a China pede a eliminação das tarifas impostas em setembro pelos EUA, que atingem US$ 111 bilhões em importações de bens de consumo advindas do país asiático, em troca das diversas concessões presentes no novo entendimento. Estas envolvem a compra de produtos agrícolas americanos, a facilitação a operação de empresas americanas em solo chinês e ainda toca no tema de proteção à propriedade intelectual destas mesmas companhias. Na ponta oposta, o governo americano já havia oferecido a suspensão das tarifas previstas para passarem a valer no dia 15 de dezembro, mas parece querer mais da China para acatar a mais nova exigência por entender que as tarifas de setembro têm um peso maior e podem ser usadas para influenciar as negociações a favor dos EUA posteriormente. Em função disso, as negociações parecem estar travadas, e devem seguir gerando volatilidade adicional até que estes pontos sejam resolvidos.

Na agenda… A produção industrial de setembro na zona do euro (7h) e ao índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) de outubro (10h30) são os destaques na agenda da manhã desta 4ªF. Ao longo do dia, investidores ainda acompanharão os discursos de Jerome Powell (13h), presidente do Federal Reserve, e de Neel Kashkari, diretor do Fed de NY. Por fim, a partir das 23h, uma bateria de indicadores econômicos será divulgada pelo NBS (Escritório Nacional de Estatísticas da China), trazendo novas informações sobre o quadro atual da economia chinesa.

 


BRASIL: CÚPULA DOS BRICS SE REÚNE EM BRASÍLIA

Brics… Os chefes de estado da Rússia, Índia, China e África do Sul chegaram em Brasília ontem à noite para a cúpula das maiores economias ainda em desenvolvimento. Hoje (13), Bolsonaro se reúne com o presidente da China, Xi Jinping, e com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Um dos assuntos que deve ser pautado é a crise da Bolívia.

Aliança pelo Brasil… Será este o nome do novo partido do presidente. Agora, surge a seguinte pergunta: Quanto tempo levará Bolsonaro para erguer a nova sigla? O partido Novo, fundando em fevereiro de 2011, demorou mais de 4 anos e ½ para sair do papel. O PSD, que foi criado pelo Gilberto Kassab, foi erguido em pouco mais que 6 messes. Será que o presidente consegue superar esta marca?

Brasília parada… A cúpula encerra as atividades do Congresso e do Supremo Tribunal Federal pela semana. Fora a promulgação da Nova Previdência, praticamente nada foi feito nos dois dias que antecederam a reunião. Ontem, a proposta de emenda à Constituição (PEC) paralela, que permite a aderência dos estados e munícipios à Nova Previdência, não foi votada devido à falta de quórum. Ainda restam os destaques do primeiro turno e o segundo turno inteiro para que o Senado finalize a sua análise da proposta.

Segunda Instância… Nada concreto foi conquistado ainda. Como era de se esperar, a oposição se mobilizou para impedir o progresso das PECs que tentam reverter a determinação do STF. Os presidentes das duas casas do Legislativo, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), também trabalham para manter o entendimento atual. Coincidentemente, os dois foram acusados de corrupção ainda este ano. Pretextos de todos os tipos foram usados pela dupla em tentativa de dissuadir os parlamentares e a sociedade sobre o progresso das PECs. Ontem, Alcolumbre defendeu a tese que a alteração só seria possível se uma nova Constituição fosse escrita.

Na agenda… Às 9h, o IBGE divulga as vendas no varejo de setembro, que devem voltar a avançar de forma mais acentuada (0,7%) após crescimento de 0,1% no mês de agosto. No conceito ampliado, que inclui o setor automotivo e materiais de construção, o crescimento no mês deve ser de 1,20% no período, igualando o maior resultado para o dado desde o mês de março. Na agenda corporativa, Cogna, Cemig, Qualicorp e Positivo estão entre as empresas que divulgam seus resultados para o 3T19.

E os mercados hoje? No exterior, bolsas voltam a operar com viés mais negativo, reagindo a manutenção da incerteza e à intensificação de diversos pontos de tensão ao redor do mundo. Aqui, o mercado deve seguir sendo prejudicado pela situação caótica vivida em diversos países na América do Sul. A intensificação dos protestos no Chile tem contaminado o mercado brasileiro na sessão de ontem, que ontem teve perdas intensificadas pela situação política (STF, Bolsonaro x PSL, PEC Paralela) vivida no país. Em função disso, esperamos mais um dia de viés negativo para o mercado acionário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,51%, aos 106.726 pontos;
Real/Dólar: +0,38%, cotado a R$ 4,16;
DI Jan/21: +5 pontos base, 4.57%;
S&P 500: +0,16% aos 3.091 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
• MP para gerar empregos para jovens antecipa reforma trabalhista
• Em manobra, senadora se declara presidente da Bolívia sem votação do Congresso
• Considerada sensível, reforma administrativa é adiada pela segunda vez
• PSL acelera ofensiva contra aliados do presidente

O Estado de São Paulo
• Grupo ligado a Guaidó toma controle de embaixada da Venezuela no Brasil
• Governo Bolsonaro usa pacote do emprego para mudar regras trabalhistas
• Estudo diz que 70% dos projetos de inteligência artificial falham
• Motociclistas respondem pela maior parte das indenizações do DPVAT

Valor Econômico
• MP pode decidir disputas bilionárias com a Receita
• 3G faz oferta por negócio de elevadores da Thyssen
• Com Magazine Luiza, ano é recorde em oferta de ações
• Bancos poderão disputar seguro-desemprego

O Globo
• Jornada, FGTS, registro, multas: governo usa pacote do emprego para mudar regras trabalhistas
• O MAR no vermelho: Prefeitura atrasa repasses e leva Museu de Arte do Rio a situação dramática
• BC monta estratégia para baixar juros ao consumidor: Caixa e BB reduzem taxas
• Em 11 anos, Sistema Único de Saúde recebeu R$30 bi do DPVAT, extinto por Bolsonaro

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