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Introdução: Mercados asiáticos fecharam em queda; Na Zona do Euro, os principais índices de mercado também operam com viés negativo; Em NY, futuros operam no vermelho, sinalizando uma abertura fraca para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) perde força contra seus principais pares; Investidores aguardam início da sabatina de Powell no Congresso americano, às 11h; A Comissão Europeia realiza novos cortes de projeções da economia do bloco; Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo, com destaque para o petróleo (Brent crude), que avança 2,4%, negociado aos US$ 65,60/barril. No Brasil, investidores já apostam na aprovação do texto da reforma da Previdência em votação de 1º turno no plenário da Câmara.


CENÁRIO EXTERNO: POWELL x Market

Mercados… Mercados asiáticos fecharam em queda. As bolsas de Tóquio e de Shanghai encerraram a sessão com baixas de 0,2% e 0,4%, respectivamente. Na Zona do Euro, os principais índices de mercado também operam com viés negativo. O DAX (Frankfurt) recua 0,6% até o momento. Em NY, futuros operam no vermelho, sinalizando uma abertura fraca para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) perde força contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo, com destaque para o petróleo (Brent crude), que avança 2,4%, negociado aos US$ 65,60/barril.

Powell x Market… Em meio a sinais conflitantes trazidos por indicadores de atividade, além das inúmeras ameaças de Donald Trump, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, terá a oportunidade de ajustar expectativas em sua visita semestral ao Congresso americano, que terá início hoje às 11h. Nesta ocasião, o mercado buscará novas pistas sobre o tão esperado início de um novo ciclo de afrouxamento monetário, mas a expectativas é que Powell deve dar ainda mais força às apostas de uma postura menos dovish. O mercado já precifica como quase certo (96,2%) a chance de um corte de 25 pontos base na reunião de julho (dia 31), mas, em vista dos dados fortes do relatório de emprego de julho, divulgado na última 6ªF, há o risco de ser mais conservador do que Wall Street espera, acenando com estabilidade, o que pressionaria de forma expressiva os juros dos Treasuries e o dólar, e pesaria sobre o desempenho das bolsas e das commodities.

Mais cortes… A Comissão Europeia voltou a reduzir suas projeções de PIB e inflação para 2020. Em meio às incertezas que persistem na cena do comércio global e na região, além da menor probabilidade de uma recuperação da atividade no 2º semestre do ano, os novos cortes reforçam a postura recente do BCE, Mario Draghi, que tem defendido adoção de medidas estimulativas à economia do bloco. Na sua última projeção trimestral, executivos da UE projetaram um crescimento do PIB de 1,4% para 2020 (ante 1,5%) e uma inflação de 1,3% (ante 1,4%). Com mais essa sinalização de preocupação em torno da atividade econômica, a expectativa em torno cresce do anúncio de novos estímulos ou pelo menos da indicação de que alguma ação será tomada pelo BCE na próxima reunião de política monetária, que ocorre daqui a duas semanas (25/07).

Na agenda… Nos EUA, os principais destaques da agenda serão a divulgação dos estoques de petróleo bruto pelo DOE, às 11h30, a da ata da reunião do FOMC dos dias 18 e 19 de junho, às 15h.


BRASIL: CONTANDO OS VOTOS

Cronograma ambicioso… A expectativa em torno da votação da reforma da Previdência continua crescendo. Na semana passada, após à aprovação do projeto na comissão especial, muitos questionavam se ainda havia tempo para algum desenvolvimento no trâmite da PEC 06/2019 antes do recesso (18/07). Uma semana depois, a meta do governo foi antecipada em 5 dias uteis, e o objetivo agora determina a realização de ambas as rodadas no plenário antes das férias do Legislativo.

Blefe? A indefinição em torno da reforma da Previdência gera tensão entre os parlamentares. Até a oposição clama por uma resposta: quanto apoio realmente existe em torno da proposta? Alguns opositores acreditam que o governo blefa sobre o número de votos que garante ter. Serão necessários 308 votos favoráveis para aprovar o projeto.

300… Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara dos Deputados, resguarda o otimismo dos parlamentares contrários á proposta. O socialista acredita que o governo “não tem sequer 300 votos para aprovar a matéria”. O placar do jornal paulista, O Estado, chegou a resultado parecido, registrando 298 votos favoráveis à proposta na terça-feira.

Apoio popular… Apesar da desconfiança dos parlamentares de oposição, entre os brasileiros, a parcela de populares que apoia a reforma é maior do que a dos oponentes. Segundo pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, a aprovação da medida registra 47%, enquanto a rejeição caiu para 44%, entre março e julho.

320-330… No começo da semana, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente do colegiado, previa entre 320 e 330 votos favoráveis na casa. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, chegou a mesma contagem, 330 votos.

330-350… Antes do termino da sessão de ontem, o PSL apresentou requerimento que pretendia encerrar a discussão em torno da reforma, abrindo caminho para a realização do voto. Esta proposta recebeu o apoio de 353 parlamentares e foi rejeitada por 118. Mais cedo no dia, outro requerimento, que buscava remover a PEC 06 da pauta, foi rejeitado por 331 votos a 117.

A primeira rodada de votos no plenário da Câmara deve ser realizada hoje (10/07). Apesar de algumas contagens pessimistas, a vitória do governo é quase certa. Com quórum alto – onde mais de 500 deputados se fazem presentes- a expectativa é que o projeto seja aprovado com margem confortável, registrando o apoio de ao menos 225 deputados.

Na agenda… Hoje, o destaque na agenda doméstica será a divulgação do IPCA de junho, que deve desacelerar de 0,13% em maio para 0,02% em junho, segundo projeções do mercado (Bloomberg).

E os mercados hoje? No exterior, mercados operam com uma maior cautela, a espera de novas sinalizações do Jerome Powell pelo início de um novo ciclo de flexibilização da política monetária nos EUA. Aqui, segue o otimismo de investidores em relação à reforma da Previdência, que antecipam a aprovação do texto em votação de 1º turno no plenário da Câmara. Com isso, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco domésticos, muito condicionado ao resultado da votação de hoje.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,36%, aos 104.466 pontos;
Real/Dólar: -0,35%, cotado a R$ 3,808;
Dólar Index: +0,12%, cotado a 97,406;
DI Jan/21: -04 pontos base, 5,630%;;
S&P 500: -0,48% aos 2.976 pontos

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Bolsonaro tem apoio de 1/3 da população, diz Datafolha
– Brasil derrota Peru por 3 a 1 e ganha sua 9ª Copa América
– Eike Batista: Governo tirou minha empresa do leilão do pré-sal
– Brasileiro teme mais inflação do que desemprego

O Estado de São Paulo
– Delação da Odebrecht ‘ignora’ favorecidos por R$ 14 milhões
– Brasil conquista Copa América pela nona vez
– Governo tenta barrar lobby de policiais
– Plano começa a oferecer consulta virtual

Valor Econômico
– Governo prepara pacote do ‘day after’ da reforma
– Deus ajuda a quem cedo madruga
– Inflação trienal é a menor desde anos 30
– Benefício a juízes na mira do MPF e AGU

O Globo
– Maioria dos estados gasta mais com PM aposentado do que na ativa
– Invicto, Brasil vence Peru e ergue 9ª Copa América
– Vigilância com reconhecimento facial é reforçada em Copacabana
– Adeus a João será em seu último palco no Rio

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