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Introdução:

Internacional
• Mercados acionários globais operam sem direções claras no início desta 3ªF;
• Em manhã de poucas novidades, mercados apresentam acomodação enquanto investidores aguardam assinatura da 1ª fase do acordo comercial entre China e EUA;
• Dados da balança comercial de dezembro mostram recuperação expressiva das importações e exportações chinesas;
• CPI e o Confiança do Pequeno Empresário (NFIB) são destaques da agenda nos Estados Unidos.

Brasil

• Dados de atividade ditam o ritmo na abertura da bolsa local;
• Atividade do setor de serviços é principal destaque da agenda doméstica;
• Governo pretende firmar 79 parecerias público-privadas;
• 1/5 dos parlamentares da Câmara dos Deputados devem disputar eleição municipal, dificultando votações no Congresso;
• Guedes faz primeira reunião do ano com Bolsonaro para discutir a participação do ministro no Fórum Econômico de Davos.


CENÁRIO EXTERNO: CLIMA AMISTOSO


Mercados… Bolsas asiáticas encerraram mistas, sem grandes destaques. Na Europa, o STOXX600, índice pan-europeu, abriu sem tendência definida, registrando queda de 0,2% até o momento. Em NY, futuros também andam de lado, mesmo movimento verificado para o dólar (DXY). Commodities acompanham a dinâmica dos mercados, com ativos operando sem direção única. Como destaque, petróleo avança 0,7%, negociado próximo dos US$ 64,50/barril.

Longe do fim… Em manhã de poucas novidades, mercados acionários globais operam próximos à estabilidade, com investidores na expectativa da oficialização da 1ª fase do acordo comercial entre China e Estados Unidos. O evento está previsto para ocorrer amanhã, na capital americana, em cerimônia de assinatura que contará com a presença do principal negociador chinês no tema, Liu He.

Clima amistoso… Ontem os Estados Unidos anunciaram oficialmente que a China deixou a lista de países rotulados pelo governo americano de manipuladores de câmbio, segundo relatório semianual divulgado pela Secretaria do Tesouro americana. Em declaração, o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, alegou que o comprometimento do gigante asiático em evitar a desvalorização forçada em tempos recentes levou a instituição americana a remover a alcunha. Apesar de não trazer nenhuma implicação real no momento, a medida vem como um gesto de boa fé por parte dos EUA e configurou mais um importante passo na direção de um maior entendimento entre as duas maiores economias do mundo.

Recuperação chinesa… O grande destaque da agenda econômica veio na noite de ontem, com um crescimento significativo dos números de importação e exportação na China: o primeiro avançou 16,3% em termo anuais em dezembro, enquanto o segundo saltou 7,6%. O dado vem como um alívio principalmente para as exportações do país, que vinham registrando leituras negativas em termos inter anuais por boa parte do ano. Levando em consideração este dado, as exportações fecharam o ano em US$ 2,498 trilhões, 0,5% acima do valor acumulado em 2018, e as importações em US$ 2,069 trilhões, 2,8% menor do que o verificado no ano passado.

Agenda… Esta 3ªF tem agenda morna no cenário internacional, com destaque para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de dezembro, às 10h30, e do indicador de confiança do pequeno empresário da NFIB (8h), ambos nos Estados Unidos.


BRASIL: ANO DAS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

Discurso coerente… A Petrobras irá reduzir em 3% o preço médio da gasolina em suas refinarias. A medida objetiva amortecer as altas que vêm sendo observada na cotação internacional da commodity. Como o reajuste será feito a partir de uma política de preços denominada paridade da importação, a decisão não interfere na livre formação de preços. Isto porque a paridade da importação é um método de precificação que leva em conta o preço internacional do petróleo, custos de importação, taxa de câmbio e a participação da estatal no mercado. Ou seja, precifica-se o bem a partir de variáveis determinadas pela própria dinâmica de mercado, algo que está em linha com o discurso do presidente.

Parcerias público-privadas… Segundo levantamento feito pelo site Poder360, o governo pretende firmar 79 parcerias público-privadas durante o ano. As áreas de iluminação, tratamento de resíduos sólidos e saneamento representam serviços onde nunca houve uma colaboração deste tipo entre o governo federal e empresas privadas. Entre os leiloes confirmados se encontram 7 rodovias, 9 portos, 5 ferrovias e 22 aeroportos.

1/5 da Câmara dos Deputados deve participar na eleição municipal… Segundo levantamento feito pelo Globo, ao menos 104 de 513 deputados devem disputar pleitos na eleição municipal de outubro. O fato representa um obstáculo para a agenda governista, que precisa de deputados presentes no plenário para aprovar, entre outros projetos, várias PECs (extinção de fundos, federativa, emergencial, etc.) de grande relevância para a saúde fiscal do país. Estas geralmente só são pautadas pelos presidentes do Legislativo quando o quórum é alto o suficiente para possibilitar a aprovação de uma maioria qualificada de 308 deputados.

Guedes em Davos… Hoje o ministro Paulo Guedes (Economia) deve se reunir com o presidente Jair Bolsonaro para discutir a sua participação no Fórum Econômico de Davos (Suíça). É o primeiro encontro entre os dois desde o retorno de férias do ministro no dia 10/01. Bolsonaro pretendia participar do evento, mas citou preocupações econômicas, políticas e de segurança para justificar a sua ausência. Guedes deve abordar conquistas do primeiro do governo, como a reforma da Previdência, e o futuro da economia brasileira.

Agenda… Como grande destaque da agenda econômica, o IBGE divulga hoje o volume de serviços de novembro, seguindo uma leitura fraca da produção industrial para o mesmo mês na semana passada. Esperamos um avanço na atividade do setor de 2,0% na comparação inter anual, dado que deve dar sustento a tese de que a economia continuou retomando fôlego no último trimestre de 2019.

E os mercados hoje? Lá fora, mercados apresentam uma certa acomodação, com investidores na expectativa da oficialização da 1ª fase do acordo comercial entre China e Estados Unidos. No Brasil, o destaque fica com os dados do setor de serviços, que devem ditar o humor dos mercados na abertura do pregão. Tendo isso em vista, esperamos mais um dia de viés neutro/positivo para o Ibovespa.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,58%, aos 117,325 pontos;
Real/Dólar: +1,09%, cotado a R$4,14;
DI Jan/21: +2,0 pontos base, 4,49%;
S&P 500: +0,70% aos 3.288 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Nova lei pode afetar prisão sem prisão sem prazo da Lava Jato
– Auditoria aponta R$ 1 bi em gastos atípicos no DPVAT
– Seguradora Líder nega corrupção e fraudes na empresa
– Nova estação do país na Antártida é inaugurada hoje

O Estado de São Paulo
– Guedes diz que reformas vão para Congresso em fevereiro
– Empregador não pode mais abater gasto com doméstico
– Manifestantes afirma que Irã sua munição letal
– Filipinos desdenham riscos de vulcão

Valor Econômico
– Vale deve assumir participação da Cemig na Aliança
– Irã trouxe perdas e ganhos a Trump
– Fundos miram companhias de capital fechado
– Santander vê ‘ressaca’ antes da recuperação

O Globo
– Serviço de saúde encolhe no país com crise fiscal
– Efeitos da reforma tributária podem ficar para 2022
– No Irã, pressão a protestos tem guerra de versões
– Prefeitura agora vetará dois blocos grandes no mesmo dia

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
[email protected]

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
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Alejandro Ortiz Cruceno
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Victor Beyruti Guglielmi
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