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Mercados Hoje: China segue em frente com estímulos monetários

Introdução:

Internacional

• Ativos de risco globais têm desempenho misto;
• China corta juros para atenuar impacto do Covid-19;
• Confiança do consumidor cai na Alemanha;
• Indicadores antecedentes nos EUA e confiança do consumidor na Europa são destaque na agenda internacional.

Brasil

Petrobras divulga balanço com números recorde;
• Congresso finalmente instala comissão mista para discutir reforma tributária;
• IPCA-15 é destaque na agenda Brasil.


CENÁRIO EXTERNO: CHINA SEGUE EM FRENTE COM ESTÍMULOS MONETÁRIOS

Mercados… Ativos de risco asiáticos encerraram a sessão de ontem em território predominantemente positivo, após corte de juros por parte da China. Destaque para a bolsa de Shanghai, que subiu mais de 2% logo após o corte. No continente europeu, a aversão ao risco continua em pauta, com o STOXX600, caindo, até o momento, 0,25%. Do outro lado do Atlântico, índices futuros, ao cair, até o momento, 0,07%, esboçam uma abertura desfavorável para as bolsas Nova Iorquinas, enquanto o dólar fica estável contra seus principais pares. No que tange às commodities, estas operam com uma clara tendência negativa. O preço do petróleo do tipo Brent opera de forma estável e é negociado em torno dos US$ 59,00/barril.

Novos estímulos…   Após cortar a taxa de juros de médio prazo em dez pontos base, na segunda-feira, de 3,25% para 3,15%, o Banco Central da China (People’s Bank of China, em inglês) optou por reduzir a taxa de juro de um ano de 4,15% para 4,05%, flexibilizando ainda mais as condições financeiras. A medida de estímulo continua pautando-se em função da forte queda na produção que a economia asiática tem vivenciado ao longo das últimas semanas devido a surto do Covid-19. Concomitantemente, o governo chinês também pretende atuar com políticas fiscais de cunho anticíclico para atenuar os impactos negativos da epidemia. Nesta frente, o Ministério das Finanças anunciou possíveis corte de impostos para corporações como forma de neutralizar, mesmo que parcialmente, a queda de demanda decorrente do menor influxo de consumidores às lojas e a interrupção no suprimento de importantes insumos ao longo da cadeia produtiva.

Economia alemã… O indicador de confiança referente à economia alemã continuou reforçando a aversão ao risco que assola a atividade da maior economia do bloco. A confiança do consumidor prospectiva, ou seja, que captura as expectativas dos agentes com relação ao futuro, caiu de 9,9 para 9,8 para o mês de março. Naturalmente, esta queda continua dando sustentação à tese de que os consumidores, por medo do contágio, devem estar reduzindo suas idas às lojas. A curto e médio prazo, a queda na confiança pode se tornar em uma queda de demanda efetiva, exercendo pressão adicional, via o canal do consumo, sobre uma economia que já tem sofrido muito em função da disputa comercial no ano passado.

Na agenda… Além da confiança do consumidor na Alemanha, o investidor também avaliará o mesmo índice para a zona do euro como um todo às 12:00hrs. Nos EUA, os indicadores antecedentes de atividade, publicado na mesma hora, devem reforçar o vigor da economia americana e reiterar a mensagem do Fed de que o atual estágio da política de juros é apropriado para sustentar a expansão da economia norte-americana.


BRASIL: CONGRESSO INSTALA COMISSÃO MISTA DA TRIBUTÁRIA

Petrobras tem lucro recorde de R$ 40,1 bilhões… O montante foi o maior resultado nominal da história para a petroleira e representa um crescimento de 55,7% em comparação com 2018. O recorde resultou em grande parte dos desinvestimentos de subsidiarias da petroleira, principalmente a BR Distribuidora e TAG Investimentos, ambos que atuam no setor de gás natural. A estatal também foi responsável pelo recorde de 4 milhões de barris de petróleo extraídos por dia em janeiro, a maior média diária para um mês na história e um aumento de 21% sobre o mesmo mês do ano passado. Durante o ano de 2019, o market cap da empresa, isto é, o preço de suas ações multiplicado pelo total de ações em circulação, cresceu 25%.

Congresso instala comissão mista da tributária… O colegiado de 25 senadores e 25 deputados foi finalmente formado. A primeira reunião do grupo será realizada após o carnaval, no dia 3 de março. A missão dos parlamentares é apresentar uma versão preliminar da reforma tributária, resultante da convergência entre as duas propostas que já tramitam pelo Congresso, dentro de 45 dias.

Tramitação duvidosa…  A divulgação do novo grupo de trabalho não esclareceu algumas incógnitas sobre a reforma. Primeiramente, ainda não sabemos se a proposta, ao ser definida pela comissão, iniciará o seu trâmite da estaca zero ou se ele aproveitará o progresso tido pela PEC 45/19, que já foi aprovada pela CCJ da Câmara dos Deputados.

Contribuição do Executivo… Também não está claro como o Executivo pretende contribuir para as discussões, e se isso será feito através de propostas oficiais ou simples sugestões que alteram o projeto durante a etapa inicial. Uma união de tributos aparenta ser um desfecho provável para a reforma, mas questões mais controversas – como ICMS dos combustíveis, a desoneração da folha de pagamento ou a oneração de certos setores do setor de serviço – ainda estão longe de serem definidos.

Agenda… Em um dia relativamente fraco de indicadores econômicos, o destaque do dia fica com a divulgação do IPCA-15. O índice de preços deve aumentar em 0,28% em fevereiro, demonstrando o arrefecimento do choque dos alimentos que fez a inflação disparar em dezembro do ano passado.

E os mercados hoje? O corte de juros implementando pelo banco central chinês vai, ao longo dos próximos meses, promover um alívio adicional à economia chinesa e, consequentemente, à economia global, atenuando os efeitos negativos do surto do coronavírus na medida em que o mesmo passa a contaminar cada vez menos pessoas. Aqui no Brasil, o anúncio de maiores estímulos por parte da China, principal parceiro comercial do Brasil, deve produzir um ambiente externo benigno, favorecendo ativos de risco locais. Em função disto, esperamos mais um dia de viés positivo para a bolsa local.

 

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,34% aos 116.517
Real/Dólar: +0,04% cotado a 4,36
DI Jan/21: -3 bps cotado a 6,36%
S&P 500: +0,47% aos 3.386

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Cid Gomes investe contra PMs amotinados e é baleado no CE
– Heleno e Maia batem boca sobre Orçamento
– Imagens na CPMI indicam disparo ilegal de mensagens
– Brasil precisa de liderança, e o posto está vago, diz FHC

O Estado de São Paulo
– Cid Gomes investe contra PMs amotinados e é baleado
– Declaração de Heleno abre crise entre governo e Congresso
– Mercado questiona governo sobre política fiscal
– DNA e digitais ligam bandidos envolvidos em megarroubos

Valor Econômico
– Bancos atraem cliente e depois aumentam juro
– Dívida de clubes esportivos com a União soma R$ 5,3 bi
– Petrobras teve lucro recorde de R$ 40 bilhões em 2019
– Maia diz que Heleno é radical antidemocrata

O Globo
– Acusado de chantagem por Heleno, Congresso reage
– Cid Gomes é baleado em ato de policiais em Sobral
– Petrobras tem o maior lucro de sua história: R$ 40 bilhões
– PF investiga fala de Lula com base na LSN

 

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