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Introdução:

Internacional
• Bolsas internacionais iniciam semana com viés levemente positivo;
• Desenvolvimentos do Brexit devem ficar à frente no noticiário do dia;
• Incerteza eleva expectativas em torno da reunião do BCE, na 5ªF;
• Leituras preliminares do PMI Composto ao redor do mundo são os principais destaques da agenda de indicadores;
• Amazon e Microsoft divulgam resultados ao longo da semana.

Brasil
• Mercado local reage à divulgação de resultados corporativos, com investidores no aguardo da aprovação da reforma da Previdência no Senado;
• Pesquisa FSB demonstra que Bolsonaro deve ser reeleito;
• Deputados do PSL que brigam com Bolsonaro devem manter apoio a pauta econômica;
• Prefeito do Rio de Janeiro enxerga aproximação com Bolsonaro como solução para difícil reeleição;
• Resultados corporativos e Previdência dominam agenda


CENÁRIO EXTERNO: BREXIT EM FOCO

Mercados… Bolsas asiáticas encerraram sessões com altas moderadas. Na zona do euro, índices de mercado também iniciam a semana com viés mais positivo, com o índice pan-europeu, STOXX 600, avançando 0,4%. Em NY, índices futuros operam no verde, esboçando uma abertura favorável para as bolsas em Wall St., enquanto o dólar (DXY) se mantém próximo à estabilidade. No tocante às commodities, ativos se movimentam na contramão dos mercados. O petróleo (Brent crude) recua 1,0%, voltando a ser negociado abaixo dos US$ 59,00/barril.

Brexit em foco… Mercados internacionais iniciaram a semana com leve tendência positiva, com investidores à espera da votação do novo acordo do Brexit no Parlamento britânico. Inicialmente, a votação estava prevista para sábado (19/10), mas o Parlamento britânico impôs nova derrota ao primeiro-ministro, Boris Johnson, pois ao adiar, foi acionado o Benn Act – lei que obrigou Premiê a pedir a extensão do prazo para a UE. Apesar de deste novo obstáculo, o governo de minoria de Johnson mostra estar determinado em entregar o divórcio: o ministro responsável pela preparação do Brexit no-deal, Michael Gove, afirmou que “nós vamos sair no dia 31”. Por ora, predomina uma maior indefinição sobre o tema, que já imprimiu seus efeitos no mercado de câmbio asiático, onde a libra esterlina se desvalorizou frente ao dólar.

Reação do BCE… A manutenção da incerteza em torno do Brexit eleva expectativas em torno do que será anunciado pelo BCE nesta 5ªF, quando Mario Draghi lidera a sua última reunião de política monetária. Em setembro, além da redução da taxa de juros, o Banco Central europeu anunciou a retomada do QE em novembro, com compras de 20 bilhões de euros por mês em títulos. Para outubro, o mercado espera o anúncio de novos estímulos, com apostas reforçadas após Draghi dizer que está “pronto a ajustar os instrumentos para levar a inflação da zona do euro para perto da meta”.

Na agenda…  Os indicadores em destaque na semana serão as leituras preliminares do PMI composto de outubro no Japão (4ªF), nos EUA e na zona do euro (5ªF). No pano de fundo, a temporada de resultados corporativos nos EUA segue no radar dos investidores: McDonald´s (3ªF), Ford, Boeing, Microsoft (4ªF) e Amazon (5ªF) divulgam seus balanços ao longo da semana.


BRASIL: O FAVORITISMO PREVALECE

Bolsonaro ainda é favorito para 2022… Pesquisa realizada pela FSB entre os dias 14 e 18 de outubro, sobre intenções de voto na disputa pelo Palácio do Planalto, demonstra que o atual presidente da República ainda disfruta de ampla vantagem quanto seus prováveis rivais em 2022. Em simulação do primeiro turno, Bolsonaro conquistou 36% das intenções de votos em disputa com Fernando Haddad (PT-17%), Luciano Huck (sem partido-11%), Ciro Gomes (PDT-9%) Joao Amoedo (Novo-5%) e Joao Doria (PSDB-3%). Bolsonaro também liderou todas as simulações para o segundo turno. Os candidatos que mais se aproximam do apoio registrado pelo presidente nestas são o apresentador Luciano Huck (43% vs. 39%) e o ex-presidente Lula (46% vs. 38%).

Delegado Waldir comenta Relacionamento PSL/Bolsonaro… Em entrevista concedida ao Broadcast Político, o líder do PSL na Câmara dos Deputados explicou o posicionamento da ala contrária ao presidente da República. Entre as declarações mais interessantes, está a sua visão em relação ao apoio a projetos apresentado pelo Executivo. Waldir explicou que a sua ala do partido continuará apoiando a pauta econômica do governo, como as reformas tributária e administrativa, mas não dará apoio a pautas que “inibem os órgãos de combate à corrupção”, como no caso da transferência do COAF, a rejeição da CPI da Lava Toga ou o apoio governista à CPI da Fake News.

Prefeito do Rio de Janeiro visa aproximação com presidente… Marcello Crivella (Republicanos) busca salvar a sua carreira política através de aliança com o PSL do Bolsonaro. O prefeito tentará se reeleger nas eleições municipais de 2020, apesar de já ter atingido a maior taxa de rejeição de um prefeito carioca nos últimos 25 anos. Crivella cogita abrir espaço para um vice apontado pelo presidente da República. Além de aceitar o vice na chapa, a intenção do prefeito evangélico é abandonar a prefeitura em 2022 em busca de uma vaga no Senado, permitindo que o vice bolsonarista assuma o Executivo da cidade, garantido mais um colega de partido em cargo político de grande relevância durante a campanha de reeleição do presidente Bolsonaro.

Na agenda… Em semana de poucos indicadores econômicos, o destaque fica com a divulgação do IPCA-15, na 3ªF. A votação da reforma da Previdência prevista para amanhã no Senado segue como principal foco dos investidores. Já no âmbito corporativo, a semana é mais movimentada, com a divulgação de resultados da Petrobras e Vale, na 5ªF à noite, e Ambev e Usiminas, na 6ªF.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas iniciam o dia com leve tendência de alta, movimento que deve ficar condicionado aos novos desenvolvimentos do Brexit no Parlamento britânico, além dos resultados corporativos nos Estados Unidos. No Brasil, o mercado doméstico também reage ao início da temporada de balanços, ainda suscetível à dinâmica dos mercados no exterior. Com isso, esperamos um dia de viés positivo para o mercado acionário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,86%, aos 104.728 pontos;
Real/Dólar: +0,09%, cotado a R$ 4,11;
Dólar Index: -1,04%, cotado a 97.282;
DI Jan/21: -14 pontos base, 4.45%;
S&P 500: +0,54% aos 2.986 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
• Chile registra sete mortos mesmo sob toque de recolher
• Bolívia deverá ter segundo turno, aponta aputação
• Crise com PSL faz Bolsonaro recorrer à “velha política”
• S&P diz que é cedo para mudar nota de risco do Brasil

O Estado de São Paulo
• Pagamento de auxílio doença pode passar para as empresas
• Protestos no Chile têm mortos, saques e destruição
• Demitido por Bolsonaro, Cintra vai reformar PSL
• Planalto avalia classe executiva para ministros

Valor Econômico
• Estaduais do setor elétrico atraem grupos do exterior
• BNDES busca consenso para “desinvestir”
• Para Ilan, juro baixo veio para ficar
• Yduqs fecha compra da dona do Ibmec por R$ 1,9 bilhão

O Globo
• Estados iniciam reformas para reduzir custo com pessoal
• Saques e incêndios deixam 7 mortos no Chile
• Óleo retirado do NE chega a 525 toneladas
• Baianos lotam estádio para celebrar Santa Dulce

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