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Mercados Hoje: Batata quente

Introdução: Os mercados asiáticos fecharam mistos nesta 2ªF. Na Zona do Euro, os principais índices abriram as negociações no terreno positivo. Do outro lado do atlântico, em NY, o futuro do S&P opera sem direção clara, com investidores à espera da divulgação de mais resultados do 1TRI – na semana passada, o resultado sólido do JPMorgan Chase & Co. impulsionou os ganhos do mercado -, enquanto o dólar (DXY) recua contra seus principais pares. Na frente das commodities, os ativos se movimentam com viés de alta. O petróleo (brent) opera com alta de 1,0%, negociado aos US$ 70,90/barril. Por fim, para as moedas de emergentes, dia tem início negativo, com divisas de Turquia, México e África do Sul se desvalorizando contra o dólar. Aqui, segue a incerteza sobre qual fim levará a crise na Petrobrás, após o pedido do presidente para congelar o reajuste do diesel. Paralelamente, o investidor segue atentamente o trâmite da reforma da previdência na CCJ, com a votação esperada para acontecer nesta 4ªF (17/04) – mais um atraso na data da votação deverá pesar sobre o mercado doméstico, uma vez que isso configuraria mais uma pequena derrota para o governo.


CENÁRIO EXTERNO: SEGUE O OTIMISMO (NO MICRO E NO MACRO)

Mercados Globais… Os mercados asiáticos fecharam mistos nesta 2ªF. Em Tóquio, o Nikkei avançou 1,4% enquanto o índice de Shanghai recuou 0,3%. Na Zona do Euro, os principais índices de mercado abriram negociações em terreno positivo. As bolsas de Londres e de Frankfurt sobem 0,1% e 0,2%, respectivamente. Do outro lado do atlântico, em NY, o futuro do S&P opera sem direção clara enquanto o dólar (DXY) recua contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam com viés altista. O petróleo (brent) opera com alta de 1,0%, negociado aos US$ 70,90/barril. Por fim, para as moedas de emergentes, dia tem início negativo, com divisas de Turquia, México e África do Sul se desvalorizando contra o dólar.

Na agenda… O foco da agenda econômica se voltará para a China nesta semana, onde serão divulgados o PIB do 1ºTRI/19 e os dados de produção industrial de março. Junto aos resultados corporativos nos EUA, os dados chineses devem servir como termômetro para a atividade econômica mundial.


BRASIL: BATATAS QUENTES

Batata quente quente quente… O governo federal tem uma semana conturbada pela frente e com duas batatas quentes: (1) o governo tem que votar e vencer com margem a previdência na CCJ, porém existem mobilizações que a mesma fique apenas para o pós páscoa; (2) é preciso resolver rapidamente a questão da Petrobrás, que por hora não tem nenhuma política de reajuste de combustíveis (apenas a caneta do presidente).

Não tem política, apenas canetadas… Sobre a questão da Petrobrás o governo precisa rapidamente resolver o imbróglio causado pelo veto do presidente ao reajuste do Diesel. A empresa que tem (pelo menos no papel) uma política quinzenal de reajuste, precisa anunciar uma nova política o mais rápido possível.

Sem política, sem confiança… Caso a empresa não anuncie e o governo não avalize uma nova política de preços para a estatal, o governo pode ficar sem rumo e perder a credibilidade frente ao mercado, além de colocar em xeque o poder do super ministro Paulo Guedes, que é um liberal convicto.

Se foi para evitar a greve, ok… Existe um consenso de que o governo agiu de forma a minimizar ou até mesmo zerar o risco de uma nova greve dos caminhoneiros. Caso uma paralisação nacional explodisse o governo poderia perder ainda mais em capital político, podendo levar a pique a reforma da previdência, além de desviar todo o seu foco do principal problema que é aprovar a reforma da previdência o mais rápido possível.

Mas precisa conversar rápido… Mais uma vez, o governo precisa deixar claro que a intervenção foi pontual.

Na CCJ a meta batalha… Os atritos na CCJ só aumentaram nos últimos dias, o centrão e oposição querem votar a PEC do orçamento impositivo antes (no dia 16) da PEC da previdência. O presidente da comissão Felipe Francischini (PSL) disse que não faria tal movimento, porém Rodrigo Maia (DEM) presidente da Câmara já disse que a ordem será invertida mesmo.

Pode até ser positivo… Votar o orçamento impositivo antes da previdência pode jogar um osso ao centrão e assim acalmar os ânimos entre o grupo e o governo.

Enquanto a política anda torto, a economia cai em linha reta… O IBC-Br, índice de atividade econômica do Banco Central, decepcionou em fevereiro, mostrando a segunda queda seguida do indicador na margem. O número de -0,73% foi o dobro do esperado pelo mercado -0,31% (Bloomberg). No interanual o número foi de 2,49% contra uma expectativa de 2,85%.

Expectativas ladeira a baixo… O mercado continua revisando para baixo as projeções para o crescimento da economia em 2019, na mediana das expectativas, o crescimento do PIB recua pela sétima semana seguida, agora em 1,95%. A expectativa para o IPCA acelerou 16 bps de 3,90 para 4,06 em apenas uma semana.

E os mercados hoje? O prêmio de risco brasileiro sobe 0,48% aos 170,5 pontos, indicando pressão sobre os mercados locais. Os futuros de dólar e bolsa operam próximos da estabilidade. Vemos o dia de hoje como neutro para negativo, dado o complicado noticiário político da semana que começará a se desenrolar hoje.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,98%, aos 92.875 pontos;
Real/Dólar: +0,56%, cotado a R$ 3,8818;
Dólar Index: +0,21%, 96.972;
DI Jan/21: +0,01 pontos base, 7,140%;
S&P 500: +0,66% aos 2.907 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Mortes em rodovias caem 21,7% após a instalação de radares
– Bolsa reflete descrédito na recuperação da economia
– Milicianos vigiam moradores de prédios que desabaram no RJ
– Governo silencia sobre acusações a ministro do PS

O Estado de São Paulo
– Calote de concessionárias ameaça bancos públicos
– Carlos Bolsonaro empregou nome ligado a Queiroz
– Invasões de terra caem no início do novo governo
– Grupo de Doria quer expurgo no PSDB

Valor Econômico
– Estoque de imóvel retomado por bancos atinge R$ 19 bi
– Na ‘guerra’ por Congonhas, Gol e Latam barram Azul
– “Modelo concentrador da Petrobras explica crise”
– Embrapa cria feijão transgênico

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Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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