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No Exterior: China surpreende positivamente.

A indústria da China mostrou sinais de força no final de 2016, segundo dados divulgados ontem à noite. A melhora não era prevista pelos economistas, e sinaliza que o setor crescerá mais nos próximos meses. Assim, commodities como o cobre se beneficiam, e operam em alta.

Desta forma, a grande maioria das bolsas da Ásia abriu o ano de 2017 com o pé direito. A exceção foi o índice Nikkei, do Japão, que se manteve fechado. O índice de Xangai, na China, subiu 1,04%.

Na Europa, o quadro também é positivo para os ativos de risco. Os mercados do Reino Unido reabriram, após feriado prolongado, e a liquidez, que era baixa, volta a melhorar. O índice Stoxx 600, que monitora as empresas em 18 países da região, registra o 3º dia seguido de ganhos.

Do lado “macro”, os EUA concentram as atenções de hoje. Por lá, 2 índices sobre o setor industrial serão divulgados: o índice PMI, às 12h45; e o índice ISM, às 13h. Ambos são referentes a dezembro.

O dólar vai operando em alta lá fora, e números da indústria americana – caso fortes – devem manter este movimento. As bolsas americanas reabrirão a partir das 12h30, dando início ao ano de 2017.

No Brasil: boas perspectivas para a Reforma da Previdência.

A 1ª sessão do ano de 2017 começou com o Ibovespa em baixa (-1,06%, aos 59,588 mil pontos), e o dólar em alta (+0,94, a R$3,2859). Hoje, embora o dólar ainda apresente ainda um viés de alta, acreditamos que a bolsa pode mostrar alguma recuperação, em linha com o quadro externo que acabamos de descrever.

Do lado “político”: boas perspectivas para a Reforma da Previdência. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reafirmou que esta deve ser aprovada até o final de março pela Casa, e terá a votação concluída até junho no Senado.

Importante: espera-se, é claro, que a proposta atual do governo sofra alguns reajustes no processo de negociação. De qualquer forma, a sua aprovação – desde que mantenha o “essencial” – pode ser um importante feito deste governo.

Do lado “macro”, nada relevante na agenda de indicadores de hoje. Ontem, foi divulgada a balança comercial de 2016: um expressivo superávit de US$47,7 bi – reflexo, ainda, da recessão. Foi, diga-se de passagem, o maior superávit desde 1980, quando a série histórica foi iniciada. Para 2017, as projeções atuais do mercado apontam para um superávit comercial da mesma magnitude (US$47 bi, segundo o último Boletim Focus).

Um último comentário: agora, com a reabertura de diversos mercados do exterior, parece-nos que, de fato, o ano começou.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,06%, aos 59.588 pontos;
Real/Dólar: +0,94% cotado a R$3,2859;
DI Jan/19: foi de 11,05% para 10,97%.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

Empresas:

Papel & Celulose: Alta nos preços FOEX na China e Europa.
Impacto: Positivo.

Bradesco: Diretoria aprova pagamento de JCP
Impacto: Cunho informativo.

Raízen: Companhia realizou troca no comando
Impacto: Cunho informativo.

CCR: Conselho aprova aditivo ao contrato do metrô
Impacto: Positivo.

Renova Energia: Venda de ativo
Impacto: Marginalmente Positivo.

Destaques nos jornais de hoje:

* Valor Econômico: Calor e chuvas contidas já preocupam setor elétrico (Manchete)
* Empreiteiras investigam roubo de propinas a políticos: Valor
* Ações tributárias podem custar R$ 500 bi à União: Valor
* Bancos preveem ano mais aquecido para emissões de companhias: Valor
* Anglo investe mais R$ 1 bi no Minas-Rio: Valor
* Folha de S. Paulo: Briga de facções mata 56 em presídio de Manaus (Manchete)
* No comando do PT, Lula pretende criar vice-presidências regionais para reestruturar o partido: Folha
* Por 2018, Alckmin e Doria planejam agendas conjuntas: Folha
* Venda de veículos cai 20% em 2016 e repete números de 10 anos atrás: Folha
* O Estado de S.Paulo: Rebelião em Manaus mata 56 (Manchete)
* Em 3 anos, Operação Lava Jato chegou a 37 países: Estado
* Reforma política deve enfraquecer o Centrão, acreditam governistas: Estado
* Candidatos a presidente da Câmara começam campanha: Estado
* Odebrecht pagou propina 8 vezes ao Panamá: Estado
* Cartões do governo têm 50% de gastos sob sigilo: Estado
* Movimentos prometem voltar às ruas em 2017: Estado
* O Globo: Descaso e massacre (Manchete)
* Pezão descarta municipalização do Maracanã proposta por nova gestão: Globo

Boa leitura!

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Ignacio Crespo Ignacio Crespo

Economista

Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE) e em Finanças pela Barcelona Graduate School of Economics (BGSE). Graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Entre 2013 e 2018, atuou como economista da Guide Investimentos, cobrindo o mercado doméstico e os internacionais, e sendo um dos responsáveis do asset allocation dos clientes. Desde 2018, atua como consultor Guide Investimentos, cobrindo principais eventos do cenário internacional e escrevendo artigos semanais para o blog.

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