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Mercados Hoje: 3 anos em 72 dias…

Introdução: Os mercados asiáticos fecharam com fortes baixas, repercutindo nova ameaça tarifária de Donald Trump à China. O Nikkei, em Tóquio, e a Kospi, em Seul, não abriram para negociações por conta de feriados. Na Zona do Euro, os principais índices de mercado seguem a mesma tendência negativa registrada nos pregões asiáticos. Em NY, o futuro do S&P também opera no vermelho, repercutindo uma maior aversão ao risco na cena global, enquanto o dólar (DXY) opera próximo da estabilidade. Na frente das commodities, ativos se movimentam com viés negativo. O petróleo (Brent) cai 0,3%, negociado próximo aos US$70,50/barril. Para emergentes, o dia também tem início fraco, com divisas de México, Turquia e África do Sul se desvalorizando contra o dólar americano. Aqui, o mercado aguarda o início do trâmite da reforma da Previdência na comissão especial, que definirá o texto que será votado no plenário da Câmara.


CENÁRIO EXTERNO: DEIXANDO O DIÁLOGO DE LADO (A NÃO SER PELO TWITTER)

Mercados… Os mercados asiáticos fecharam com fortes baixas, repercutindo nova ameaça tarifária de Donald Trump à China. As bolsas de Shanghai e de Hong Kong recuaram 5,6% e 2,9%, respectivamente. O Nikkei, em Tóquio, e o Kospi, em Seul, não abriram para negociações por conta de feriados. Na Zona do Euro, os principais índices de mercado seguem a mesma tendência negativa registrada nos pregões asiáticos. O Stoxx 600 recua 1,4% e o Dax, em Frankfurt, cai 1,8%. Em NY, o futuro do S&P também opera no vermelho, repercutindo uma maior aversão ao risco no cenário global, enquanto o dólar (DXY) opera próximo da estabilidade. Na frente das commodities, ativos se movimentam com viés negativo. O petróleo (Brent) cai 0,3%, negociado próximo aos US$70,50/barril. Para emergentes, o dia também tem início fraco, com divisas de México, Turquia e África do Sul se desvalorizando contra o dólar americano.

Deixando o diálogo de lado… Neste domingo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os EUA amentarão as tarifas sobre produtos chineses, de 10% para 25%, a partir da próxima 6ªF. Segundo o Trump, os motivos do aumento seriam a demora com que se arrastam as negociações comerciais entre as duas maiores economias globais e as tentativas de renegociação de alguns temas pelos chineses. O anúncio desta medida lançou dúvida sobre declarações anteriores de ambas as partes de que um acordo estaria próximo, e pesou sobre o desempenho dos ativos de risco asiáticos na sessão desta 2ªF.

O efeito é incerto… Segundo fonte da DowJones Newswires , Pequim considera se retirar das negociações programadas para continuar nesta semana, em Washington, onde era esperada uma delegação de mais de 100 membros, liderada pelo vice-premiê chinês, Liu He. Paralelamente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, declarou que a delegação do país ainda se prepara para viajar aos EUA, sem mencionar datas nem se o vice-premiê chinês será que liderará o grupo. De ambas informações só conseguimos afirmar que há uma grande incerteza em torno do assunto, o que deve seguir derrubando os mercados ao redor do globo. Vamos acompanhar…

Na agenda… Mais cedo, os dados de PMI de abril e as vendas no varejo de março superaram as expectativas de mercado na Zona do Euro, sinalizando uma maior estabilidade da atividade econômica do Bloco. Ao longo desta semana, o mercado ainda acompanhará os dados de inflação ao consumidor na China (4ªF) e nos EUA (6ªF).


BRASIL: 3 ANOS EM 72 DIAS…

Pra valer… Essa semana o governo iniciará para valer a articulação pela previdência, amanhã terá início de fato, a comissão especial. Na primeira semana a comissão irá definir o cronograma dos trabalhos.

Entendo os prazos… Acreditamos que o projeto será votado na comissão até o dia 30 de junho. Depois o projeto teria mais duas semanas para ser votado na câmara ainda no primeiro semestre. 17 de julho é o prazo máximo para a questão ser apreciada, no primeiro semestre, pelo plenário da câmara.

A criança será conhecida em breve… A reforma que sairá da comissão especial será aquela a ser votada pelo plenário da câmara. Também vamos saber qual a potência fiscal da mesma, uma vez que é na comissão especial que o texto sofrerá emendas e modificações.

O mercado também vai digerir… O mercado assistirá de forma apreensiva a tramitação da comissão.

Os próximos 3 anos em 72 dias… Serão nesses próximos 72 dias que saberemos se o governo conseguirá fazer uma boa reforma ou não. Portanto, se o governo terá bons 3 anos até a próxima eleição ou 3 anos de economia fraca, desemprego alto e uma situação fiscal que periga ir para um total descontrole.

Depende… A retomada da economia dependerá da aprovação de uma boa reforma, que tenha uma economia em 10 anos de pelo menos R$600 bilhões. Menos que isso será difícil colocar um freio da dinâmica explosiva da dívida pública federal.

Expectativas… O relatório Focus desta semana trouxe mais uma revisão forte nas expectativas. Para 2019 o PIB foi revisado de forma significativa, de 1,70% para 1,49%. A inflação para o final deste ano foi levemente elevada para 4,04% (ante 4,01%). Para 2020 o crescimento do PIB continua estável em 2,50% pela segunda semana seguida, a inflação permanece estacionada em 4% por 96 semanas.

Agenda… Os principais dados da semana serão a divulgação dos dados referentes ao setor de comércio na 5ªF e os dados da inflação (IPCA) de abril, na 6ªF. Além disso, o COPOM anuncia sua decisão de política monetária (4ªF).

E os mercados hoje? Com a renovação do movimento de aversão ao risco na cena global, além do clima de apreensão com o início da tramitação da previdência na comissão especial, vamos o dia como a negativo para os ativos de risco locais. O prêmio de risco brasileiro, medido pelo cds de 5 anos, opera com alta de 0,25%, cotado aos 172 pontos.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,50%, aos 96.007 pontos;
Real/Dólar: -0,69%, cotado a R$ 3,9385;
Dólar Index: -0,32%, 97.520;
DI Jan/21: -8 pontos base, 7,060%;
S&P 500: +0,96% aos 2.945 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Governo mantém sob sigilo partes de acordos na Lava Jato
– Bebianno diz que ministro definiu verba de laranja
– Presidente inflama ala de olavistas ao rebater ministro
– Conflito entre Haza e Israel deixa ao menos 30 mortos

O Estado de São Paulo
– Quatro em cada dez jovens já ficaram com o nome sujo
– Receita mira 263 contribuintes de programa de repatriação
– Governo quer rever gastos com aluguéis
– Bolsonaro descarta regulação das mídias sociais

Valor Econômico
– Zurich e fundo IG4 fazem proposta por Viracopos
– Edital de leilão de energia para Roraima inova
– Trump volta a ameaçar China com tarifas
– Amazon abre plataforma de corretagem de fretes

O Globo
– Base já prepara emendas para não reduzir reforma
– Bolsonaro permitirá levar arma carregada a clube de tiro
– Presidente reafirma que não vai regular mídias
– Trump volta a ameaçar China com mais tarifas

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Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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