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Mercados Hoje: 2° turno fica para agosto

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Introdução: Mercados asiáticos iniciaram a semana em tom positivo; No Japão, não houve abertura do mercado para negociações, em função de feriado nacional; Na contramão, os principais índices de mercado operam com viés de baixa; Em NY, futuros operam no verde, e o dólar (DXY) avança contra seus principais pares; Investidores aguardam início da temporada de resultados corporativos nos EUA; Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo. Aqui, após final de semana com poucas novidades, o mercado deve mostrar alívio pela aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência, na 6ªF à noite, mesmo com notícia de que votação em segundo turno da reforma da Previdência na Câmara deve ficar para depois do recesso, pois não se espera quórum suficiente na semana.


CENÁRIO EXTERNO: CHINA MOSTRA SINAIS DE ESTABILIZAÇÃO

Mercados… Mercados asiáticos iniciaram a semana em tom positivo. As bolsas de Hong Kong e de Shanghai avançaram 0,3% e 0,4%, respectivamente. No Japão, não houve abertura do mercado para negociações, em função de feriado nacional. Na contramão, os principais índices de mercado operam com viés de baixa. O DAX (Frankfurt) opera próxima a estabilidade. Em NY, onde investidores aguardam o início de mais uma temporada de resultados corporativos, futuros operam no verde, e o dólar (DXY) avança contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo. O petróleo (Brent crude) avança 0,6%, negociado acima dos US$ 67,00/barril.

PIB Chinês… A ata da reunião de política monetária de junho do BCE apresentou um tom mais dovish do que Mario Draghi passou na coletiva de imprensa pós-reunião, e veio mais em linha com o discurso que o presidente do BCE deu em SintrO Produto Interno Bruto da China cresceu 6,2% no 2T19 em relação ao observado no mesmo período de 2018, de acordo com dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (15/07). O dado veio em linha com as expectativas de mercado (Bloomberg), e abaixo do ritmo de expansão de 6,4% registrado no 1T19. O indicador mostrou o menor ritmo de expansão desde 1992 e, em meio à manutenção das tensões comerciais com os Estados Unidos, exerce uma pressão maior sobre os formuladores de política na sua busca por um acordo.

Sinas de estabilização… Apesar do crescimento do PIB chinês ter desacelerado no 2T19, dados mensais de atividade e de investimento para o 1S19 já indicam uma maior estabilização da economia. Avanços mais fortes das vendas no varejo (+9,8% a/a) e da indústria (+6,3% a/a) em junho mostram que as medidas estimulativas adotadas pelo governo chinês estão surtindo efeito. Concomitantemente, o investimento em capital fixo acelerou no 1S19 para firmas privadas, enquanto estatais apresentaram uma redução de ritmo no período, também sinalizando algum progresso dos esforços do governo em injetar liquidez no setor privado. De modo geral, os dados retiram a probabilidade de uma crise mais aguda, e foram recebidos de forma positiva pelo mercado.

Na agenda… Em dia de agenda morna no exterior, o destaque será a divulgação do indicador Empire State de atividade industrial do Fed, às 9h30.


BRASIL: 2º TURNO FICA PARA AGOSTO

Fim do primeiro turno… Na quarta-feira passada (10), o texto base foi aprovado com resultado (379-115) enfático para o governo. Nos dois próximos dias, o foco foram os destaques. Várias alterações foram votadas, mas só quatro foram aprovadas.

Os 4 destaques aprovados:

– Flexibilização das regras de aposentadoria para mulheres;
– Diminuição da idade mínima para a categoria da segurança pública;
– Redução do tempo mínimo de contribuição para homens do setor privado;
– Favorecimento aos professores que estão prestes a se aposentar.

Economia do projeto… Os destaques reduziram a economia do governo em aproximadamente R$100 bilhões. Atualmente, o projeto prevê economia de 900 bilhões.

Segundo turno em agosto… A sessão de sexta-feira foi encerrada as 8h30. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidenta da Câmara, foi forçado admitir derrota, junto ao governo. Ambos pretendiam finalizar a etapa na Câmara antes do fim do recesso. Até quinta-feira, também existia a possibilidade de retomar a segunda rodada de votos nesta semana. Apesar disso, o Congresso preferiu antecipar as férias, que tinham início previsto para quinta-feira, e deixar o segundo turno de votos para depois do recesso. Os parlamentares pretendem retomar a questão da Previdência no dia 6 de agosto.

Atual estado da Previdência… Apesar do atraso no cronograma, a economia prevista pelo projeto continua relativamente grande. As partes mais desgastantes do trâmite já foram conquistadas. O segundo turno de votos na Câmara e os dois que prosseguem no Senado, devem ser menos contenciosos do que a comissão especial e primeiro turno da Câmara. A tendência é que o projeto seja aprovado, sem grandes desidratações adicionais, no início de setembro.

Nova lei das licitações… Está pautada para esta segunda-feira, o fim da votação da nova lei de licitações. O projeto altera o processo de licitação em todas as esferas do governo (municipal, estadual e federal). Entre as mudanças estão: alterações nas modalidades de contratação, exigência de seguros para grandes obras e a criação de novos crimes relacionados ao assunto, entre várias outras. O projeto só será votado caso haja quórum na Câmara, uma meta difícil de alcançar na semana que o Congresso entra em recesso, após o termino do primeiro turno de votos da Previdência.

Na agenda… Hoje, o destaque na agenda doméstica será a divulgação do Índice de atividade do Banco Central (IBC-BC), às 8h30. A expectativa é que o dado interrompa uma sequência de quatro quedas, avançando 0,50% (Broadcast).

E os mercados hoje? No exterior, mercados operam com cautela, ponderando dados fortes da China enquanto aguardam início da temporada de resultados nos EUA. Aqui, o mercado deve mostrar alívio pela aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência, na 6ªF à noite, mesmo com a notícia de que votação em segundo turno da reforma da Previdência na Câmara deve ficar para depois do recesso, pois não se espera quórum suficiente na semana. Com isso, esperamos um dia de viés neutro/positivo para ativos de risco locais, já que se pode ter maior convicção de que a economia fiscal foi preservada em torno de R$ 900 bilhões, com a derrota de todos os destaques da oposição na última 6ªF.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,18%, aos 103.906 pontos;
Real/Dólar: -0,46%, cotado a R$ 3,7375;
Dólar Index: -0,25%, cotado a 96.810;
DI Jan/21: +01 pontos base, 5.60%;
S&P 500: +0,46% aos 3013 pontos

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– OAS acumula novas dívidas e corre risco de falir
– Sociedade está sob anestesia e n]ao entendeu Previdência, diz líder da oposição
– Indicação de Eduardo a embaixada divide direita
– Sucessor de Raquel Dodge vai assumir a PGT com as contas em aperto

O Estado de São Paulo
– Governo Bolsonaro deve acelerar entrega de cargos a aliados políticos
– Placar da Previdência já conta com 42 dos 49 votos para aprovação no Senado
– Bloqueio em universidades afeta bolsa, transporte e até bandejão
– Chineses e indianos devem ter entrada facilitada no Brasil

Valor Econômico
– Reforma tributária traz de volta debate sobre desigualdade
– Déficit de clubes de futebol sobe, apesar de receita maior
– Onda do ‘cashback’ avança no varejo nacional
– Juro real fica abaixo de 2% pela primeira vez desde 2012Ignorância é mortal’, diz cientista

O Globo
– Previdência: estados articulam volta à reforma e saídas para rombo
– Decreto da prefeitura do Rio prevê fim dos serviços públicos durante desfiles na Sapucaí
– Capes permitirá pela primeira vez cursos de pós-graduação a distância
– Fim de cobrança em Fernando de Noronha compromete parque, dizem especialistas

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