Análise sobre os eventos mais relevantes da agenda política que se desenvolverão durante o decorrer da semana (09/03 e 15/03)

 

Resumo Semanal

– Manifestações a favor e contra o governo 

– Congresso é pressionado a retomar análise das reformas

– Governo deve apresentar proposta para a reforma tributária


Manifestações

Neste domingo, os apoiadores do presidente da República irão as ruas em uma demonstração de força do bolsonarismo. A mídia e a oposição tentarão definir os protestos como antidemocráticos – afirmando que os manifestantes reivindicam o fechamento do Congresso e do STF -, enquanto o governo tentará caracterizar os atos como uma expressão espontânea da frustração do público diante a inação do Congresso frente às reformas estruturantes.

Concomitantemente, a oposição organiza manifestações em torno de uma série de temas. Durante o fim de semana passado, já foram realizadas demonstrações relacionadas ao dia da mulher e para marcar um ano desde o assassinato da vereadora Marielle Franco. No sábado que vem, um dia antes das manifestações pro-governo, serão realizadas mais manifestações contrárias ao mesmo.

O mais provável é que a aderência das manifestações bolsonaristas ofusquem a menor aderência das manifestações contra o governo. Ao mesmo tempo, existe a possibilidade que temores em torno do coronavírus reduzam a aderência em ambos os protestos.

Congresso pressionado

Durante a presente semana, o Congresso terá de demonstrar que enxerga a questão das reformas com maior urgência. A calmaria no Congresso durante período de pré-carnaval inflou os ânimos dos que esperavam uma retomada mais contundente nos trabalhos dos parlamentares.

A redução na atividade parlamentar durante janeiro e fevereiro é inerente ao período, em parte devido o rearranjo nas presidências das comissões, apesar de que este ano não houve renovação nas lideranças dos colegiados do Senado, que também não registrou avanços relevantes.

Não obstante, há de se frisar que a timidez do governo, que prometeu e desistiu de apresentar propostas para a reforma administrativa e tributária, agregou à sensação de inércia legislativa.

A nossa visão é que o surto do coronavírus e seus impactos sobre a economia e os mercados financeiros, juntamente as manifestações pro-governo do dia 15, que devem contar com grande aderência pública,  pressionarão o Congresso a retomar as suas atividades em torno das reformas,  além de reduzir a incerteza do governo relacionada a apresentação da sua proposta tributária e administrativa.

Tributária, agora vai?

A participação do ministro Paulo Guedes em uma reunião da comissão mista da reforma tributária, agendada para a quinta-feira (12), sugere que o governo finalmente apresentará sua contribuição para o contencioso debate da reformulação dos tributos. Durante a sua visita ao colegiado, Guedes deve detalhar e defender os interesses do governo.

A primeira reunião do colegiado foi conturbada. Alguns parlamentares, liderados pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), se recusaram a dar início aos debates antes que o governo apresentasse uma proposta própria. Está demanda deve ser acatada, mesmo que parcialmente.

O plano inicial do governo era enviar a sua proposta em quatro etapas, começando por uma união de tributos federais (PIS e COFINS), mas existe a possibilidade, ainda que remota, de que o governo tome uma postura mais ambiciosa e apresente sugestões referentes ao IPI e ao CIDE. Alterações ainda mais contenciosas, como mudanças no imposto de renda e um novo tributo sobre lucros e dividendos, não deverão ser apresentados antes do 2ºS20.

 

Contatos

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

*A área de Renda Variável é a responsável  por todas as recomendações de valores mobiliários contidas neste relatório.
“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores, para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo. Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações.Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Instrução CVM nº.598/2018, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.“
Conrado Magalhães Conrado Magalhães

Analista Político

Formado em ciências políticas pela universidade Marymount Manhattan College (NY-EUA), com pós-graduação em administração pelo Insper. Possui cinco anos de experiência no ramo de consultoria política como analista da Arko Advice e agora é o analista político da Guide Investimentos.

58 visualizações

Relacionados

Utilizamos cookies para melhorar a sua navegação

Entendi
Bitnami