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Frigoríficos: China derruba rentabilidade do setor

Os exportadores de carne bovina da América do Sul tentam se recuperar da surpresa negativa vinda da China.

Devido ao massivo movimento de renegociação dos contratos de exportação ao país asiático, os frigoríficos já trabalham com margem negativa nas vendas para seus maiores clientes.

No auge, a margem de contribuição chegou a 20%, mas os novos contratos e os renegociados embutem uma margem de 8% a 9%. No fim, o resultado é negativo.

Segundo o Valor, desde dezembro, os importadores chineses vêm impondo descontos de pelo menos US$1 mil por tonelada sobre cargas já enviadas ou nos portos prestes a sair.

O dianteiro bovino chegou a ser exportado por US$7,2 mil/ton, atualmente os preços estão próximos de US$4,2 mil/ton.

A situação tem impactado exportadores do Brasil, Argentina e Uruguai.

Impacto: Negativo. Mesmo com a falta de oferta na China, os asiáticos estão renegociando contratos e derrubando as margens de exportação da carne bovina da América do Sul. Pode ser uma sinalização de que as expectativas de benefícios da febre suína africana para os frigoríficos brasileiros não se concretizem.

Luis Sales Luis Sales

Analista de empresas

Formado em Administração de Empresas pela FEA/RP-USP, iniciou sua trajetória no mercado financeiro em 2011. Possui cinco anos de experiência no ramo de consultoria financeira e estratégica empresarial e atualmente exerce o cargo de analista de empresas na Guide Investimentos.

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