Internacional 
• Bolsas globais encerram a semana em território negativo;
• PIB da europa tem crescimento de 1% em 2019;
• Inflação americana encerra 2019 abaixo da meta de 2%

Brasil 
• Ibovespa acompanha dinâmica negativa do exterior;
• Dólar testa novo patamar ao registrar cotação de R$ 4,28/US$;
• Economia brasileira encerra 2019 com taxa de desemprego em 11,0%.


FECHAMENTO:

Ibovespa:113.760 (-1,53%)
BR$/US$: 4,28 (+0,83%)
DI Jan/21: 6,61% (+2 bps)
S&P 500: 3.225 (-1,77%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

TOTS3: R$ 74,65 (+2,68%)
JBSS34: R$ 27,58 (+2,34%)
IRBR3: R$ 44,83 (+1,49%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

VVAR3: R$ 14,00 (-4,44%)
WEGE3: R$ 39,41 (-3,81%)
CSNA3: R$ 12,90 (-3,80%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Por mais um dia bolsas internacionais deram sequência aos movimentos de sell-off em massa que caracterizaram a dinâmica dos mercados ao longo da semana. Na medida em que o S&P500, índice americano, assim como o STOXX600, índice pan-europeu, caíram mais de 1% ao longo da sessão, dados de atividades fracos resultaram na ausência de um impulso adicional.

Europa tem crescimento fraco… Investidores europeus foram ligeiramente decepcionados ao observar o resultado do PIB da zona para o 4T19. Ao todo, a economia da região cresceu pífios 1,0%. O fraco desempenho da atividade acabou repercutindo fortes quedas nos inventários em países como Itália e França. No que se refere à atividade francesa, esta acabou sendo fortemente prejudicada pelos protestos contra a reforma da previdência que o governo de Macron está buscando implementar.

Mas existem sinais positivos… Do lado positivo, a Alemanha, cuja indústria de exportação tem sofrido intensamente com a disputa comercial, já demonstra sinais de retomada de tração. O fato de que a União Europeia evitou um hard Brexit junto da Inglaterra cria perspectivas favoráveis para o resto do bloco. Não obstante, os resultados devem continuar alimentando apostas em prol de uma continuidade no processo de acomodação por parte do Banco Central Europeu (BCE). Assim, o BCE deve continuar praticando taxas de juros negativas conjugadas ao afrouxamento quantitativo – um tipo de política monetária não convencional onde o BCE compra títulos públicos e privados com o intuito de derrubar as taxas de longo prazo para fomentar a atividade e inflação.

Inflação americana… Na esfera monetária, foi publicado o principal índice de inflação para o mês de dezembro acompanhado pelo Fed, o PCE (Personal Consumption Expenditure, em inglês). No mês, o índice aumentou em 0,3%, fazendo a inflação americana registrar um avanço de 1,6%, abaixo da meta simétrica de 2% preconizada pela instituição. No núcleo, que exclui componentes voláteis como energia e alimentos, o avanço mensal foi de 0,2%. Por mais um ano, a inflação americana fechou abaixo da meta estabelecida pelo FOMC, o comitê de política monetária do Fed. Como o BCE, que também batalha com baixa inflação, o dado deve, também, forçar o Fed a continuar praticando taxas de juros estimulativas.


BRASIL:

Mercados… O índice Bovespa acompanhou o movimento de aversão ao risco verificado no exterior e continuou operando em queda ao longo desta 6ªF. Ao todo, o índice acabou catalogando uma queda semanal acumulada de 3,90%. No mercado cambial, o vetor de pressão sobre o real não cessou. Muito pelo contrário, a aversão ao risco criada pelo 2019-nCov e a expectativa de corte de juros fez a cotação testar novos patamares, onde chegou a registrar uma nova máxima de R$4,28/US$. A alta do dólar, por sua vez, imprimiu efeito sobre o mercado de juros, forçando uma alta nas taxas ao longo dos vértices curtos. O CDS de cinco anos, medida de risco-país, continua oscilando em torno dos 100 pontos base, sem grande destaque. Como o Congresso retorna na semana que vem, a continuidade no avanço da agenda reformista do governo deve imprimir efeitos relevantes sobre a cotação do ativo no horizonte de médio prazo.

Atividade econômica… O grande destaque do dia foi a taxa desemprego, observada a partir da PNAD-Contínua, divulgada pelo IBGE. A taxa confirmou expectativas de mercado ao catalogar uma queda de 11,2% para 11,0% em dezembro. Os setores de administração pública, indústria e outros serviços foram os principais destaques positivos, enquanto a construção reverteu o que parecia ser um ciclo de retomada de emprego no setor. No que tange ao rendimento real do trabalho, isto é, os salários reais, houve uma retração de 0,3%. Naturalmente, esta redução no poder de compra do trabalhador repercutiu o choque de alimentos que pressionou fortemente a inflação em dezembro, causando uma queda dos salários reais.

Totvs… Os papéis da empresa tiveram a maior valorização do Ibovespa hoje. Após ter seu preço alvo elevado por uma casa de análise renomada, a empresa virou o centro das atenções nesta 6ªF. As recentes aquisições da companhia também têm contribuído para o bom desempenho da Totvs.

Petrobras… A empresa tem sido impactada pelas as recentes quedas no preço internacional do petróleo. A apreensão a respeito do crescimento global decorrente do coronavírus tem resultado numa queda diária do preço da commodity.

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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