Internacional 
• Bolsas globais ensaiam movimentos mistos;
• Taxa de desemprego registra queda na zona do euro;
• PIB dos EUA encerra 2019 com crescimento de 2,1%.

Brasil 
• Ibovespa segue sendo contaminado e tem desempenho pífio;
• Dólar volta a testar o limiar de R$ 4,25/US$


FECHAMENTO:

Ibovespa:115.528 (+0,12%)
BR$/US$: 4,24 (+0,51%)
DI Jan/21: 5,50% (+1 bps)
S&P 500: 3.283 (+0,31%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

GGBR4: R$ 21,74 (+2,98%)
GOUA4: R$ 9,90 (+2,38%)
PETR3: R$ 30,99 (+2,08%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

WEGE3: R$ 40,97 (-3,35%)
BRKM5: R$ 31,80 (-3,20%)
ECOR3: R$ 18,36 (-2,70%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas internacionais operaram de forma mista, com a sombra do coronavírus todavia forçando movimentos de sell-off sobre os principais índices acionários ao redor do globo. O decreto de emergência por parte da Organização Mundial da Saúde colocou pressão adicional sobre os mercados. Na outra ponta, o PIB nos EUA acima do esperado impulsionou as bolsas da região, levando o S&P500 a encerrar o dia em alta.

Economia europeia… Ao sofrer uma leve queda de 0,1 ponto percentual, a taxa de desemprego na zona do euro registrou o valor de 7,4% ante expectativas de manutenção. A divulgação do dado corrobora, a partir do mercado de trabalho, a ideia de que a economia europeia está finalmente passando por um gradual processo de estabilização. Também repercute os dados positivos de atividade (Índice de Gerentes de Compra), divulgados na semana passada, onde se demonstrou que a indústria alemã, a principal afetada pelos principais pontos de tesão geopolítica, está finalmente ganhando tração.

Economia americana… A divulgação do PIB para o 4T2019 veio em linha com as expectativas de mercado ao registrar um crescimento anualizado de 2,1%, demonstrando que a economia americana continuou forte no fim do ano passado.

Decompondo o PIB…. Ao destrinchar os diferentes componentes do PIB, observamos que os principais drivers por traz do crescimento foram o consumo das famílias e os gastos do governo. O primeiro, beneficiado pela baixa taxa de inflação e juros, aumentou 1,8%, enquanto o segundo teve uma vigorosa expansão de 2,7% devido, em parte, aos recentes aumentos de gastos militares implementados pelo governo Trump. O investimento, fortemente prejudicado pela disputa comercial, despencou 6,1%. As exportações, devido ao fortalecimento do dólar e enfraquecimento da demanda externa, tiveram ligeiro aumento de 1,4%. As importações, mesmo na presença de um vigoroso crescimento econômico, sofreram uma queda de -8,7%, repercutindo os efeitos nefastos das tarifas de importações que vigoram tanto sobre bens de consumo quanto bens de capital.


BRASIL:

Mercados… O Ibovespa continuou sendo contaminado pelas pressões de sell-off em função do cenário externo incerto e operou em queda ao longo da sessão, revertendo a baixa no fim do dia, após a S&P reforçar intenção de melhorar o rating de crédito brasileiro. No mercado cambial, o real continuou sob forte pressão e voltou a testar os patamares visto em novembro, onde a cotação atingiu valores acima de R$ 4,25/US$ e forçou a intervenção do Banco Central com a venda de dólares à vista. Reiteramos: por mais que não seja nossa expectativa, como o mercado espera que o Copom corte a Selic mais uma vez o impacto esperado é de constrição adicional sobre a divisa brasileira. O CDS de cinco anos, medida de risco-país, segue operando em torno dos 100 pontos base, seu atual valor de equilíbrio até que um avanço significativo das reformas fiscais volte à tona. No mercado de juros, as taxas operaram de forma estável.

Gerdau… A empresa foi a que mais subiu no pregão de hoje. Após começar o dia pressionada, o papel virou após a declaração da OMS, descartando recomendações de restrições a comércio ou viagens, inclusive à China, e elogiando a atuação do país asiático no combate à doença.

Hering… O setor varejista sofreu nesta quinta-feira. Com o receio do crescimento global e da projeção de consumo brasileiro, a Hering foi a varejista que mais desvalorizou no pregão, em linha com o movimento que a empresa tem seguido ao longo de todo o mês.

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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