Internacional 
• Bolsas internacionais são sequência aos movimentos de acomodação e operam em alta;
• Índice de confiança do consumidor na Alemanha registra alta para fevereiro;
• Fed mantém taxa de juros inalterada no intervalo de 1,50% – 1,75%

Brasil 
• Ibovespa opera na contramão do exterior e cai ao longo do pregão;
• Com maior diferencial de juros na expectativa dos investidores, real segue sendo pressionado


FECHAMENTO:

Ibovespa:115.385 (-0,94%)
BR$/US$: 4,22 (+0,86%)
DI Jan/21: 5,45% (-5 bps)
S&P 500: 3.273 (-0,09%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

MRVE3: R$ 21,05 (+4,67%)
RADL3: R$ 128,59 (+2,98%)
HYPE3: R$ 34,75 (+2,78%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

FLRY3: R$ 31,16 (-4,12%)
AZUL4: R$ 59,87 (-4,07%)
MRFG3: R$ 11,10 (-4,06%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas internacionais deram sequência aos movimentos de acomodação verificados no pregão de ontem e operaram em alta. Por mais que o coronavírus continue pensando sobre a mente de investidores, a continuidade na postura acomodatícia por parte do BC americano agradou as expectativas dos participantes de mercado, enquanto dados de confiança do consumidor na maior economia da Europa, a Alemanha, deram um impulso adicional aos ativos de risco da região.

Economia alemã…. O índice de confiança do consumidor, produzido pela GfK, agência de estatísticas alemã, registrou um aumento de 9,6 para 9,9, contrariando as expectativas dos participantes de mercado que previam a estabilidade do índice. O índice faz referência a fevereiro e, portanto, representa a formação de expectativas prospectivas com relação ao estado da economia. Em uma nação fortemente dependente das exportações, a oficialização do acordo sino-americano foi positiva para o sentimento dos consumidores, aponta Rolf Buerkl, pesquisador da instituição. Além disto, o final do processo de enfraquecimento da indústria, baixo desemprego e uma maior propensão a consumir também se configuram como fatores relevantes para explicar a alta.

FOMC… Decisão de juros do Fed… A divulgação do pedido de bens duráveis veio acompanhado da decisão de política monetária do banco central americano. Como antecipamos no Apito Final e no Mercados Hoje, o FOMC manteve a taxa de juros estacionada em seu atual intervalo de 1,50% – 1,75%, sinalizando uma continuidade em sua postura acomodatícia. O resultado não surpreende, uma vez que os três cortes de juros implementados ao longo de 2019, com o intuito de sustentar o atual ciclo de expansão, todavia não surtiram efeito sobre a economia real. O processo geralmente toma um ano para se consumar. Por mais que tenha mantido a taxa de referência, o Federal Funds Rate, inalterado, aumentou, em cinco pontos base, o Interest On Excess Reserves, que é a taxa que paga aos bancos que tem um excesso de reserva sobre suas contas com o BC. Esta taxa é um dos instrumentos que o Fed utiliza para manter a taxa de referência na banda de 1,50% – 1,75% preconizada pela instituição.

Discurso de Powell… Em seu discurso pós-decisão, Powell reiterou que o atual estado da política monetária é apropriado para as condições da economia, reforçando a saúde da maior economia do mundo. Quando questionado sobre a dificuldade que o BC tem tido para atingir a meta de inflação, Powell apontou que a alta taxa de participação no mercado de trabalho, refletido na baixíssima taxa de desemprego, aponta para uma elevação na oferta de trabalho e explica, parcialmente, a razão pela qual os salários – importante determinante da inflação – tem crescido a taxas tão moderadas. Sobre o acordo sino-americano, mencionou que é necessário esperar para que surte efeito. No que tange ao coronavirus, reconheceu que a epidemia é um perigo para a economia global, mas reforçou a necessidade e observar e interpretar o fluxo de dados para mensurar a magnitude do impacto do vírus.


BRASIL:

Mercados… Na contramão das bolsas no exterior, o Ibovespa voltou a operar em queda e fechou o dia em território negativo. Na ausência de um fluxo de notícias para impulsionar os ativos de risco brasileiros, a bolsa local demonstrou forte resistência para avançar ao longo do pregão. O real continuou sob pressão no mercado cambial, visto que o Fed manteve a taxa de juros inalterada e, todavia, prevalece a expectativa em mais um corte da taxa Selic, o que eleva o diferencial de juros e alimenta expectativas de uma maior depreciação da divisa brasileiro frente ao dólar. No mercado de juros, as taxas passaram por um leve processo de acomodação e operaram em alta ao longo de todos os vértices. Não obstante, como mencionado, o mercado segue precificando um corte de 0,25 ponto percentual com probabilidade de 80%. O CDS de cinco anos, medida de risco-país, reverteu o movimento de alta verificado ao longo dos últimos dias e voltou a operar abaixo dos 100 pontos base.

MRV… A empresa foi o grande destaque do dia, sinalizando COM mais de 5% de alta após a notícia de que ela deu início em seu processo de vendas online, incluindo todas as etapas de compra através de sua plataforma digital.

Weg… Com a elevação do preço alvo da empresa por uma casa de análise, papel também fica entre os principais destaques do índice Ibovespa. Além disso, a cia publicou um aviso ao mercado a respeito de duas trocas nos cargos de Diretor Superintendente e Diretor Internacional Corporativo.

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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