Internacional 
• Bolsas globais passam por processo de acomodação
• Pedidos de bens duráveis (dezembro) nos EUA surpreendem positivamente em primeiro momento, mas decomposição do dado não traz novidades animadoras

Brasil 
• Ibovespa acompanha o exterior e opera em alta
• Câmbio opera de forma estável ao longo do pregão


FECHAMENTO:

Ibovespa: 116.479 (-3,29%)
BR$/US$: 4,19 (+0,69%)
DI Jan/21: 4,33% (+1 bps)
S&P 500: 3.276(+1,01%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

AZUL4: R$ 62,41 (+8,58%)
MGLU3: R$ 56,99 (+5,93%)
IRBR3: R$ 44,31 (+5,75%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

BRKM5: R$ 34,17 (-2,98%)
BRFS3: R$ 31,36 (-1,32%)
HYPE3: R$ 33,81 (-0,94%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Após passar por um intenso processo de queda ao longo das negociações de ontem, bolsas globais recuperaram partes dos ganhos e operaram em alta ao longo do pregão. Por mais que o coronavírus continue se apresentando como uma ameaça latente para a saúde da economia global, índices acionários passaram por um processo de acomodação. Ao todo, o STOXX600, índice pan-europeu, e o S&P500, índice americano, passaram por uma valorização de 0,84% e 1,01%, respectivamente.

Economia americana… O início da reunião de política monetária do Fed veio acompanhada da leitura preliminar, para o mês de janeiro, dos pedidos de bens duráveis na economia americana. Na superfície, o índice pareceu surpreender ao catalogar um aumento de 2,4% ante estimativas de 0,3%. Ao analisar o dado mais a fundo, vemos que o avanço no índice não foi tão robusto quanto parecia à primeira vista, uma vez que, se excluirmos itens como aeronaves e equipamentos de defesa, houve uma queda de 2,5% no pedido de bens duráveis. Os novos pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, uma espécie de proxy para o investimento das firmas na economia, caiu 0,90%. Ao todo, mesmo após a oficialização do acordo parcial, rali dos mercados financeiros e concretização da postura acomodatícia do BC, o investimento continua segue pressionado.


BRASIL:

Mercados… O Ibovespa acompanhou a dinâmica positiva verificada nos pregões americanos, recuperando boa parte das perdas acumuladas ao longo do pregão de ontem. Ao todo, o índice local apreciou uma alta de 1,75%, ganhando tração na medida em que investidores identificam que a bolsa local ficou em patamares atrativos e assumiram posições compradas em massa. Ao longo do dia, o real teve um bom desempenho quando comparada contra seus pares emergentes, porém segue em níveis elevados, ainda condicionado a partir de apostas de mercado em mais um corte na taxa Selic. Por mais que não acreditemos que isto efetivamente acontecerá na semana que vem, o mercado o precifica e, portanto, pressiona a moeda no mercado cambial. No mercado de juros, as taxas operaram de forma mista, elevando-se na ponte curta e caindo na ponta longa. O CDS de cinco anos, medida de risco país, também passou por um processo de correção e operou em queda, terminando o dia cotado abaixo dos 100 pontos base.

Azul… A empresa registrou forte alta no pregão de hoje. O desempenho se deu após a Azul anunciar que espera subarrendar 53 de suas aeronaves E195, com objetivo de acelerar a transformação da frota, através de aeronaves E2. A mudança aumentará o fluxo de caixa da Azul nos próximos anos, tendo em vista que as novas aeronaves são maiores e mais eficientes em termos de consumo de combustível.

JBS… A empresa também desempenhou bem nesta 3ªF. A assinatura do acordo com a WH Group para oferecer um portfólio de produtos da Friboi e Seara num acordo que pode movimentar até R$3 bilhões em negócios por ano, fez com que o papel voltasse a se valorizar após os fracos desempenhos dos últimos pregões.

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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