Internacional 
• Novo coronavírus continua contaminando bolsas globais e promove sell-offs em massa
• Coronavírus tem potencial de impacto abrangente
• Índice de clima de negócios na Alemanha registra queda em janeiro

Brasil 
• Ibovespa acompanha exterior e despenca -3,29%
• Real segue pressionado na medida em que o mercado espera mais cortes na taxa Selic


FECHAMENTO:

Ibovespa: 114.482 (-3,29%)
BR$/US$: 4,21 (+0,69%)
DI Jan/21: 4,32% (-3 bps)
S&P 500: 3.243 (-1,57%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

VIVT4: R$ 60,44 (+0,83%)
RADL3: R$ 125,00 (+0,81%)
TIMP3: R$ 16,50 (+0,67%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

GGBR4: R$ 19,95 (-7,94%)
CSNA3: R$ 13,75 (-7,78%)
GOAU4: R$ 9,60 (-7,51%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas globais deram continuidade aos movimentos verificados na semana passada e operaram em queda ao longo do pregão. Por mais que o governo chinês esteja promovendo esforços relevantes para conter a disseminação do coronavírus, investidores assumem posições vendidas na medida que compreendem de que forma a epidemia pode impactar não só ativos de risco, mas a própria produção da economia global. No final do dia, o STOXX600, índice pan-europeu, assim como o S&P500, índice americano, catalogaram quedas de 2,26% e 1,57%, respectivamente.

Mais mercados… Além de impactar negativamente o preço das commodities, a disseminação do coronavírus também tem o potencial de impactar negativamente a dinâmica de outros mercados. O de luxo é um deles. Grandes conglomeradas de luxo como a LVMA dependem da demanda chinesa para se sustentar-se e sofrem com o reduzido influxo de consumidoras às lojas devido às restrições de mobilidade impostas pelo governo chinês. O setor de turismo, por razões óbvias, é outro que também passar por uma dinâmica negativa. As empresas do setor, especificamente, sofreram um abalo ao longo do pregão em função do cancelamento de uma gama de viagens que estavam marcadas para as próximas semanas. Grandes empresas do setor como a Royal Caribbean no exterior, e a CVC, no Brasil, registrarão desvalorizações relevantes na sessão.

Economia alemã… De acordo com o Instituo Ifo, um think-tank baseado na Alemanha, o sentimento com relação ao clima de negócios entre 9000 empresas do país registrou queda de 96,3 para 95,9 em janeiro. A divulgação freou as expectativas daquelas que acreditam que um rebound vigoroso do crescimento alemão estava por vir. O resultado contraria os dados relacionados ao Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês), que apontou para uma melhora na maior economia da Europa. De acordo com a pesquisa, produtores alemães parecem estar mais pessimistas com relação ao futuro, mesmo com a oficialização do acordo parcial sino-americano. As preocupações em torno de um possível acirramento de tensões comerciais entre diversas nações europeias e os EUA em função de um imposto digital sobre grandes empresas de tecnologia contribui para explicar esta piora de sentimento.

 


BRASIL:

Mercados… O Ibovespa acompanhou a dinâmica das bolsas globais e operou em queda ao longo do pregão, caindo quase 3% no dia. A continuidade no espalhamento do novo coronavírus (vide Cenário Externo) ocasionou uma corrida ativos de segurança como o ouro e títulos americanos; movimento que penalizou o real ao longo do pregão. Ao todo, a divisa brasileira desvalorizou-se em +0,69% e terminou o dia cotado aos R$ 4,20; movimento que também se explica em função da expectativa, por parte de participantes de mercado, de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. Estas expectativas também surtiram efeito sobre o mercado de juros, onde as taxas operaram em queda ao longo de todos os vértices. O CDS de cinco anos, por sua vez, voltou a operar em alta, e, ao contrário do que vinha sendo verificado nos últimos pregões, voltou a ser negociado consideravelmente acima dos 100 pontos base. Mais cedo, o comunicado de que Bolsonaro estaria prestes a mandar sua proposta de Reforma Administrativa para o Congresso não surtiu efeito relevante sobre as expectativas dos agentes no que se refere ao ajuste fiscal brasileiro.

JBS… Os papéis da empresa empresa sofreram dura queda no pregão de hoje. O forte noticiário relacionado ao coronavírus, somado a apreensão de que chineses podem estar reportando números menores de casos em relação aos números reais, fez com que investidores ficassem receosos quanto a atividade econômica do país, fato que impactou fortemente o desempenho dos frigoríficos.

TIM… A empresa foi uma das poucas que se salvaram nesta 2ªF. A notícia de que a empresa seria a principal interessada nos ativos móveis da Oi fez com que o mercado se posicionasse positivamente no papel.

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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