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Internacional
• Bolsas globais registram 1ª sequência de altas consecutivas desde o início da crise;
• Pedidos de bens duráveis nos EUA crescem 1,2% em fevereiro.

Brasil
• Ibovespa continua se beneficiando da melhora de dinâmica verificada no exterior;
• Volume no setor de serviços registra alta de 0,6% em janeiro;
• IPCA-15 avança 0,02% em março, com efeitos do Covid-19 já se refletindo nos preços;
• Dinâmica de preços continua apontando para futuros estímulos monetários por parte do Copom


FECHAMENTO:

Ibovespa: 74.956 (+7,50%)
BR$/US$: 5,03 (-0,96%)
DI Jan/27:8,35% (-81 bps)
S&P 500: 2.475 (+1,15%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

GOLL4: R$ 10,94 (+35,06%)
BRKM5: R$ 15,02 (+31,75%)
RENT3: R$ 34,47 (+26,82%)

MAIORES BAIXAS:

CRFB3: R$ 20,85 (-4,36%)
PCAR3: R$ 70,00 (-2,78%)
VIVT4: R$ 47,06 (-1,79%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Ativos de risco globais deram sequência aos movimentos de alta verificados ao longo das negociações de ontem. O acordo costurado entre Democratas e Republicanos dentro do Senado americano no que tange à implementação de um ambicioso pacote fiscal promoveu um alívio maior entre investidores. O índice de volatilidade, Vix, do S&P, que serve como um termômetro para o “medo” nos mercados americanos operou em queda ao longo do pregão. Ao passo que o estímulo fiscal americano passa a ser incorporado nos preços, porém, seu efeito positivo se dissipará ao longo do tempo. Assim sendo, o único fator que pode promover alívios subsequentes será algum avanço significativo no que se refere à contenção na taxa de crescimento dos infectados pelo Covid-19 ao redor do globo.

Economia americana… Os pedidos de bens duráveis para o mês de feveriero, importante indicador de atividade econômica, continuou pintando uma imagem favorável para a economia americana ao crescer 1,2%. O avanço foi puxado principalmente por uma aquecida demanda por bens de transporte. Não obstante, como no mês de fevereiro o Covid-19 ainda não havia surtido efeito relevante sobre a atividade, o dado fica praticamente obsoleto para ilustrar o estado atual da economia americana. Desta forma, investidores se atentarão á divulgação dos dados de março, que devem, como o Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) já tem feito, indicar uma contração relevante da maior economia do mundo no 1S20.

 


BRASIL:

Mercados… Assim como no exterior, o Ibovespa seguiu em frente com a dinâmica altista de ontem e encerrou o pregão em território positivo. As melhoras dos ânimos importados do exterior foram suficientes para reviver o apetite pelo risco no mercado local. A divulgação do volume no setor de serviços, que cresceu 0,6% em janeiro, também teve contribuição marginal. No mercado cambial, o real também se beneficiou da dinâmica menos avessa ao risco, e a cotação do dólar voltou a cair momentaneamente abaixo do limiar psicológico de R$ 5,00. Esta leve melhora na percepção de risco também surtiu efeito sobre a curva de juros, com investidores devolvendo parte dos prêmios que vinham sendo embutidos outrora. O CDS de cinco anos, métrica de risco país, também caiu, porém segue sendo negociado em patamares notavelmente altos em relação aos que vinham sendo verificados no início de 2020.

Atividade econômica… Como mencionado anteriormente, o setor de serviços expandiu em 0,60% no mês de janeiro, impulsionado principalmente pelo avanço nos transportes, refletindo parcialmente os spill-overs positivos da melhora verificada para a indústria período. Há de se lembrar, porém, que como o dado faz referência ao mês de janeiro, não captura os efeitos recessivos da atual crise. Os dados de março, ao contemplar tal fato, devem sofrer uma deterioração relevante. Comentamos o dado mais a fundo no nosso Flash Macro.

Inflação… O Índice de Preços ao Consumidor Amplo quinzenal (IPCA-15) demonstrou um ligeiro avanço de 0,02% em março, o menor avanço para o mês desde a implementação do Plano Real. De interessante, pudemos observas que os impactos deflacionários advindos da crise do Covid-19 já se fazem sentir sobre a dinâmica de preços da economia. Itens como passagens aéreas e combustíveis já sofreram uma queda acentuada. O primeiro caiu 16,88%, logicamente em função da reduzida demanda por voos no atual quadro de pandemia, enquanto que o segundo caiu 1,19%, repercutindo a queda na cotação internacional do petróleo, este devido tanto ao choque negativo de demanda por causa do Covid-19 quanto ao choque positivo de oferta derivado a partir à guerra de preços que está sendo travada atualmente entre Rússia e Arábia Saudita.

Corolários para a política monetária… O choque deflacionário que prevíamos parece estar regendo a dinâmica de preços na economia brasileira. Isto, conjugado às ainda baixas expectativas de inflação (como visto na última leitura do boletim Focus) continua apontando para a continuidade de estímulos monetários por parte do BCB. Desta forma, em sua próxima reunião em maio, o BCB deve seguir em frente com o ciclo de cortes. O baixo nível de atividade que deve se verificar, principalmente a partir de março, também cria mais um motivo para que o BC siga nesta direção. Não obstante, é sempre importante frisar que a atual crise elevou os componentes que podem ameaçar a não obtenção da meta de inflação de 4% preconizada pelo CMN. Isto é, o balanço de riscos, que mede os fatores que podem levar a inflação além ou aquém da meta, tornou-se muito mais volátil. Em função disso, apesar do Copom continuar adotando uma postura estimulativa no tocante aos juros, a condução da política monetária deverá continuar sendo caracterizada pela cautela.

Gol… A companhia foi o grande destaque de alta hoje. O setor de companhias aéreas foi o grande prejudicado com o crescimento dos números de infectados pelo coronavírus. Para que os impactos fossem minimizados, o governo proveu algumas facilidades às empresas, que também fizeram um acordo para que fosse mantida uma escala mínima de voos no país durante esse período.

Localiza… A locadora também se consolidou entre os grandes destaques do dia. O setor de locadoras acabou sendo afetado nos últimos dias por um aumento de casos de coronavírus, além da diminuição de voos, o que diminui o número de turistas alugando carros, um menor número de pessoas está circulando nas ruas e utilizando os serviços de uber. O preço da ação acompanhou a tendência do mercado e seus múltiplos acabaram ficando baratos, o que pode significar uma oportunidade de investimento. O sentimento mais positivo do mercado no pregão de hoje acabou influenciando o desempenho da ação positivamente.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

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