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Internacional
• Índices globais recuperam parte das perdas acumuladas nas últimas sessões, com investidores a espera da aprovação de pacote fiscal nos Estados Unidos;
• PMI na zona do euro e nos EUA já apontam para os efeitos recessivos advindos da crise do surto de Covid-19

Brasil
• Ibovespa acompanha exterior e tem sessão de alta:
• Dólar perde força lá fora e movimento alivia real;
• Vendas no varejo recuaram 1% em janeiro;


FECHAMENTO:

Ibovespa: 62.729 (+9,69)
BR$/US$: 5.08 (-1.05%)
DI Jan/27:8.31% (-44 bps)
S&P 500: 2.237 (-2.93%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

BPAC11: R$ 32.59 (+24,82%)
MGLU3: R$ 36.68 (+21,42%)
BTOW3: R$ 54.80 (+20,86%)

MAIORES BAIXAS:

RADL3: R$ 108.22 (-5.81%)
CRFB3: R$ 21.80 (-2.77%)
VIVT4: R$ 47.92 (-2.34%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Ativos de risco ao redor do globo contrariaram a tendência verificada ao longo das negociações de ontem e operaram em forte alta ao longo do pregão. O melhor ânimo dos investidores deu-se em função de um aparente avanço nas negociações, dentro do Congresso americano, no que tange a aprovação e implementação do ambicioso pacote fiscal de cerca US$ 2 trilhões. A calma parece ter permeado as decisões de investimento, uma vez que o Vix, importante indicador de volatilidade, operou em queda ao longo do pregão. Como boa parta da queda na atividade econômica já vinha sendo precificada pelos mercados financeiros, os PMIs divulgados hoje para os EUA e zona do euro não fizeram preço. No final do dia, tanto o S&P500 quanto o Stoxx 600 encerram o pregão em território notadamente positivo. Há de se lembrar, porém, que tal alta é pode ser passageira. A volatilidade deve continuar fortemente em regendo os mercados ao longo das próximas semanas, uma vez que a número de infectados ao redor do mundo ainda não mostra sinais de acomodação.

Economia europeia… O Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês), em sua leitura preliminar para o mês de março, caiu de 51,6 para 31,4; a menor leitura desde o final dos anos 1990. A razão é clara: redução da demanda proveniente das medias de contenção implementadas pelos governos locais. A pesquisa apontou que tal redução de consumo, e, portanto, produção, pode configurar uma queda anualizada de 8%. Os serviços, principalmente aqueles ligados diretamente ao consumidor, sofreram um impacto nefasto. O sub-índice caiu de 52,6 para 28,4. O setor industrial, por sua vez, teve uma queda menos acentuada, de 49,2 para 44,8. Este é o primeiro registro que temos sobre o impacto do vírus sobre a atividade europeia, e estes números tornam ainda mais urgente a continuidade na implementação dos pacotes fiscais que estão atualmente sendo considerados.

Economia americana… O mesmo índice para a economia americana não apresentou um movimento muito diferente do que foi observado para a zona do euro. Por mais que a queda não tenha sido tão intensa quanto no velho continente (caiu de 49,6 para 40,5), já demonstra os mesmos impactos: piora pela queda de demanda decorrente do escalamento no surto do Covid-19 no país. Os entrevistados registraram queda no emprego, decorrente na menor atividade e comércio, assim como um movimento deflacionário nos preços do mercado. Muito produtores foram obrigados a reduzir preços face à queda de demanda derivada da preocupação com o vírus. Assim como na Europa, os resultados também fazem jus àqueles que demandam mais rapidez na implementação do pacote de gastos do governo.

 


BRASIL:

Mercados… O Ibovespa acompanhou o movimento das bolsas no exterior e operou em forte alta ao longo da sessão desta 3ªf. O ambiente externo relativamente mais ameno reduziu reviveu o apetite pelo risco ao passo que investidores avaliavam os novos níveis de preços dos ativos de risco. No mercado cambial, a menor corrida a ativos de segurança levou o dólar a perder força no mercado internacional, e resultou na apreciação do real frente à divisa americana. De qualquer maneira, o greenback segue sendo negociada acima de R$ 5,00. No mercado de juros, ao contrário do que foi verificado ontem ontem, as taxas operaram em queda, repercutindo a baixa na cotação do dólar e no CDS de cinco anos, métrica de risco país.

Atividade econômica… As vendas no varejo contraíram pelo segundo mês consecutivo em janeiro (-1,0% m/m), em leitura que trouxe o pior resultado para o mês desde 2016. Em relação à janeiro de 2019, o resultado ainda apontou para um aumento de 1,3% no volume de vendas – valor que, apesar de positivo, representa uma desaceleração em relação ao que vinha sendo verificado nos últimos anos. Por outro lado, no conceito ampliado, que leva em consideração veículos, peças automotivas e materiais de construção, a pesquisa mostrou um avanço no mês. Como principal destaque, o volume de vendas de veículos, motos e peças automotivas saltou 8,5% na margem – componente influenciado positivamente pela queda nas taxas de financiamento. De modo geral, quando analisados em conjunto com os dados da indústria, que continuam apontando para a estagnação setor, os números do varejo corroboram com a visão de que a economia brasileira não estava nas melhores condições para enfrentar uma crise das proporções da que estamos vivendo hoje.

CCR… A empresa ficou entre os principais destaques no pregão de hoje diante de uma melhora do sentimento de mercado. Vale lembrar que a companhia trabalha não apenas com concessões rodoviárias, mas também uma série de outros serviços, o que torna seu business menos arriscado que o de seus players. Além disso, a CCR divulgou que semanalmente vai registrar informações sobre os movimentos em todas as concessões sob sua gestão, o que faz com que o mercado consiga ter mais segurança.

Magazine Luiza… Outro destaque de perfomance no dia. A companhia possui estrutura sólida e plataforma digital bastante desenvolvida, o que é uma vantagem competitiva agora que a maioria dos comércios estão fechados.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

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