Internacional
• Ativos de risco globais voltam a cair face à incerteza trazida pelo coronavírus;
• Democratas voltam a barrar pacote fiscal dos Republicanos;
• Disseminação do Covid-19 segue em pauta;
• Fed reforça atuação no Sistema Financeiro e na economia.

Brasil
• Ibovespa segue em queda, MP estimula formação de incerteza com relação à capacidade do governo de lidar com a crise;
• Real segue sob pressão no mercado cambial;
• Curva de juros segue em processo de inclinação.


FECHAMENTO:

Ibovespa: 63.570 (-5,13%)
BR$/US$: 5.13 (+1.37%)
DI Jan/27:9.38% (+48 bps)
S&P 500: 2.237 (-2.93%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

WEGE3: R$ 35.62 (+10.30%)
PCAR3: R$ 71.70 (+6.65%)
SUZB3: R$ 28.65 (+4.60%)

MAIORES BAIXAS:

HGTX3: R$ 11.31 (-16.22%)
NTCO3: R$ 21.28 (-15.46%)
RENT3: R$ 23.70 (-13.98%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas internacionais deram sequência, mais uma vez, aos movimentos de self-off que têm caracterizado o comportamento dos investidores ao redor do globo. O atraso de um importante pacote de estímulos fiscais da ordem de US$ 2 trilhões de dólares deixou investidores apreensivos com relação á eficácia com o qual os formuladores de política econômica nos EUA estão lidando com a crise do Covid-19. Até que algum avanço com maior celeridade seja feito nesta frente, investidores continuarão assumindo o pior dos casos para o futuro da economia mundial. Ao todo, tanto o S&P500, índice americano, assim como o Stoxx 600, índice que abrange uma gama de ativos ao redor do continente europeu, encerraram o pregão desta em território negativo.

Democratas voltam a barrar o pacote fiscal… Em mais um voto realizado hoje ao longo da tarde, membros do Partido Democrata americano voltaram a barrar o pacto de estimulo de US$ 2 trilhões preconizado pelo Partido Republicano. O debate em torno do pacote recebeu 49 votos a for e 46 contra, 11 abaixo dos necessários para aprová-lo (60). Democratas que se opõem ao projeto argumentam que o pacote é generoso demais com grandes corporações americanos e não leva em conta as verdadeiras necessidades do trabalhador americano.

Os números da doença hoje… Como era de se esperar, a intensa disseminação do coronavírus além das fronteiras chinesas continua sendo o ponto de foco e tensão ao redor do mundo. Até o momento, o mundo já regista 372.563 infectos e 16.381 mortes, configurando uma taxa de letalidade de aproximadamente 4,4%. A Itália, Espanha e Estados Unidos já registram mais de 30 mil casos, e, o mais preocupante de tudo, é que o número diário de infectados ainda é muito maior do que aqueles que se recuperam da doença. Já avisamos anteriormente que a situação parece estar longe de ser resolvida e os dados apontam cada vez mais para um cenário de piora.

Fed segue atuando… Após uma série de medidas para garantir o fluxo de liquidez nos mercados financeiros, o Fed anunciou, ao contrário do que havia comunicado na semana passada, que não terá limite para o montante de títulos públicos e privados que irá enxugar do mercado de forma a prover liquidez. A medida veio na esteira de outro anúncio, onde a instituição alertou que irá comprar uma gama de outras classes de papeis que incluem ativos lastreados em dívida estudantil e automotiva. Além disso, novos empréstimos para pequenos negócios serão estendidos via o Small Business Administration (agência governamental dos Estados Unidos que fornece suporte a empreendedores e pequenas empresas).

 


BRASIL:

Mercados… Da mesma forma que ocorreu no exterior, ativos de risco brasileiros continuaram a operar e queda livre ao longo do pregão. Além da dinâmica volátil que toma conta dos mercados nestes tempos de coronavírus, a promulgação de uma MP que suspendia os contratos de trabalho por quatro meses colocou um elemento de incerteza política (mas também de incerteza com relação à forma como o executivo está lidando com a crise) adicional para o país. Rechaçada não só pela classe política, mas pela sociedade em geral, Bolsonaro foi forçado a revoga-la ao longo do dia. No mercado cambial, os mesmo drivers dos últimos dias (elevada aversão ao risco, juros baixos e falta de liquidez) voltaram a pressionar o real, que segue sendo negociado consistentemente acima do limiar de R$ 5/US$. O CDS de cinco anos, métrica de risco-país, continua elevado, ainda refletindo o quadro mais desafiador para economias emergentes e o impasse que o executivo tem tido para avançar com as reformas fiscais em face da atual conjuntura. No mercado de taxas, a curva de juros seguiu inclinando. O vértices curtos operaram em baixa, explicitando o maior anseio por estímulos monetários e repercutindo a mensagem hawkish na Ata do Copom divulgada hoje, e em alta ao longo dos vértices mais longos, demonstrando o maior prêmio de risco exigido por investidor face o atual quadro de deterioração da economia brasileira.

Weg… A empresa teve o melhor desempenho no pregão de hoje. A cia possui uma posição de caixa elevada para enfrentar a situação adversa atual. Além disso, a empresa informou na 5ªf que nenhuma de suas unidades teve operações interrompidas até o momento. Por fim, o executivo-chefe da Daimler afirmou hoje que a demanda pelos veículos da empresa voltou a aumentar na China, sendo que a Weg também tem unidades no país asiático.

Hering… A varejista registrou uma das piores performances do dia. O fechamento de lojas do setor em todo país atingiu fortemente a companhia que já vinha apresentando resultados negativos há alguns meses. O relatório de uma casa de análise dizendo que a Hering é uma das varejistas que mais podem sofrer nesse período também pesou sobre o papel.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
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