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Internacional
• Assessor econômico de Trump acalma os mercados ao anunciar que as tarifas previstas para dezembro podem ser removidas
• Contra o tempo, Boris Johnson se mobiliza em busca da aprovação do novo acordo do Brexit firmado com a União Europeia.

Brasil
• Bolsa local renova máxima histórica de fechamento fortalecida por dinâmica favorável do exterior
• Investidores fixam suas atenções na reforma da Previdência, que tem votação prevista para amanhã no Senado
• Otimismo com resultados de blue chips impulsiona ganhos do índice na sessão


FECHAMENTO:

Ibovespa: 106.022 (+1,23%)
Real/Dólar: 4,12 (+0,38%)
DI Jan/21: 4,45% (0,00%)
S&P 500: 3.006 (+0,69%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

BRFS3:R$ 37,75 (+4,43%)
YDUQ3:R$ 40,00 (+4,36%)
IRBR3:R$ 38,65 (+3,73%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

QUAL3: R$ 32,00 (-5,58%)
CCRO3: R$ 17,33 (-3,29%)
SMLS3: R$ 36,97 (-1,73%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas ao redor do mundo apreciaram movimentos positivos ao longo do pregão. Tanto o S&P500, índice americano, quanto o STOXX600, índice pan-europeu, registraram uma altas e fecharam o dia em terreno positivo, com ganhos de 0,7% e 0,6%, respectivamente. Tanto a divulgação de resultados corporativos como os novos desenvolvimentos envolvendo China e EUA contribuíram para o bom desempenho dos mercados no dia.

Disputa comercial…  O movimento ligeiramente bullish da bolsa americana deve-se aos mais recentes desenvolvimentos da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. Recapitulando: o acordo informal traçado pelas delegações na semana retrasada deixou o entendimento em aberto. Por um lado, a Casa Branca havia anunciado que um acordo havia finalmente sido atingido, mas por outro, os chineses comunicaram ao público internacional que nada formal seria concretizado antes de repassar por alguns pontos considerados cruciais pelos mesmo. Dentre estes pontos estava a remoção das tarifas previstas para dezembro. Hoje mesmo, o conselheiro econômico do presidente americano comunicou à Fox News que vê a possibilidade de suspender estas tarifas caso a negociações sigam bem. Como de costume, quando saem indicações de que os dois países estão se entendendo, o otimismo predomina nos mercados.

Brexit…Após não conseguir aprovar neste sábado o mais novo acordo do Brexit traçado com a Comissão Europeia, Boris Johnson iniciou a semana com mais uma derrota. O presidente da Casa dos Comuns, John Bercow, rejeitou nesta 2ªF o pedido de Johnson de dar início à votação do Brexit, forçando-o a tentar novamente amanhã. Todavia, restam dúvidas se Johnson conseguirá de fato efetivar a saída do Reino Unido antes do 31 de outubro. Isto, em teoria, não é impossível, mas exige uma rapidez tenaz por parte do premiê britânico. De acordo com fontes iniciadas no assunto, Johnson já parece ter os números necessários para aprovar o chamado withdrawal agreement bill, pedaço de legislação necessário para implementar o Brexit. Caso isto de fato se materialize, o divórcio estará de fato encaminhado.


BRASIL:

Mercados… A bolsa local acompanhou o sentimento do exterior e renovou a máxima histórica de fechamento, fechando aos 106.022 pontos. O movimento se deu, por um lado, por conta das notícias positivas com relação à disputa comercial (vide Cenário Externo) e, por outro, pelas expectativas otimistas em torno dos balanços de Petrobrás e Vale, que saem ao longo desta semana. O CDS de cinco anos (medida de risco-país), que opera abaixo dos 130 pontos base, já precifica de forma antecipada a aprovação em segundo turno da reforma da previdência, prevista para amanhã. O dólar, por sua vez, operou de forma errática, repercutindo condicionantes que moveram a cotação nas duas direções. O maior entendimento entorno da disputa comercial, assim como a votação em segundo turno da reforma, fizeram com que a moeda americana cedesse terreno para o real. Paralelamente, a quase que certeira queda mais acentuada nos juros brasileiros (na quarta-feira da semana que vem) do que no americano aumenta o diferencial de juros, diminui a atratividade do carry trade e deprecia o real frente ao dólar. As taxas futuras de DI, operando em queda, continuam precificando uma Selic abaixo de seu atual nível de 5,5%, repercutindo de forma quase que natural a fala de Ilan Goldfajn, de que “juros mais baixos vieram para ficar. ”

Yduqs… A holding brasileira foi o principal destaque ao longo da sessão. A boa performance do papel deve-se à obtenção, por um valor de R$ 1,92 bilhões, da Adtalem Brasil Holding. O Ibmec, faculdade de economia, direito e administração, está entra as marcas da holding.

JBS…A gigante produtora de alimentos também operou em terreno positivo ao longo do pregão. O papel da empresa entrou na lista de compra divulgada por uma renomada instituição financeira. Na análise feita pela instituição, a empresa deve seguir apreciando o impulso de preço que se verifica no mercado de proteínas, assim como uma melhor dinâmica no mercado americano.

Gol e Smiles Fidelidade…A empresas de aviação, assim como sua controlada Smiles Fidelidade, estiveram na ponta negativa. O fraco desempenho dos papeis deve-se ao comunicado feito à imprensa de que a agitação política que está ocorrendo no Chile deve travar o fluxo das operações, com os horários de embarque e desembarque possivelmente sofrendo alterações.

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Renda Variável*


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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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