Internacional
• Índices acionários ao redor do globo voltaram a cair com receio em torno do coronavírus;
• PMI americano entra em território contracionista;
• PMI europeu registra alta em direção ao território expansionista.

Brasil 
• Ibovespa segue exterior e opera em queda;
• Dólar testa nova máxima e atinge os R$ 4,40/US$.


FECHAMENTO:

Ibovespa: 113.308 (-1,12%)
BR$/US$: 4,38 (-0,05%)
DI Jan/27: 6,49% (+8 bps)
S&P 500: 3.337 (-1,05%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

LAME4: R$ 28,90 (+7,68%)
WEGE3: R$ 49,80 (+4,86%)
KLBN11: R$ 21,82 (+3,76%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

IRBR3: R$ 32,52 (-5,44%)
VALE3: R$ 50,13 (-3,97%)
GOAU4: R$ 9,08 (-3,30%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Ativos de risco ao redor do globo operaram em queda ao longo do pregão desta 6ªF. Por mais que o número de casos de infectados pelo vírus esteja passando por um leve arrefecimento na China, preocupações em torno da disseminação do Covid-19 em outros países reforçou um movimento de cautela entre investidores. Ativos como o ouro e os títulos americanos continuaram apreciando um excesso de demanda ao passo que investidores procuraram cada vez mais a segurança. Dados fracos nos EUA reforçaram a queda do S&P500 nos EUA, enquanto dados ligeiramente melhores na Europa não surtiram nenhum tipo de efeito relevante sobre o STOXX 600. Ao todo, ambas as bolsas encerraram o dia em território negativo.

Economia americana… A divulgação do Índice de Gerentes de Compra composto (PMI, na sigla em inglês) para a economia americana abalou as expectativas de mercado. A leitura preliminar para o mês de fevereiro caiu para 49,6, ante 53,3 em janeiro, demonstrando que a atividade econômica nos EUA está, de acordo com o índice, entrando em território contracionista pela primeira vez em 4 anos. Naturalmente, como o índice faz referência ao mês de fevereiro, já capturou quedas na produção devido a disseminação do coronavírus. A confiança dos produtores, por mais que tenha registrada uma alta, segue notadamente abaixo de sua média histórica.

Economia europeia… O mesmo índice, publicando para a economia europeia, acabou catalogando um movimento na direção contrária. Na zona do euro, o PMI saiu de território contracionista ao aumentar para 51,6. Apesar de uma demanda interna e externa ainda enfraquecida, além de uma produção menor em função do coronavírus, a taxa de expansão da região aumentou. O setor de serviços continua resiliente, mas o setor manufatureiro já demonstra, de acordo com a pesquisa do IHS Markit, sinais de que a contração verificada no 4T19 não seja duradoura. Não obstante, a situação segue altamente incerta, uma vez que o coronavírus, longe de estar resolvido, todavia cria interrupções dentro de importantes cadeias de suprimento, além de reduzir a demanda por exportações e turismo.


BRASIL:

Mercados… Ativos de risco brasileiros deram sequência aos movimentos de queda e operaram em forte queda ao longo da sessão. Após cair 1,7% ontem, a bolsa brasileira voltou a registrar variação negativa de quase 1,0% hoje. No mercado cambial, como era de se esperar, o real continuou sob pressão e testou uma nova máxima histórica ao cotar os R$ 4,40/US$, mas se acomodou após a divulgação de dados fracos da economia americana. Reiteramos: enquanto o cenário de juros baixos, alta aversão ao risco e ajuste fiscal continue presente, uma tendência depreciativa é a trajetória mais provável. O CDS de cinco anos, medida de risco país, operou de forma estável ao longo do pregão e segue consideravelmente abaixo dos 100 pontos base, refletindo o entusiasmo dos investidores com relação ao processo de saneamento das contas públicas. Infelizmente, as quedas no CDS não imprimem mais o mesmo efeito sobre o câmbio, pois, em tese, quedas desta ordem deveriam forçar uma alta do real contra o dólar. No mercado de juros, a taxas operaram em alta ao longo dos vértices longos, incorporando, de forma com maior vigor do que em dias anteriores, a desvalorização do real.

Lojas Americanas… Empresa foi um dos grandes destaques do índice hoje após a divulgação de seus resultados que foram robustos em todos os segmentos e superaram as expectativas do mercado. Entre os principais destaques estão a abertura de 230 lojas, crescimento de 16,2% do EBITDA Ajustado e diminuição do endividamento líquido para 0,6x (de 1,2x).

Vale… Na ponta oposta, a companhia encerrou a sessão de hoje em queda depois da divulgação de seus resultados negativos, com novas provisões relacionadas ao desastre de Brumadinho no valor de R$ 4,6 bilhões e revisão contábil dos ativos em Moçambique e Nova Caledônia no valor de R$ 19,4 bilhões.

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