Internacional
• Ativos de risco internacionais operaram em queda ao longo da sessão;
• Índices antecedentes do Conference Board seguem apontando para expansão da economia americana;
• Confiança do consumidor europeu aumenta em fevereiro;
• PMI´s são destaque na agenda de amanhã.

Brasil 
• Ibovespa acompanha o exterior e opera em queda livre;
• Dólar bate novo recorde ao cotar R$ 4,39/US$;
• IPCA-15 acelera 0,22% em fevereiro.


FECHAMENTO:

Ibovespa:114.586 (-1,66%)
BR$/US$: 4,38 (+0,60%)
DI Jan/27:6,46% (+9 bps)
S&P 500: 3.373 (-0,38%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

EMBR3: R$ 19,68 (+3,36%)
CYRE3: R$ 33,75 (+0,45%)
MRVE3: R$ 20,46 (+0,34%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

GOAU3: R$ 9,39 (-7,40%)
UGPA3: R$ 22,11 (-7,33%)
PCAR4: R$ 81,21 (-7,33%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas internacionais operaram em queda ao longo do pregão. Ao final da sessão, tanto o STOXX 600, índice que abrange uma gama de ativos ao redor do continente europeu, assim como o S&P500, índice americano, encerraram a sessão em território vermelho. O movimento veio na esteira da decisão de política monetária do BC chinês, que optou por reduzir a taxa de juro de um ano em 10 pontos base para 4,05%. Não obstante, a medida de estímulo anunciada não foi suficiente para dar sequência aos movimentos de alívio verificados no pregão de ontem mesmo quando conjugada à divulgação de índices de atividade positivos nas economias centrais.

Economia americana… O Conference Board publicou hoje os indicadores antecedentes de atividade para a economia americana. Como era de se esperar, os indicadores continuaram pontuando para a força contínua da economia americana. O índice, referente ao mês de janeiro, aumentou 0,8% ante expectativas de aumento de 0,4%. O indicador, que é construído a partir de vários subíndices do setor, subiu de 112.1 para 111.2. Assim como outros indicadores econômicos, repercute os recorrentes comentários de Powell, presidente do Fed, BC americano, de que o atual estágio da economia americana – caracterizada por uma demanda e mercado de trabalho forte – é robusto. Assim, reforça a postura acomodatícia do BC americano, que tem se demonstrado cada vez mais preocupada para sustentar o ciclo de expansão que já entra em seu décimo-primeiro ano.

Economia europeia… O índice de confiança do consumidor passou por um aumento na leitura preliminar de fevereiro. Aumentou de -8,1 para -6,6. O resultado se apresenta como contra intuitivo, uma vez que o natural seria observar uma queda, decorrente dos efeitos negativos que a disseminação do coronavírus imprime sobre as perspectivas dos consumidores. Não obstante, como o resultado continua em território negativo, este segue pontuando que a confiança dos agentes situa-se abaixo de sua tendência história e que as perspectivas pessimistas com relação ao futuro econômico do bloco.

No radar… Investidores se atentarão amanhã para a divulgação dos Índices de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) referentes ao mês de fevereiro para os EUA e para a Europa. O índice é de suma importância, uma vez que demonstra as perspectivas dos produtores com relação à economia europeia. Para a zona do euro, o índice deve sofrer uma deterioração em função da forte queda na produção industrial e dos efeitos do coronavírus sobre a evolução das exportações da região. Nos EUA, PMI deve, se não passar por um leve aumento, ficar estável, refletindo os recentes resultados positivos para os indicadores de atividade.


BRASIL:

Mercados… Ativos de risco locais, a mercê da dinâmica externa, operaram em queda livre ao longo da sessão. Ao final do dia, o Ibovespa havia perdido mais de 1% de seu valor com relação ao fechamento de ontem. No mercado cambial, o real, como era de se esperar, continuou se desvalorizando contra o dólar. Ao longo do dia, voltou a renovar sua máxima histórica ao cotar R$ 4,39/US$. Investidores, ao observas que a divisa se desvalorizou de forma constante ao longo dos últimos três dias, interpretam a formação de uma tendência depreciativa e alimentam o movimento ao vender reais e comprar dólar com maior intensidade. No mercado de juros, as taxas operaram estáveis ao longo da maioria dos vértices, mas abriram levemente nos longos, repercutindo a alta vigorosa do dólar. O CDS de cinco anos, medida de risco-país, voltou a passar por um ligeiro aumento após atingir os 92 pontos base nas negociações de ontem.

Atividade econômica… Em um dia fraco de indicadores, o destaque ficou com a divulgação do IPCA-15. Ao aumentar 0,22% em fevereiro, o índice registrou um aumento anual acumulado de 4,21%, mas o dado aberto continua mostrando que a dinâmica dos preços segue com tendência baixista. O mais importante, porém, foi a deflação de 0,10% da categoria de alimentos/bebidas. A queda relevante nesta categoria acabou demonstrando a transitoriedade do choque de alimentos que pressionou a inflação em dezembro do ano passado. Relembrando: em função do excesso de demanda por carnes nos mercados internacionais, os preços dos alimentou aumentaram em 2,59% em dezembro, fator decisivo que fez a inflação de 2019 fechar acima da meta de 4,25% preconizada pelo BCB.

Embraer… A empresa foi o destaque positivo do pregão. O movimento decorreu da notícia que a empresa fechou um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para estender por 90 dias o prazo de monitoria externa e independente. A notícia foi bem recebida pelo mercado, juntamente com a informação divulgada ontem de que o Cade confirmou o acordo da companhia com a Boeing.

Ultrapar… O desempenho da empresa foi bem negativo na sessão desta 5ªF. Após divulgação de um resultado decepcionante nos seus segmentos, o destaque negativo se deu pelas fracas margens e volumes abaixo do esperado nas operações dos postos Ipiranga.

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