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Internacional
• Bolsas internacionais encerram com viés positivo; destaque para o setor bancário;
• Declaração de conselheiro da Casa Branca à jornal Chinês causa mal-estar dos mercados.

Brasil
• Bolsa dispara na abertura, mas devolve ganhos ao longo do dia;
• Petrobras quebra expectativas e termina sessão em alta;
• Setores varejista e bancário foram destaque no pregão de hoje.


FECHAMENTO:

Ibovespa: -0,18%; 104.339 pts
Real/Dólar: +1,39%; R$ 4,16
DI Jan/21: -17 bps; 5,05%
S&P 500: +0,00%; 3.007 pts

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

MRFG3: R$ 10,53 (+6,80%)
BTOW3: R$47,48 (+5,75%)
VVAR3: R$ 7,40 (+5,26%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

CIEL3:R$ 8,50 (-5,13%)
UGPA3: R$ 18,26 (-2,77%)
BBAS3: R$ 46,77 (-2,60%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Os mercados internacionais moveram em direção levemente positiva nesta quinta-feira. O STOX600, índice pan-europeu, fechou o dia com uma variação positiva de 0,6%. O crescimento do índice se deve, em grande parte, à valorização dos papéis dos grandes bancos que o compõem, com principal destaque para o Bankia e o Bank of Ireland. Nos Estados Unidos, as bolsas refletiram a mesma dinâmica favorável, com investidores avaliando a decisão de política monetária do Fed, que optou por reduzir a taxa de juros em 0.25 ponto percentual. Paralelamente, os acontecimentos ao redor da disputa comercial entre Washington e Pequim continuam alarmando os mercados globais, e contribuíram para o encerramento das bolsas de NY no zero a zero. Nesta frente, o que gerou uma maior preocupação no dia foi a entrevista do conselheiro de Donald Trump, Michael Pillsbury, ao South China Morning Post, onde anunciou que as tarifas sobre bens chineses podem atingir os níveis astronômicos de 50% a 100% caso um acordo não seja alcançado em breve.

Medidas do BCE já se fazem sentir… O bom desempenho das bolsas europeias no dia de hoje, causado em grade parte pelos bancos, ocorre a partir de dois diferentes, porém conectados, eventos que ocorreram ao longo da semana. As medida de estímulo monetário, anunciadas pelo BCE no início da semana, reforçaram o sistema de “camadas duplas”. Essa determinação, que tem por objetivo isentar parte dos depósitos dos bancos das taxas de juros negativas, acabou imprimido um efeito positivo sobre os papeis dos mesmos. Além disso, a sinalização do Fed de que uma deterioração do cenário atual será necessária para que haja um novo corte também contribuiu para a alta do setor, que tem tido desempenho inferior ao do mercado no ano.


BRASIL:

Mercados… O mercado acionário local iniciou o dia em alta, chegando a se aproximar de uma nova máxima histórica, refletindo o anúncio de mais um corte de 50 pontos base pelo Copom. Apesar do bom humor pela manhã, o índice perdeu fôlego ao longo da sessão e encerrou em queda, em função também da piora de ambiente no exterior (vide Cenário Externo acima). Na contramão do Ibovespa, a decisão do Copom de reduzir a taxa de juros pressionou negativamente o real frente ao dólar, que encerrou cotado aos R$4,16/US$. Em contrapartida, o CDS (medida de percepção de risco) de cinco anos para o Brasil registrou mais uma queda, mas sem força suficiente para contrabalancear os efeitos depreciativos da medida do Copom sobre a divisa brasileira. No mercado de juros, os DIs futuros seguiram a mesma tendência de baixa, com o mercado avaliando a sinalização clara do Copom de que mais um corte está por vir em outubro.

Ibovespa… Os destaques do índice ao longo do pregão foram os setores de varejo (positivo) e bancário (negativo), ambos repercutindo a decisão de política monetária do Copom. Isoladamente, a Petrobrás teve desempenho notadamente positivo, encerrando o dia com alta de 0,3%.

Petrobras… O desempenho positivo da estatal nas negociações de hoje se deve em grande parte a uma quebra de expectativas. Após os ataques às plantas de produção que aumentaram o preço internacional do petróleo, criou-se uma preocupação de que o conselho da Petrobrás, após anúncio de Bolsonaro, não iria repassar a variação do preço para o mercado doméstico. A declaração gerou dúvidas acerca da autonomia e gerenciamento da empresa. De fato, hoje a empresa decidiu por fazer o repasse, confirmando a ideia de que o modelo de gerenciamento segue regras estabelecidas ao invés de atender os interesses de determinados grupos.

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Renda Variável*


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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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