Internacional
• Ativos de risco internacionais operam em alta ao longo do pregão;
• BC chinês anuncia hoje as 22:30 decisão de política monetária;
• Índice de inflação ao produtor americano aumenta em 0,50% em janeiro;
• Ata do Fed reforça a manutenção da atual política de juros.

Brasil 
• Ibovespa acompanha exterior e encerra o dia em território positivo;
• Dólar segue em alta e testa nova máxima R$ 4,37/US$;
• Apesar da alta do dólar, taxas operam em queda.


FECHAMENTO:

Ibovespa:116.517 (+1,34%)
BR$/US$: 4,36 (+0,04%)
DI Jan/27:6,36% (-3 bps)
S&P 500: 3.386 (+0,47%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

WEGE3: R$ 48,82 (+9,22%)
VVAR3: R$ 15,90 (+6,21%)
GOAU4: R$ 10,14 (+5,19%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

HGTX3: R$ 24,92 (-2,88%)
COGN3: R$ 11,15 (-2,19%)
BRDT3: R$ 29,92 (-1,16%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Índices acionários ao redor do globo contrariaram a tendência de ontem e operaram em alta ao longo do pregão. Por mais que a disseminação do coronavírus continue apresentando um risco latente para a economia global, o fato de que o número de infectados está caindo, dia a dia, de maneira aparentemente consistente promoveu um alívio entre investidores. Ademais, a expectativa de uma continuidade nos estímulos monetários por pare do BC chinês – que será anunciada hoje – continua alimentando decisões de investimento ao redor do globo. Ao todo, tanto o S&P500, índice americano, assim como o STOXX600, índice que abrange uma gama de ativos ao redor do continente europeu, fecharam o dia em território positivo.

Economia americana… O índice de preços ao produtor para a economia americana aumentou em 0,50% em janeiro, 0,4 ponto percentual acima das expectativas de mercado, levando a inflação a acumular alta de 2,1% em termos anuais. Um aumento de tal magnitude não ocorria desde outubro de 2018. A notícia foi bem recebida pelo mercado, logo que o BC americano tem tido dificuldades para combater a desinflação, levando o dólar a operar em alta contra seus principais pares ao redor do globo. Este aumento, porém, deve ser transitório, uma vez que a contínua queda no preço internacional do petróleo, principal fonte de energia, assim como a própria força da economia americana, deve limitar a pressão altista sobre os preços.

Ata do Fed… O Fed divulgou hoje a ata referente a sua última reunião, onde, por unanimidade, optou por manter a taxa de juro estacionada em seu atual intervalo de 1,50% – 1,75%. Sem trazer muitas novidades, a ata reiterou que o atual estágio da política de juros é apropriado para sustentar o ciclo de expansão da economia americana, que já entra em seu décimo-primeiro ano. Sobre a oficialização do acordo sino-americano, diretores do Fed mencionaram que seu impacto seria relativamente limitado, uma vez que uma gama de tarifas ainda está em vigência. Não obstante, o documento apontou para uma postura de caráter flexível, o que significa que o BC americano estaria pronto para agir caso as condições econômicas passem por uma deterioração significante. Por último, a manutenção do juro dá espaço para que o Fed avalie os verdadeiros efeitos dos três cortes do ano passado, assim como o recente surto do coronavírus.


BRASIL:

Mercados… Ativos de risco brasileiros acompanharam a dinâmica verificada no exterior e operaram em alta ao longo do pregão. No mercado cambial, o real continuou cedendo terreno à divisa americana e voltou a renovar sua máxima histórica ao cotar os R$ 4,37/US$. O movimento do dólar contra o real continua, ainda, repercutindo os dados fracos de atividade. Importantes casas locais, por conta dos efeitos negativos do coronavírus, revisaram para baixo suas expectativas de crescimento para a economia brasileira. Concomitantemente, os dados positivos de inflação ao produtor nos EUA (vide cenário externo) deram tração adicional à moeda americana. O DXY, que mede a força do dólar no mundo, continuou em alta ao longo do pregão. O CDS de cinco anos, medida de risco-país, continuou caindo, ainda refletindo as expectativas positivas em torno do ajuste fiscal brasileiro. No mercado de juros, as taxas operaram em baixa ao longo da maioria dos vértices, explicitando com mais vigor as baixas expectativas de inflação do que a alta do dólar.

WEG… Após resultados divulgados referentes ao 4T19, o papel seguiu seu rally de alta e foi o principal destaque nessa quarta-feira. A empresa divulgou resultados robustos, acima das expectativas de mercado em todas as suas principais linhas.

IRB… A empresa teve um dia de alta volatilidade nesta quarta-feira. Após divulgação de um forte resultado operacional e a abertura de dados que vinham sendo questionados por parte do mercado, o papel abriu com forte alta. Entretanto, investidores aproveitaram para realizar lucros referentes a valorização que a empresa obteve ao longo da semana.

 

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